?O suposto caso de estupro que envolveu os participantes Daniel e Monique na madrugada de s?bado para domingo (15) no Big Brother Brasil 12 deve minar o investimento do mercado publicit?rio nas pr?ximas edi?es do reality show.
O professor de branding (marcas) da ESPM Julio Moreira explica que os patrocinadores sabem os riscos que correm pelo programa ser ao vivo, mas adverte que, se a pol?cia investigar o caso a fundo, os anunciantes pensar?o duas vezes antes de investir no reality show nas pr?ximas edi?es.
- Se ficar algo mais s?rio, no ano que vem, talvez os novos patrocinadores pensem duas vezes antes de entrar.
Antes de determinar a sa?da de patrocinadores do programa, por?m, a empresa costuma fazer uma s?rie de pesquisas para saber se compensa renovar o contrato, explica o professor de marketing da PUC-SP Ricardo Zanotta.
- ? precipitado fazer uma proje??o j? para o pr?ximo porque o que vai determinar o interesse do patrocinador ? a audi?ncia do programa, que ? um dado quantitativo. Depois, o patrocinador tem que fazer uma pesquisa de recall de marca e outra qualitativa sobre como a marca foi impactada pela participa??o. Se os resultados dessas duas informa?es forem positivos, a tend?ncia ? que os patrocinadores continuem no programa.
A poss?vel fuga dos patrocinadores se tornaria um problema para o programa, porque, segundo Moreira, “ao longo dos anos, o BBB est? perdendo for?a, com diminui??o da audi?ncia, embora ainda seja rent?vel por causa do patroc?nio”.
Moreira afirma, por?m, que ? dif?cil confirmar que as marcas envolvidas no programa estejam arranhadas, j? que “hoje o consumidor est? muito consciente” e sabe distinguir uma a??o de merchandising de uma empresa dentro do programa e o suposto caso de estupro.
- O p?blico separa e coloca algo que eventualmente que tenha ocorrido na pessoa [Daniel] e n?o nas marcas que est?o l?.
Zanotta, da PUC-SP, concorda ser dif?cil determinar o preju?zo concreto para as empresas que patrocinam o reality show.
- Uma coisa ? o comportamento das pessoas l? e o relacionamento entre elas. Ela pode ser mal-educada e falar palavr?o, mas tem uma regra no programa. No momento em que estes participantes est?o em uma competi??o, que tem uma rela??o com a marca, pode impactar na marca, sim, mas n?o ? o caso que aconteceu agora. ? mesmo o risco de se patrocinar artistas de uma forma geral.
A edi??o deste ano do BBB tem cinco patrocinadores - AmBev (Guaran? Antarctica), Fiat, Niely, Schincariol (Devassa) e Unilever (Omo) -, que desembolsaram R$ 20,6 milh?es cada uma para estampar suas marcas no programa, totalizando R$ 103 milh?es.
A reportagem do R7 procurou todas as empresas que patrocinam o programa, mas nenhuma quis se pronunciar sobre o caso.
Entenda o caso
A participante Monique ficou embriagada durante uma festa no ?ltimo s?bado (14). Debaixo de um edredom, Daniel agarrou a estudante. A pol?mica come?ou depois que telespectadores disseram pelo Twitter que ela poderia ter sido v?tima de estupro.
Chamada ao confession?rio, a estudante disse que n?o teve rela?es sexuais com o modelo. O diretor-geral do reality show, J.B. Oliveira, o Boninho, convocou a sister para uma conversa, j? que os telespectadores pedem a expuls?o do participante.
Em seu blog, Boninho disse: "Ela n?o confirmou que teve sexo e disse que tudo o que aconteceu foi consensual. N?o d? para garantir que houve sexo, muito menos estupro. Eles estavam debaixo do edredom e de lado. Mas o mais importante ? que ela [Monique] estava consciente de tudo. Ela me disse que na hora que o clima esquentou pediu para ele [Daniel] sair da cama".
Ap?s passar pelo confession?rio, Monique demonstrou estar confusa: "Ser? que eu fiz [sexo]?"