A primeira fase do julgamento do cabo do Ex?rcito Brasileiro Wanderson Lima, preso acusado de atirar em tr?s pessoas durante a pr?via de carnaval Banda Bandida, foi conclu?da no come?o da noite nesta quinta-feira (19). O crime aconteceu em janeiro deste ano no Centro de Teresina. A v?tima com maiores sequelas ? Paulo Roberto Rodrigues, hoje cadeirante. Ele disse que n?o tem esperan?as de que a Justi?a seja feita. O suspeito foi indiciado por tr?s crimes.
Ao fim da audi?ncia, em que foram ouvidas todas as testemunhas, a defesa do acusado pediu a revoga??o da pris?o de Wanderson Lima. A ju?za Maria Zilnar Coutinho Leal tem 10 dias para apreciar o pedido.
Antes do in?cio da audi?ncia de instru??o e julgamento o Minist?rio P?blico chegou a pedir adiamento da sess?o, porque o promotor Ubiraci Rocha, respons?vel pela den?ncia, n?o poderia estar presente.
Contudo, a ju?za Maria Zilnar Coutinho Leal indeferiu o pedido e determinou a presen?a do promotor Maur?cio Verdejo, para assumir o caso apenas nesta fase. Cinco testemunhas de defesa e seis de acusa??o ser?o ouvidas durante o julgamento.
Antes de testemunhar, a v?tima disse iria declarar a vers?o dita desde o inicio: “Minha vers?o ? uma s?: o rapaz que estava com ele [o cabo Wanderson] veio at? mim e a gente discutiu, eu empurrei ele e o militar veio e deu quatro tiros em mim", declarou.
O advogado do cabo do Ex?rcito, Marcos Vin?cius Brito, afirmou que o militar agiu sob forte emo??o ap?s provoca??o da v?tima. "Ele afima ter sido agredido com um soco violento e por isso reagiu para proteger a si e ao amigo". O advogado disse que o cliente foi mal orientado no in?cio e s? se apresentou ? pol?cia ap?s tr?s dias do crime, quando o correto seria se apresentar imediatamente ao comandante do Ex?rcito.
A arma usada no crime, segundo o advogado, era de propriedade particular, que o cabo alegou ter perdido ao deixar o local dos tiros. A defesa diz ainda que ele n?o tinha o mesmo treinamento de um soldado de infantaria. “O cabo ? um militar 'entre aspas', ele ? das for?as de engenharia, n?o recebeu o mesmo treinamento que um combatente", declarou.
“Confio mais na Justi?a de Deus que da Terra, porque essa falha muito. Sei que n?o vai dar em nada”, lamentou a v?tima em entrevista ao G1. Bastante abalado e cercado por familiares, ele contou que o crime deixou v?rias sequelas. Ele hoje, mesmo ap?s cinco cirurgias, est? sem o movimento da perna esquerda e perdeu uma parte do intestino. Ele agora est? precisando readaptar sua vida, incluindo alimenta??o.
“Mudou minha vida completamente, eu malhava, n?o malho mais e preciso de ajuda de todos para fazer qualquer coisa", disse.
Al?m das sequelas, ele contou que corre o risco de perder completamente o movimento das pernas, porque ainda h? um proj?til alojado em sua coluna, que pode aumentar a les?o.