?A presidente Dilma Rousseff disse neste s?bado (29) que n?o vai se abalar com “julgamentos apressados” e com “conclus?es precipitadas” sobre a pol?tica econ?mica adotada pelo seu governo e que n?o vai abdicar de seu compromisso com a solidez da economia do pa?s. As declara?es foram feitas 5 dias depois de a ag?ncia de classifica??o de risco Standard & Poor’s ter rebaixado a nota de cr?dito soberano do Brasil.
“T?o pouco nos abalaremos com julgamentos apressados, com conclus?es precipitadas que a realidade desmentir?. Todos sabemos que, em economia, a realidade sempre se imp?e”, disse a presidente, durante discurso na 55? Reuni?o Anual da Assembleia de Governadores do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), na Costa do Sau?pe, no Litoral Norte da Bahia.
“Em alguns momentos, expectativas, especula?es, avalia?es e at? mesmo interesses pol?ticos podem obscurecer a vis?o objetiva dos fatos. Para n?s, o que importa ? que continuaremos a agir para manter o pais no rumo certo, sem abdicar em nenhum momento do nosso compromisso fundamental com a solidez da economia e com a inclus?o e o desenvolvimento social e ambiental do pa?s”, completou a presidente.
No dia 24 de mar?o, a ag?ncia de classifica??o de risco Standard & Poor's rebaixou a nota de cr?dito soberano do Brasil, que reflete a confian?a de investir no pa?s, de "BBB" para "BBB-". A S&P tamb?m mudou a perspectiva do rating de negativa para est?vel.
A classifica??o de "BBB-" ainda mant?m o pa?s com grau de investimento, que recomenda o pa?s como destino de aplica?es, mas ? o ?ltimo degrau para perder esse posto. O fato de ter mudado a perspectiva para est?vel indica que a S&P n?o deve fazer novos rebaixamentos no curto prazo.
A Standard & Poor's apontou em sua justificativa sinais pouco claros da pol?tica econ?mica do governo da presidente Dilma Rousseff, que enfrenta um fr?gil quadro fiscal, e tamb?m a desacelera??o do crescimento do pa?s.
Em comunicado, a S&P disse que o rebaixamento do rating reflete a combina??o de "derrapagem or?ament?ria" em meio ?s perspectivas de "crescimento moderado nos pr?ximos anos", baixo volume de investimentos, "capacidade restrita" a ajustar a pol?tica antes das elei?es presidenciais de outubro e "algum enfraquecimento das contas externas do pa?s".
O Minist?rio da Fazenda j? havia divulgado uma nota em resposta ? S&P. Nela, classifica a decis?o da S&P de "contradit?ria com a solidez e os fundamentos do Brasil" e "inconsistente com as condi?es da economia brasileira".
Brasil vai bem
Em seu discurso na reuni?o do BID, a presidente disse que o Brasil tem muitos desafios e “obst?culos a serem removidos”, mas pode se “orgulhar” das mudan?as e melhorias conquistadas. Na vis?o da presidente, “o Brasil vai bem e ir? melhor.”
Ela disse estar convencida da necessidade de “preservar a solidez dos fundamentos macro econ?micos do pa?s.” Declarou ainda que seu governo assumiu compromisso “inarred?vel” com “as for?as produtivas e com os investidores que aqui v?m, tanto nacionais como internacionais.”
Dilma afirmou que o governo vai manter neste ano a trajet?ria de queda da d?vida do setor p?blico como propor??o do Produto Interno Bruto (PIB) – hoje ela ? de 33,8% do PIB. E que a infla??o no pa?s em 2014 vai se manter dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monet?rio Nacional (CMN).
Para 2014 e 2015, a meta central na qual teoricamente o Banco Central estaria mirando ao fixar os juros b?sicos da economia ? de 4,5%. Entretanto, h? um intervalo de toler?ncia de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Desse modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.
“Nos ?ltimos dez anos, a infla??o se manteve rigorosamente dentro dos limites estabelecidos pelo Conselho Monet?rio Nacional. Posso garantir que assim tamb?m ser? em 2014”, disse a presidente.
Novas concess?es
Ao fazer um retrato da situa??o da economia, a presidente citou que as reservas internacionais do Brasil superam hoje os US$ 370 bilh?es, “o que nos d? um lastro confort?vel e seguro para enfrentar qualquer volatilidade.” E que, nos ?ltimos 12 meses, o pa?s recebeu mais de US$ 65 bilh?es em investimentos estrangeiros diretos.
Dilma tamb?m citou os 18 leil?es de concess?o feitos pelo governo federal em 2013, nos setores de energia el?trica, rodovias, portos, aeroportos, petr?leo e g?s, que, segundo ela, v?o gerar R$ 80 bilh?es em investimentos. E informou que o governo vai fazer neste ano novas concess?es, nas ?reas de log?stica, energia e infraestrutura urbana.
“Em 2014, faremos novas concess?es, ampliando ainda mais a nossa parceria e a parcela de investimentos que temos com o setor privado”, disse a presidente.