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Desemprego ficou em 6,8% no 2º trimestre, mostra IBGE.

Publicada em 06 de Novembro de 2014 às 12h23


No segundo trimestre, a taxa de desemprego ficou em 6,8%, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat?stica (IBGE). O dado faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic?lios (Pnad) Cont?nua, que substituir? a tradicional Pnad anual e a Pesquisa Mensal de Emprego (PME). No primeiro trimestre, taxa havia ficado em 7,1% e no segundo de 2013, em 7,4%.

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O novo indicador mostra um desemprego maior que o calculado pela PME, que fechou o segundo trimestre em 4,87%.

"A cada trimestre, a Pnad Continua investiga 211.334 domic?lios em aproximadamente 16 mil setores censit?rios, distribu?dos em cerca de 3.500 munic?pios. Esta ? a quarta divulga??o do ?ndice. “? uma mostra bastante espalhada, tem avan?o metodol?gico bastante robusto, ? um aprimoramento em rela??o ? PME”, explicou Cimar Azevedo, da Coordena??o de Trabalho e Rendimento do IBGE.

A pesquisa, no entanto, s? ter? dados completos divulgados – como dados de renda, al?m da desocupa??o – a partir de seis de janeiro de 2015, e divulgada em fevereiro. Azevedo ressaltou que “do momento que a pesquisa come?ar a divulgar dados mensais, a PME ser? desativada”.

“A Pnad Cont?nua mostra igualdade em rela??o a 2013 [no n?vel de ocupa??o] e avan?o em rela??o ao primeiro trimestre. Esse avan?o ? sazonal, teve dispensa no mercado de trabalho no come?o do ano e agora ele volta.”

A popula??o desocupada somou 6,8 milh?es no segunto trimestre deste ano, depois de atingir 7,3 milh?es no mesmo per?odo de 2013.

No 2? trimestre de 2014, as regi?es que apresentaram os maiores percentuais de pessoas trabalhando entre aquelas com idade de trabalhar foram a Centro-Oeste (61,5%) e a Sul (61,1%).

Segundo o IBGE, 78,1% dos empregados do setor privado tinham carteira de trabalho assinada, resultado acima do verificado no segundo trimestre de 2013. Os menores percentuais foram vistos nas regi?es Norte (65,6%) e Nordeste (63,7%).

Entre os trabalhadores dom?sticos, 31,7% tinham carteira de trabalho assinada, contra 30,8% no ano passado. Os militares e servidores estatut?rios correspondiam a 69% dos empregados do setor p?blico.

Na an?lise da taxa de desocupa??o por idade, o IBGE aponta que o ?ndice entre jovens de 18 a 24 anos de idade ficou em 15,3% - resultado visto nas cinco grandes regi?es analisadas pela pesquisa.

Nordeste
No 2? trimestre de 2014, 38,9% das pessoas em idade de trabalhar foram classificadas pelo IBGE como "fora da for?a de trabalho", ou seja, aquelas que n?o estavam trabalhando nem procurando emprego.

Entre as regi?es pesquisadas, o Nordeste registrou o maior percentual, 43,1%, e as regi?es Centro-Oeste (34,8%) e Sul (36,2%), os menores. Na an?lise de g?nero, as mulheres representavam 66,5% desse grupo de pessoas. Do total de pessoas que n?o estavam ocupadas nem desocupadas, 34% era idosa; 29,2% eram jovens com menos de 25 anos e 36,8% eram adultos, com idades de 25 a 59 anos.

N?vel de ocupa??o
As regi?es Sul e Centro-Oeste registraram os maiores n?veis de ocupa??o no segundo trimestre, com ?ndices de 61,1% e 61,5%, respectivamente. Na outra ponta est? a regi?o Nordeste, cujo n?vel de ocupa??o ficou em 51,9%. No 2? trimestre, o n?vel da ocupa??o foi estimado em 68,4% para os homens e 46,4%, para as mulheres. A maior diferen?a foi vista no Norte e menor, no Sul.

A pesquisa mostrou que apenas duas regi?es que ultrapassam 50% s?o a Sul e o Centro Oeste no n?vel de ocupa??o por sexo. Para Cimar Azevedo, esse desnivelamento entre homens e mulheres n?o ? novidade. “S?o aquelas mazelas da dificuldade da mulher se inserir no mercado de trabalho, ela tem jornada em casa muitas vezes, a gente sabe que existe [diferen?a] na hora da inser??o como existe na hora de valor e rendimento.”

Entre os jovens de 25 a 39 anos, o n?vel de ocupa??o foi estimado em 75,8% e entre o grupo de 40 a 59 anos, em 69,4%. Entre os jovens de 18 a 24 anos, ficou em 57,5% e entre os menores de idade (de 14 a 17 anos), em 16,3%. J? entre os idosos ficou em 21,9%.

PME X Pnad
Segundo o IBGE, a diferen?a dos resultados da Pnad e da PME, que mostrou uma taxa menor de desemprego, os indicadores n?o s?o compar?veis. "E n?o s?o compar?veis n?o s? por quest?o de abrang?ncia, mas por processo, de metodologia de amostra, de defini??o de indicadores. A Pnad continua est? melhor ajustada ?s recomenda?es internacionais do que a PME e a Pnad”, explicou Azevedo. “Ent?o, a gente tem diferen?a do que ? popula??o ocupada a e desocupada entre essas pesquisas e, por isso a gente n?o pode comparar os resultados.”

Segundo Azevedo, estudos est?o sendo feitos de forma que seja poss?val a produ??o de indicadores mensais para a Pnad Cont?nua. "Esses estudos est?o em andamento e esses estudos v?o nortear a interrup??o da PME. O momento que a Pnad produzir indicadores mensais – taxa de desocupa??o, n?vel de ocupa??o e rendimento – para Brasil. A gente n?o tem data prevista, estudos est?o sendo feitos.”
Tags: Desemprego ficou em - No segundo trimestr

Fonte: GLOBO  |  Publicado por: Da Redação
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