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Caso Débora: após reconstituição, DHPP mantém indiciamento de PM por morte de criança em Teresina.

Publicada em 08 de Maio de 2023 às 15h46


O Departamento de Homic?dio e Prote??o ? Pessoa (DHPP) manteve o indiciamento do policial militar Jos? da Cruz Bernardes Filho pela morte da menina D?bora Vit?ria, de 6 anos. O caso aconteceu em novembro do ano passado no bairro Ilhotas, Zona Sul de Teresina, ap?s o policial reagir a um assalto e trocar tiros com o criminoso.

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O PM havia sido indiciado por homic?dio qualificado em dezembro, entretanto, a pedido do Minist?rio P?blico do Piau? (MP-PI), foi realizada uma reconstitui??o simulada a fim de colher mais informa?es sobre a din?mica do crime e confirmar se o tiro que matou a crian?a partiu da arma do policial.


Al?m da reconstitui??o, para manter o indiciamento de Jos? da Cruz, o DHPP utilizou-se de uma acarea??o realizada entre a m?e de D?bora Vit?ria, o PM e Clemilson da Concei??o Rodrigues, suspeito de ter cometido o assalto em que a menina morreu baleada.

O inqu?rito policial foi encaminhado novamente ? Justi?a na ?ltima sexta-feira (5). O policial permanece solto.

“Desde o in?cio ele colaborou com as investiga?es. Por isso, eu n?o vejo motivo para a pris?o preventiva dele”, declarou a delegada Nath?lia Figueiredo.

Entenda o caso
D?bora Vit?ria, de 6 anos, morreu no dia 11 de novembro do ano passado ao ser atingida com um tiro ap?s um policial militar reagir ao assalto, no bairro Ilhotas, Zona Sul de Teresina. A m?e da garota, Dayane Gomes, tamb?m foi atingida.


Dayane e D?bora foram abordadas por Clemilson da Concei??o Rodrigues, que anunciou o assalto. O PM, que segundo Dayane estaria bebendo em um bar pr?ximo ao local, reagiu ao visualizar o assalto. O tiro que atingiu a crian?a partiu da arma do policial, segundo a pol?cia.

A delegada Nath?lia Figueiredo explicou que o proj?til atingiu o bra?o esquerdo de D?bora Vit?ria, passou pela regi?o do t?rax e ficou alojado no bra?o direito. Segundo ela, foi verificado que o revestimento do proj?til era compat?vel com a arma apresentada pelo PM e, partir disso, foi constatado que o tiro que matou a menina foi disparado pelo policial que reagiu ao assalto.

Para a delegada, tratou-se de dolo eventual, quando n?o h? vontade/inten??o de se praticar um determinado ato, mas a pessoa assume o risco.

Em depoimento, o policial militar que reagiu ao assalto afirmou em depoimento que o assaltante atirou primeiro. Segundo o advogado Otoniel Bisneto, o policial militar estava na cal?ada de casa, quando viu os assaltantes abordando m?e e filha. Conforme a defesa, para defender a crian?a o PM efetuou um disparo contra um dos assaltantes, que foi baleado na perna.

J? Clemilson da Concei??o Rodrigues foi indiciado por tentativa de latroc?nio. A delegada Nathalia Figueiredo afirmou que Clemilson efetuou o disparo que atingiu a manicure Dayane Gomes, m?e da garota, durante a a??o criminosa.
Tags: Caso Débora - Reconstituição

Fonte: globo  |  Publicado por: Da Redação
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