?Uma v?tima de afogamento foi enterrada no fim de semana como indigente ap?s a geladeira do Instituto M?dico Legal (IML) de Parna?ba, Litoral do Piau?, queimar novamente. Segundo o auxiliar de necropsia Robson Castilho, o corpo j? estava em avan?ado estado de decomposi??o e chegou a passar mais de 48h exposto em uma das salas do IML. O mau cheiro j? incomodava os moradores que moram pr?ximo ao instituto.
Com a v?tima n?o foi encontrado nenhum documento e ningu?m da fam?lia foi ao IML para fazer reconhecimento ou solicitar uma necropsia.
"O corpo chegou no IML em estado de putrefa??o e inchado. Uma das geladeiras est? queimada e a outra n?o resfria. Tamb?m n?o h? ilumina??o na sala de necropsia e por isso ele foi mantido do lado de fora desde que deu entrada na noite de quinta-feira. Devido ao mau cheiro, a v?tima teve que ser enterrada como indigente", contou.
Para o auxiliar de necropsia, o problema com a geladeira do IML de Parna?ba ? recorrente e a situa??o s? piora com as constantes quedas de energia no local. "Tudo que coloca l? queima. Outro dia cheguei no IML e levei um susto porque os vigias estavam trabalhando a luz de vela", comentou.
Castilho lembrou que em janeiro uma equipe contratada pelo governo do estado esteve no pr?dio para solucionar a falta de energia, mas que o servi?o n?o foi conclu?do.
O diretor do IML de Parna?ba, Kl?cio Carvalho, reconheceu os problemas e confirmou que o corpo foi enterrado como indigente devido ao estado de decomposi??o.
"N?o era mais vi?vel armazen?-lo nas geladeiras. Esperamos na medida do poss?vel algu?m vir reconhecer o corpo ou at? mesmo autorizar a necropsia. Como n?o pod?amos mais esperar, decidimos enterrar e colhemos o DNA da v?tima para uma identifica??o posterior", explicou.
Sobre o equipamento queimado, o diretor disse que apenas a geladeira de seis gavetas voltou a apresentar defeito, mas que a de quatro gavetas continua funcionando normalmente e com espa?o para corpos.