BRAS?LIA - Dados compilados na manh? desta segunda-feira pelo Minist?rio da Educa??o apontam cerca de 300 locais de aplica??o do Enem ocupados por alunos que protestam contra a MP do ensino m?dio e a PEC do teto de gastos. Uma nova checagem ser? feita entre hoje e amanh?, quando o governo apresentar? um balan?o da situa??o nos 16.476 locais de prova.
O MEC manteve a decis?o de cancelar o Enem nos locais de prova que estiverem ocupados at? esta segunda-feira. O exame ser? aplicado no pr?ximo fim de semana (5 e 6 de novembro). Os alunos prejudicados far?o a avalia??o em outra data, ainda n?o divulgada pela pasta. No total do concurso, s?o cerca de 8,6 milh?es de inscritos no pa?s inteiro.
O governo considera que o movimento vem perdendo for?a e aponta sindicatos e partidos pol?ticos como os verdadeiros organizadores das ocupa?es nas escolas. Alega, internamente, quest?es de seguran?a para n?o mudar a prova parar outros locais a poucos dias da realiza??o do exame.
Levantamento deste m?s divulgado pela Uni?o Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) aponta mais de mil locais de ocupa??o, mas nem todos s?o pontos de aplica??o do Enem. Ainda segundo a entidade, o movimento estava presente em 21 estados e no DF. Em alguns locais, al?m de escolas secundaristas, h? ocupa??o em institutos federais e universidades.
Publicidade
No ?ltimo dia 21, a Advocacia Geral da Uni?o (AGU) divulgou nota afirmando que cobrar? na Justi?a eventuais preju?zos pela n?o realiza??o do Enem nessas localidades. Segundo a AGU, "outras medidas poder?o ser avaliadas caso a caso ou conforme a evolu??o dos fatos". O Ministro da Educa??o, Mendon?a Filho, j? havia dito que a n?o realiza??o da prova em algumas localidades significaria um alto custo para o Minist?rio, que teria que promover o exame em nova data para os alunos afetados.
Em coletiva h? duas semanas, o ministro havia criticado o movimento dos estudantes que ocupam escolas. Segundo eles, a manifesta??o n?o pode atrapalhar os demais alunos.
— O protesto n?o pode impedir um colega de se submeter a fazer a prova.Extrapola o direito do protesto e elimina a possibilidade de um cidad?o fazer a prova— afirmou.