
?O jogador Adriano foi, nesta segunda-feira, ? 16? DP do Rio de Janeiro, onde conversou com as autoridades policiais que investigam o disparo acidental de uma pistola ocorrido no interior do carro do atleta na madrugada do dia 24. A estudante Adriene Pinto, que estava no carro com Adriano e mais quatro pessoas, teve o dedo indicador esquerdo atingido pelo proj?til e est? internada no Hospital Barra D?Or, onde passar? por cirurgia na ter?a-feira.
Antes do encontro com os policiais, Adriano conversou com os jornalistas. Ele reafirmou a sua vers?o sobre o ocorrido, de que a pr?pria Adriene teria disparado acidentalmente a arma, que pertence ao seguran?a do jogador, tamb?m presente no autom?vel durante o epis?dio. J? a v?tima do disparo afirma que teria sido o corintiano quem atirou.
O atleta disse que estava disposto a pagar as despesas hospitalares de Adriene, mas que mudou de ideia, pois a jovem de 20 anos estaria tentando prejudica-lo: “Eu ia pagar (despesas do hospital), mas como ela est? fazendo essas acusa?es, n?o vejo necessidade. N?o ? justo o que ela est? fazendo comigo. Ent?o, n?o tem por que ajudar. Apesar de tudo, espero que ela se recupere bem”, afirmou Adriano, que foi convencido pelo delegado respons?vel pelo caso a conceder uma entrevista coletiva.
O jogador tamb?m relatou como os fatos aconteceram, de acordo com a sua vers?o. “A arma estava no ve?culo. Ela, de curiosa, pegou e disparou. A arma estava entre o banco do motorista e o console. Eu ouvi o disparo e abaixei. Todos se assustaram. Com certeza ela pegou a arma, porque n?o dispararia sozinha. A princ?pio, eu nem tinha visto o dedo dela machucado. S? depois vi. Foi a? que eu tirei a camisa e dei para ela enrolar na m?o”.
Adriano disse que conheceu Adriene na noite em que o incidente aconteceu, na casa noturna onde estava. “Eu n?o a conhecia. Eu estava saindo da boate, e um amigo pediu para eu lev?-la porque o carro dele j? estava cheio. N?o caberia mais de seis pessoas. Ele a conheceu na boate e chamou para o nosso camarote. Mas eu nunca tinha visto ela”, afirmou.
Sobre o reflexo que o caso poder? ter em sua carreira, o jogador disse estar tranquilo. “Conversei com presidente (do Corinthians, Roberto de Andrade). N?o existe nada em rela??o a quebra de contrato. Quando as coisas acontecem comigo ganham uma propor??o maior. Eu estava evitando sair, mas as vezes ? dif?cil, estava de f?rias”, admitiu.
Tamb?m nesta segunda, o delegado Fernando Reis, que investiga o caso, disse que ainda n?o ? possivel afirmar quem foi o autor do disparo. "Estamos muito no in?cio da investiga??o. Ontem e hoje (dias 25 e 26/12) tentamos levantar o maior n?meros de dados poss?vel, mas ainda ? cedo para chegar ? alguma conclus?o".
No domingo, o delegado disse que pretende colocar frente a frente Adriene e o jogador, para que os dois contem suas vers?es sobre o ocorrido". A acarea??o s? poder? ocorrer, no entanto, ap?s a cirurgia de Adriene, agendada para ter?a-feira.
Ap?s o depoimento do jogador, Reis afirmou que seu discurso foi coerente, e que o jogador adicionou informa?es ao seu primeiro depoimento, que ser?o utilizadas na acarea??o.
Al?m do embate de vers?es, o caso poder? ser desvendado por um exame pericial feito nos envolvidos, para detectar a presen?a de p?lvora nas m?os. O resultado sai em oito dias.
Segundo informaram ao UOL Esporte funcion?rios do Barra D?Or, a v?tima chegara ao hospital dizendo que n?o sabia quem havia disparado a arma. Posteriormente, por?m, a estudante teria alterado sua vers?o, afirmando a policiais que Adriano atirara acidentalmente com a pistola.
* Atualizada ?s 21h09