Uma comiss?o do Conselho regional de Engenharia e Agronomia do Piau? (CREA-PI) visitou na manh? desta ter?a-feira (3) as obras de recupera??o do trecho da BR-343 que cedeu na ?ltima sexta-feira (30). Segundo o engenheiro agr?nomo Ulisses de Oliveira Filho, presidente do CREA-PI, uma fiscaliza??o peri?dica poderia ter evitado o problema, j? que seria identificada a necessidade de aumentar a vaz?o de ?gua.
Ele disse que, ao longo dos anos, as ?reas pr?ximas ? estrada come?aram a ser desmatadas e isso contribuiu pra a infiltra??o, que aumentou o volume e a velocidade da ?gua. O rompimento causou preju?zdo a dezenas de fam?lias, que tiveram suas casas invadidas pela ?gua.
.jpeg)
"V?rios fatores contribu?ram para o ac?mulo de ?gua. Essa rodovia ? antiga e a passagem de ?gua tinha uma dimens?o pequena para a vaz?o. Na ?poca n?o previram todo esse processo de expans?o da cidade e o aumento no volume da ?gua. A solu??o para esse local passa pelo estudo da bacia como um todo para controlar o volume da ?gua que atravessa esse trecho", explicou.
Para o presidente do CREA-PI, se houvesse uma fiscaliza??o sistem?tica nessas ?reas, desastres como esse poderiam ter sido evitados.
Ele destacou que o tamanho das manilhas de concreto que estavam dispostas abaixo da rodovia n?o foi suficiente para dar a passagem devida ao volume de ?gua e, com isso, a estrutura foi danificada. No local, ? poss?vel ver as manilhas que formavam o bueiro espalhadas ao longo do c?rrego.
O superintendente do Departamento nacional de infraestrutura e transportes (DNIT) , Jos? Ribamar Bastos, negou que tenha acontecido a falta de um planejamento para reparos no trecho que desabou.
"O que ocorre ? que quando ? feito um projeto ele tem um tempo de recorr?ncia de 20, 30, at? 50 anos. ? previsto o avan?o da cidade e o aumento de volume de ?gua naquele ponto. S? que temos dois pontos que convergiram para o rompimento: primeiro a urbaniza??o acelerada da ?rea e essas ?guas antes que ficavam retidas nas lagoas escoam pela superf?cie. Somado a isso temos aquela chuva de 150 mm em 12 horas, um fato imprev?sivel", comentou.
Ribamar Bastos relatou ainda que a solu??o definitiva para a rodovia est? na duplica??o do trecho da BR-343. "Estamos botando um bueiro com uma vaz?o seis vezes maior do que a que existia l?, provisoriamente, porque est? contemplada a duplica??o desse trecho da rodovia, que j? se encontra em licita??o", afirmou o superintendente acrescentando que as obras provis?rias devem ser realizadas em at? 15 dias.
.jpeg)
Manilhas que formavam o bueiro embaixo da BR-343 ficaram espalhadas ao longo do c?rrego (Foto: Junior Feitosa/G1)