
Pouco mais de tr?s meses ap?s a estreia de seu programa, Conversa com Bial, o jornalista e apresentador Pedro Bial faz um balan?o da atra??o. "Foi uma boa decolagem, que exigiu muita energia. Perdemos bastante combust?vel, fiquei sobrecarregado no in?cio, mas estou entrando num voo de cruzeiro, satisfeito com a boa recep??o", diz o jornalista, que, aos 59 anos, ser? pai de Laura, sua primeira filha com a jornalista Maria Prata. "Achava que tinha fechado a f?brica e n?o seria pai novamente",diz ele, que bateu um papo com a coluna.
Suas entrevistas rendem assunto na internet...
Isso ? incr?vel para mim, que comecei h? tanto tempo, quando a coisa ia ao ar e ponto. Agora fica ali, para sempre. Os compartilhamentos nas redes sociais d?o sobrevida impressionante ao programa. Estou aprendendo a ver os perfis de entrevistas com maior voca??o de repercutir na internet.
Nesta guerra TV versus internet, quem ganha?
N?o vejo como guerra. A internet veio enriquecer a vida de todos, inclusive de quem faz televis?o. Claro que tem de saber us?-la, porque ela empobrece debates daqueles que a usam de maneira pobre. A TV permanece soberana, porque o que temos nas redes ? produ??o de opini?o, articulistas. Mas not?cia, ir para a rua, apurar, s? as corpora?es jornal?sticas fazem.
? ativo nas redes sociais?
Instagram uso s? para divulgar uma ou outra entrevista. No Facebook, tenho um perfil oficial, que tamb?m n?o uso. E, no Twitter, eu nem entro porque n?o tenho imunidade. O que uso mais ? um perfil escondido no Face, onde entro de vez em quando para saber o que as pessoas est?o falando. S? para medir a temperatura da ?gua.
Como est? a gravidez de sua mulher?
Est? ?tima, Maria enjoou s? nos tr?s primeiros meses, como ? de praxe. No mais, ela est? bem, ? muito disciplinada, faz todos os exerc?cios, est? se alimentando com muito rigor e lendo muito. J? leu todos os livros a respeito de tudo, de todas as possibilidades. ? a t?pica gr?vida jornalista.
? otimista sobre o caos pol?tico?
Vejo com otimismo funcional. S? me interessa ver dessa forma porque, sen?o, s? restava me jogar do Viaduto do Ch?. ? um processo necess?rio. Como sociedade, t?nhamos de expor nossas entranhas, nossos podres. Espero que d? em algo, mas ainda vamos pastar muito. E ? terr?vel porque, como sempre, quem paga o pre?o mais amargo da crise s?o os mais pobres.
O que faz quando o entrevistado n?o rende?
Vou ali, corto os pulsos e j? volto... (Risos.)