Publicada em 12 de Agosto de 2013 às 15h58
Vendedora de dindim (Foto:Francisco Gilásio)
O calor e o dindim, suco congelado em um saquinho com n? na ponta, vivem h? d?cadas uma hist?ria de cumplicidade e disputa. O refresco doce que desmancha na boca tem a quentura da capital piauiense ora como um aliada - com a qual se tornam uma pedida perfeita - e ao mesmo tempo uma inimiga que precisa derrotar a qualquer custo. O resultado dessa briga acaba sendo meio tr?gico: o dindim se consome at? a ?ltima gota para acabar com o calor que acaba enfraquecido no corpo daquele que ? o grande vitorioso do embate: o teresinense.?
E qual teresinense nunca aproveitou um dindim para se refrescar? Praticamente todos fizeram e fazem isso. A iguaria at? tem v?rios nomes e sabores ao redor do Brasil (flau, sacol?, geladinho), mas na capital piauiense ele ? distinguido por esse sonoro e onomatopaico termo.?
Com muitas possibilidades de cores e sabores, o dindim ? encontrado facilmente nos bairros da cidade e, muitas vezes, acaba virando at? fonte de renda. Quando ficou desempregada, h? cerca de cinco anos, Maria do Livramento passou a fabricar e comercializar a guloseima em casa. “Assim que eu perdi o emprego a venda de dindim e sorvete se tornou uma forma de complementar a renda da minha fam?ia”, conta.
Atualmente, a vendedora faz a alegria de crian?as e adultos na Central de Artesanato Mestre Dezinho, localizada no centro de Teresina. “Como a minha neta come?ou a praticar bal? aqui na Central e eu precisava acompanh?-la, passei a trazer os dindins e pra vender para as m?es e as crian?as. Esse ? um produto que todo mundo gosta”, garante Livramento.
A iniciativa da vendedora ? aprovada pelos consumidores, como M?rcia Faustino que acompanha a filha aspirante a bailarina que faz aulas de dan?a na Escola de Dan?a Lenir Argento. “Eu sempre acompanho as aulas, ent?o aproveito a oportunidade para provar um dindim, porque nesse calor ? bom demais”, comenta.