
Um jovem estudante identificado como ?talo Rodrigo Nascimento, de 16 anos, foi encontrado morto dentro do pr?prio quarto, no conjunto Teresina Sul, na Zona Sul da capital, nesta ter?a-feira (16). O garoto apresentava perfura?es na regi?o do rosto, pesco?o e na nuca. Segundo a Pol?cia Civil, ele estava amorda?ado (com um tecido cobrindo a boca) e com os bra?os amarrados. Amigos e vizinhos se reuniram na porta da casa e pediram por justi?a.
De acordo com moradores da regi?o, o pai do garoto foi quem encontrou o corpo no quarto onde o garoto dormia durante a manh?, quando foi cham?-lo para ir at? o est?gio - o rapaz atuava como menor aprendiz -, mas ele j? n?o respondeu.
Moradores disseram que alguns homens foram vistos em uma moto chegando ? resid?ncia pela manh? e saindo minutos depois. Nesse momento, o pai do jovem havia sa?do de casa e n?o viu a movimenta??o. Quando voltou, encontrou o filho j? morto. A casa n?o tinha sinais de arrombamento.
Segundo o delegado Dan?bio Dias, do Departamento de Homic?dio e Prote??o ? Pessoa (DHPP), quando a pol?cia chegou ao local, encontrou o rapaz sem a morda?a, porque o pai do garoto retirou quando achou o filho. Os policiais notaram v?rias perfura?es no pesco?o e na nuca de ?talo.
"Estamos iniciando agora a investiga??o e n?o h? ainda qualquer suspeita. Qualquer informa??o no momento ? apenas especula??o sobre a motiva??o para o crime", disse o delegado. A Pol?cia Militar, a Pol?cia Civil e o IML foram ao local. At? o momento, n?o h? qualquer suspeita sobre quem pode ter cometido o crime.
Amigos e vizinhos lamentam
O rapaz estudava no Premen Sul, e era menor aprendiz em uma loja de material de constru?es. Amigos de escola de ?talo estiveram no local, mas n?o quiseram falar ? imprensa. Os jovens diziam apenas "n?o acreditar" na morte do amigo.
Um amigo da fam?lia, identificado apenas como Kleiton, declarou que n?o havia qualquer informa??o de brigas envolvendo o jovem e que o garoto sempre ajudava os pais em casa. Ele n?o tinha passagens pela pol?cia.
"Todo mundo na casa trabalhava, o pai ia deixar o filho e a filha no trabalho. Quando encerrava no est?gio, ele j? ligava dizendo que estava indo para o col?gio. Quando terminava no col?gio, dizia que estava indo para casa. Se ele tinha alguma rixa, nunca comentou com ningu?m. [Era um] menino pacato, era dif?cil at? ver ele fora de casa. Quando estava em casa, lavava a lou?a, varria a casa para os pais. Por a? voc? tira como ele era", declarou.