
No segundo dia de audi?ncia do Caso Cachoeira, Carlos Augusto Ramos se recusou a responder as perguntas do juiz Alderico dos Santos. O contraventor disse que "gostaria de fazer um bom debate com o Minist?rio P?blico Federal", mas que diante das falhas processuais foi orientado a permanecer em sil?ncio. A sess?o foi encerrada no final da tarde desta quarta-feira, 25. Santos concedeu prazo de tr?s dias para que a defesa apresente os pedidos de dilig?ncia e mais 10 dias para as alega?es finais. Ele n?o se manifestou sobre a manuten??o da pris?o de Cachoeira, que foi levado para o pr?s?dio da Papuda, em Bras?lia. A defesa vai entrar com um novo pedido de habeas corpus. A expectativa ? que o julgamento dure 30 dias. O MPF pediu condena?es superiores a 20 anos de pris?o. Durante o seu depoimento, Cachoeira usou o tempo de defesa para fazer declara?es de amor a Andressa Mendon?a, que acompanhava o depoimento na primeira fileira. "Ela me deu a vida. Te amo." Questionado sobre seu estado civil, ele disse que se casaria com Andressa assim que o MPF o liberasse. "Estou sofrendo demais porque virei um leproso jur?dico", disse, em refer?ncia ?s decis?es judiciais.
Cachoeira foi o quarto r?u da Opera??o Monte Carlo a depor nesta quarta-feira, 25. Idalberto Matias de Araujo, o Dad?, apontado como araponga de Cachoeira, falou em seguida. Todos negaram as acusa?es. As audi?ncias de instru??o do processo dos oito r?us da Monte Carlo foram encerradas na ter?a-feira, 24, na Justi?a Federal de Goi?s.
O juiz federal Alderico Santos, respons?vel pela instru??o do processo, abriu o segundo dia de audi?ncia pedindo celeridade. "Quem atrasa julgamento s? favorece a imprensa", disse o magistrado.
Primeiro a depor nesta quarta, o agente da Pol?cia Federal, Renato Peixoto, destacou que n?o produziu qualquer relat?rio de encontros fortuitos. A defesa dos r?us tenta anular as escutas telef?nicas obtidas pela PF na opera??o Monte Carlo. Peixoto come?ou a trabalhar na opera??o Monte Carlo em marco de 2011 e era respons?vel por monitorar Cachoeira e Gleyb Ferreira.
Choro. Ferreira chorou ao falar da pris?o. Homem de confian?a de Cachoeira no esquema, segundo a den?ncia do MP, ele alegou que foi preso injustamente. Ele se disse humilhado por conviver com marginais, estupradores e traficantes na cadeia. "S? entendo que n?o h? justi?a dentro da justi?a." O desabafo de Gleyb levou sua mulher a cair no choro. Ela foi consolada pelas esposas dos demais r?us.
Lenine Ar?ujo insistiu que as provas obtidas pela PF s?o ilegais. Primo de Cachoeira e empres?rio at? 2007 de jogos legais, Ara?jo n?o quis responder se tinha um aparelho Nextel habilitado nos EUA. "Sou cat?lico fervoroso, frequentador do ter?o dos homens e colaborador de uma creche que alimenta mais de 200 crian?as", defendeu-se.
O ex-vereador de Goi?nia Wladimir Garc?z tamb?m afirmou que foi preso injustamente e que n?o tem r?dio habilitado nos Estados Unidos. Segundo ele, o aparelho apreendido pelo PF est? registrado em nome de sua mulher e foi comprado no Brasil. Ele completou dizendo que o " Wladimir" citado em alguns trechos da operacao ? outra pessoa. A defesa do ex-vereador vai pedir esclarecimentos dos fatos.
Na ter?a-feira, primeiro dia de julgamento, apenas duas das 14 testemunhas arroladas foram ouvidas. O julgamento acontece na Justi?a Federal de Goi?s e est? no segundo dia de audi?ncia. Cachoeira, ? acusado de chefiar uma organiza??o criminosa envolvida na explora??o de jogos ilegais.