A taxa de desemprego no Brasil aumentou para 12% no trimestre m?vel encerrado em janeiro, atingindo 12,7 milh?es de pessoas, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat?stica (IBGE).
Trata-se do maior n?mero de desocupados desde agosto do ano passado.
No trimestre encerrado em dezembro de 2018, a taxa de desemprego verificada pelo IBGE foi de 11,6%, atingindo 12,2 milh?es de brasileiros.
A recupera??o ainda lenta do mercado de trabalho tem sido pressionada pelo elevado n?mero de desalentados e de subutilizados. No ano passado, a taxa m?dia de desemprego recuou para 12,3%, ante 12,7% em 2017, mas foi sustentada sobretudo pelo crescimento do trabalho informal e por conta pr?pria, que voltou a bater recorde neste trimestre encerrado em janeiro.
Evolu??o da taxa de desemprego
?ndice no trimestre m?vel, em %
Efeito sazonal
A alta no trimestre encerrado em janeiro reflete sobretudo, por?m, um movimento comum de in?cio de ano. Janeiro ? um m?s em que muitos trabalhadores tempor?rios s?o dispensados e tradicionalmente h? um aumento do desemprego.
Segundo o gerente da pesquisa, Cimar Azeredo, trata-se de um movimento sazonal. "Tem a ver com o movimento natural do m?s de janeiro, com a dispensa de trabalhadores, sobretudo tempor?rios no com?rcio", disse.
Na compara??o com o trimestre anterior (agosto a outubro), a taxa de desemprego aumentou 0,3 ponto percentual, com um adicional de 318 mil pessoas entre os desempregados.
Apesar do aumento do n?mero de desempregados, trata-se da segunda queda seguida da taxa oficial de desocupa??o para meses de janeiro. No trimestre m?vel encerrado em janeiro de 2018, o desemprego estava em 12,2%.
Desemprego ? o maior em 7 anos em 13 capitais do pa?s, diz IBGE
Evolu??o do n?mero de desempregados
Em n?mero de desocupados no trimestre m?vel
27,5 milh?es de subutilizados
O n?mero atual de ocupados (92,5 milh?es) no trimestre encerrado em janeiro tamb?m ? o menor desde agosto de 2018. Segundo o IBGE, a popula??o ocupada no pa?s caiu -0,4% (menos 354 mil pessoas) em rela??o ao trimestre encerrado em outubro. Em 1 ano, por?m, aumentou 0,9%.
"N?o ? poss?vel falar em recupera??o do mercado de trabalho com esse quadro. N?s temos o mesmo quadro que em janeiro do ano passado se olharmos somente para o lado da desocupa??o. Mas se nos voltarmos para a ocupa??o apenas, vemos um incremento de 846 mil trabalhadores. Isso ? bom, ter mais gente ocupada? Por um lado, sim, mas s?o todas vagas informais", avaliou Azeredo.
A taxa de subutiliza??o da for?a de trabalho ficou em 24,3%. De acordo com o IBGE, 27,5 milh?es de brasileiros estavam subutilizados no trimestre encerrado em janeiro – 209 mil a mais que no trimestre imediatamente anterior. J? na compara??o anual, esse contingente cresceu 2,5% (mais 671 mil pessoas).
O n?mero de desalentados (4,7 milh?es) ficou est?vel em rela??o ao trimestre anterior, mas aumentou 6,7% na compara??o anual.
J? o contingente de pessoas subocupadas por insufici?ncia de horas trabalhadas (6,8 milh?es) caiu 2,4% em rela??o ao trimestre anterior, mas subiu 7,3% em rela??o ao mesmo trimestre do ano anterior (466 mil a mais).
Recorde de trabalhadores por conta pr?pria
O n?mero de trabalhadores por conta pr?pria e de empregadores tiveram recorde hist?rico neste trimestre encerrado em janeiro, reunindo, respectivamente, 23,9 milh?es e 4,5 milh?es de pessoas.
Na compara??o com o trimestre anterior, o n?mero de trabalhadores por conta pr?pria aumentou em 1,2%. J? na compara??o com o mesmo trimestre do ano anterior, a alta foi de 3,1% (719 mil pessoas a mais).
O n?mero de empregadores se manteve est?vel em 3 meses, mas cresceu 3,3% na compara??o com janeiro de 2018 (146 mil a mais).
Os grupamentos de atividades que mais registraram aumento nestes dois tipos de posi??o foram os de com?rcio, outros servi?os, alojamento e alimenta??o e, sobretudo, transportes. Segundo Azeredo, se mant?m a tend?ncia do aumento de pessoas trabalhando com o transporte alternativo de passageiros, por conta dos aplicativos de transporte, que s?o uma porta mais f?cil de ingresso informal no mercado de trabalho.
Trabalho formal e sem carteira assinada
O n?mero de trabalhadores em carteira de trabalho assinada caiu 2,8% na compara??o com o trimestre anterior (menos 321 mil pessoas). Na compara??o anual, entretanto, subiu 2,9%, um adicional de 320 mil pessoas.
O n?mero de empregados com carteira de trabalho assinada, por sua vez, ficou est?vel na compara??o com o trimestre anterior, mas em 1 ano recuou 1,1% (380 mil a menos).
"A carteira de trabalho continua est?vel, mas em momento algum a gente percebe gera??o de postos de trabalho com carteira", avaliou Azeredo.
Os n?meros de emprego formal em janeiro pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) ser?o divulgados nesta quinta-feira pelo governo federal.
IBGE