
?A piauiense Maria Alzenira Ara?jo Cardoso Santos, 44 anos, morreu na quarta-feira (12) quando se preparava para participar da Quinta Marcha das Margaridas, em Bras?lia. O corpo chegar? a Teresina por volta da meia-noite desta quinta-feira (13) e ser? recebido por pessoas da Federa??o dos Trabalhadores em Agricultura do Piau? (Fetag).
Alzenira havia sa?do do munic?pio de Monsenhor Gil, a 56 km de Teresina, na segunda-feira juntamente com outras tr?s companheiras do Sindicato dos Trabalhadores Rurais.
De acordo com Elis?ngela Moura, presidente da Fetag, Maria Alzenira era assentada da reforma agr?ria e morava no assentamento S?tio do Projeto, zona rural de Monsenhor Gil. A trabalhadora sofreu um AVC hemorr?gico logo ap?s fazer o credenciamento para a marcha.
"Ela chegou em Bras?lia ?s 4h, fez o credenciamento e ainda ligou para o marido em Monsenhor Gil informando que havia chegado bem com as outras companheiras. Por volta das 8h ela foi pegar a bolsa e ao se abaixar sentiu-se mal, disse que n?o estava sentindo nem a m?o e nem a perna e logo caiu", descreveu Elis?ngela.
A piauiense foi levada para o Hospital de Base de Bras?lia em uma ambul?ncia do Servi?o de Atendimento M?vel de Urg?ncia (Samu) e ainda chegou a passar por uma cirurgia na noite da ter?a-feira, mas acabou morrendo ?s 9h da manh? seguinte. O marido dela, que ? secret?rio de finan?as do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Monsenhor Gil, viajou para Bras?lia e ainda chegou a acompanhar a esposa no hospital.
Ainda de acordo com a presidente da Fetag, Maria Alzenira era bastante atuante e n?o escondia a empolga??o em participar pela segunda vez do evento na capital federal. Maria Alzenira era casada e deixa dois filhos.
"Ela estava toda animada, com muita vontade de participar. Era a segunda vez que ela ia para Bras?lia participar da Marcha das Margaridas. Ap?s a morte dela n?o houve mais clima para a delega??o do Piau?. Eu mesmo nem participei mais do evento", contou.
Uma trabalhadora rural de Sergipe sofreu um infarto e tamb?m morreu no evento. Durante o discurso para as milhares de trabalhadoras no est?dio Man? Garrincha, a presidente Dilma Rousseff lamentou a morte da piauiense e da sergipana.
"Quero lamentar aqui o falecimento da Maria Pureza, do Sergipe, e a Maria Alzenira, do Piau?. Duas margaridas que nos deixaram", disse a presidente.
O vel?rio ser? realizado em Monsenhor Gil e o sepultamento, que tamb?m ocorrer? no munic?pio, est? previsto para as 17h desta sexta-feira (14). A Confedera??o Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), organizadora da Quinta Marcha das Margaridas, est? providenciando o traslado do corpo para o Piau?.
Marcha
A Marcha das Margaridas ? realizada a cada quatro anos em Bras?lia. O nome faz refer?ncia ? l?der sindical Margarida Maria Alves, da Para?ba, que morreu assassinada pelo marido na frente dos filhos em agosto de 1983.
O ato re?ne manifestantes de todo o pa?s. Na pauta tamb?m est?o o combate ? pobreza, o enfrentamento ? viol?ncia contra as mulheres, a defesa da soberania alimentar e nutricional e a constru??o de uma sociedade sem preconceitos, sem homofobia e sem intoler?ncia religiosa.