
O corpo de Adnilson Monteiro Moraes, morto na cidade de Luzil?ndia, com tiros de uma espingarda de ar comprimido disparados pelo pr?prio pai, no domingo (25), n?o passou por per?cia antes de ser enterrado.
Segundo o delegado Renato Pinheiro, titular da cidade, houve um equ?voco no Hospital Estadual Gerson Castelo Branco, que n?o aguardou o Instituto M?dico Legal. O G1 tentou, mas ainda n?o conseguiu contato com a unidade de sa?de. O delegado solicitou uma exuma??o para prosseguir com as investiga?es.
“Tudo indica que esse crime foi praticado em leg?tima defesa. Esse rapaz era usu?rio de drogas e ouvimos relatos de que ele agredia os pais por dinheiro. O pai tinha uma oficina e ele ?s vezes at? roubava pe?as dos ve?culos para vender e comprar drogas, ou seja, j? tinha perdido completamente o controle”, explicou.
Segundo o delegado, contudo, a suspeita de leg?tima defesa precisa ser confirmada e a per?cia no corpo ? essencial. Primeiro para determinar qual arma foi usada no crime, j? que a defesa do pai afirma que ele usou uma arma de ar comprido, com o intuito apenas de conter, n?o de matar o filho.
“Conversamos com a equipe que atendeu a v?tima e eles disseram que o pai se mostrou extremamente surpreso com a morte. Mas o filho estava j? muito debilitado pelo uso de drogas, ent?o ele n?o resistiu”, explicou.
A outra informa??o que pode ser obtida com a per?cia ? a trajet?ria dos proj?teis, que podem esclarecer a din?mica do crime, evidenciando a leg?tima defesa.
O delegado Renato Pinheiro disse que o pai j? se apresentou na delegacia e tentou depor, mas estava muito abalado.
“Preferi n?o colher o depoimento dele ainda, seria como uma sess?o de tortura. Mas ele j? se apresentou e se tudo for confirmado, ele n?o ser? indiciado por homic?dio. A exuma??o ? important?ssima para isso, e que seja feita o quanto antes, para o corpo n?o entrar em decomposi??o”, explicou.