Publicada em 30 de Agosto de 2015 às 11h52
Casa Apis (Foto:Thiago Amaral)
O mel produzido no Piau? ocupa o 3? lugar no ranking de produtos de exporta??o do estado. No ano passado, foram comercializados US$ 6.164.874,00. At? julho de 2015, o valor arrecadado com a exporta??o chega?a US$ 5.121.413,00 e a expectativa ? de que deve ultrapasar a??barreira do US$ 9.000.000,00.
Segundo Antonio Leopoldino Dantas Filho, o Sitonho, presidente da Casa Apis, esses valores n?o incluem o mel comercializado para outros estados como mel in natura, que ? fornecido para abastecer as industrias/entrepostos de Norte a Sul do Brasil.
Sitonho afirma que essa pr?tica de comercializa??o do produto in natura acaba mascarando a produ??o para baixo, uma vez que este produto ? beneficiado e exportado por aquele estado atravessador. ?“Temos ainda uma pequena fatia que ? beneficiada e fracionada pelas nossas ind?strias e comercializadas no mercado consumidor nacional”, diz.
Atualmente, a Casa Apis agrega?cinco cooperativas singulares, 52 comunidades de 41 munic?pios, abrangendo um?total de 850 fam?lias.
At? o m?s de julho deste ano, conforme relat?rio apresentado pela presid?ncia da Casa Apis, o faturamento foi de R$ 5.931.453,50, sendo um total de R$ 5.296.166,32 para o mercado externo e R$ 635.287,18 no mercado interno. “Na microrregi?o de Picos, foram produzidas cerca de 2.500 toneladas de mel nesta safra 2015”, informa Sitonho.
Doce O mel ? um diferencial na balan?a comercial do Piau?. “Temos uma estimativa de que a apicultura piauiense nos dia atuais, gere uma renda de R$ 32.000.000,00, para uma proje??o de 6.000 a 7.000 apicultores em todo oestado do Piau?”, comenta, explicando que h? v?rios n?veis de produtores. “Acredito que o pequeno produtor comp?e a base da Casa Apis e a rentabilidade por produtor pode chegar a uma renda mensal de 1,5 sal?rio m?nimo”, diz Sitonho, citando informa?es relevantes do MDIC/ALICEWEB, indicando que o faturamento da microrregi?o de Picos ? de US$ 3.751.963 no mercado externo, mais uns R$ 4.000.000,00 no mercado interno. “Em Picos, o mel faz circular uma renda de R$ 10.000.000,00 anuais”, estima Sitonho, declarando que a apicultura foi uma b?n??o de Deus, pois est? a realidade do sert?o. “O mel ? o ouro l?quido do sert?o piauiense”, diz.
Com o selo de qualidade e certificados, como o SIF, IBD (Org?nico), Fairtrade (Mercado Justo Solid?rio), True Source Certified (Rastreabilidade), APPCC, BPF (Boas Pr?ticas Alimentar), dentre outros, Sitonho diz que? 90% da produ??o vai para o mercado externo e uns 10% para o mercado interno. “Temos lutado para reverter esta situa??o do baixo consumo no mercado interno, ? uma quest?o cultural, ainda vamos levar anos para reverter esta situa??o. Nosso consumo per capita de mel ? de meros 120g, comparados aos padr?es de consumo europeu e norte americano, que ? da cifra de 900g a 1.400g/ano”, explica.
Vendas No Piau?, Sitonho diz que o mel produzido na regi?o de Picos e beneficiado na Casa Apis ? encontrado na Rede Walmart (Supermercados Bom Pre?o).
O mel fracionado (produto acabado e envasado) ? vendido nas regi?es Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. O mel in natura (em barril de 280kg) ? exportado para os Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra, Holanda, Fran?a, Espanha e It?lia.
Para aumentar a produ??o de mel, Sitonho diz ser necess?rio a estrutura??o de empreendimentos como a da Casa Apis, com emprego de tecnologia e instrumentaliza??o?da cadeia envolvendo produ??o, beneficiamento, controle de qualidade, certifica??o, intelig?ncia comercial, a forma??o de parcerias estrat?gicas ao desenvolvimento do pequeno neg?cio, o empoderamento da classe produtora e as pol?ticas publicas de inclus?o do agroneg?cio familiar como o programa de incentivo fiscal do Piau? e o acesso ao cr?dito de fundos sociais, entre outros .
“Nosso desafio ? continuar crescendo, temos ?reas de terras suficiente para triplicar a produ??o atual do estado, para isto temos que preservar nossas matas nativas (flora), pol?tica de fomento para o ingresso de novas fam?lias, investir em pesquisa, mobiliza??o, capacita??o, assist?ncia t?cnica, manuten??o dos programas de organiza??o da base produtiva, manuten??o dos programas de melhoramento da gest?o administrativa dos empreendimentos ap?colas”, relata Sitonho.
O calend?rio de produ??o do mel no Semi?rido inicia com as primeiras chuvas, que geralmente ocorre em dezembro e janeiro, indo at? o m?s de junho. “A partir dai, as enxames hibernam ate o m?s de dezembro, quando come?a o novo ciclo. Alguns apicultores migram para o vizinho estado do Maranh?o, e conseguem, assim, produzir mais uma safra, de agosto a novembro. Na regi?o Norte do estado a safra come?a um pouco mais tarde, geralmente em abril e se estende ate o m?s de setembro / outubro”, explica Sitonho.