Piaui em Pauta

Ex-servidor e ex-gerente de bancos são alvo de operação contra empréstimos fraudulentos no PI e MA;

Publicada em 04 de Dezembro de 2024 às 15h10


?Um ex-servidor e um ex-gerente de bancos diferentes foram alvo da Opera??o Contrafeito, deflagrada pelo Departamento de Combate ? Corrup??o (Deccor) na manh? desta quarta-feira (4) em Teresina e Timon (MA). Segundo a Pol?cia Civil do Piau? (PCPI), eles s?o suspeitos de receberem vantagens indevidas para liberarem empr?stimos e financiamentos a empresas com endere?os fict?cios e inexistentes. O preju?zo gira em torno de R$ 3 milh?es, conforme a investiga??o.

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O ex-servidor e um vendedor de uma loja de celulares, que atuava como "laranja" no esquema, foram presos em Teresina. J? o ex-gerente, que tamb?m foi alvo de uma opera??o da Pol?cia Federal que investiga o mesmo esquema, seria preso em Timon, mas n?o foi encontrado pelos policiais em seu endere?o e est? foragido.


A investiga??o determinou que os valores dos empr?stimos eram levantados a partir de documentos cont?beis e faturamentos manipulados artificialmente pelos suspeitos. Um contador, empresas e outras pessoas ligadas ao grupo tamb?m s?o investigados.


De acordo com o delegado Ferdinando Martins, coordenador do Deccor, as pris?es foram um desdobramento de outra opera??o realizada pelo departamento em dezembro de 2022.

Na ?poca, a pol?cia descobriu que um escrit?rio de contabilidade manipulava os documentos exigidos pelos bancos para a concess?o dos empr?stimos. Entre as empresas beneficiadas - a maioria fict?cia - havia prestadoras de servi?o, do ramo de autope?as e do com?rcio de ve?culos.

"Dentro dos cadastros, [elas] queriam demonstrar certa capacidade econ?mica. A ideia era abrir o CNPJ e permitir que laranjas emitissem dinheiro para essas contas, fingindo aquecer aquela movimenta??o banc?ria, para posteriormente o contador dar uma declara??o falsa de faturamento e elas pudessem levantar empr?stimos", explicou o delegado.

O ex-servidor e o ex-gerente suspeitos de participa??o no esquema recebiam comiss?es financeiras que variavam de 20% a 30%, a depender do valor do empr?stimo ou financiamento. Um dos "laranjas", o vendedor de uma loja de celulares, confessou aos policiais que recebeu R$ 30 mil para emprestar contas banc?rias e facilitar a libera??o de um empr?stimo de R$ 150 mil.

Conforme o coordenador do Deccor, o grupo criminoso atuava desde, pelo menos, 2021. O ex-gerente deveria, ao receber a documenta??o das empresas, seguir um protocolo que envolvia ir at? os endere?os delas para verificar se as sedes e os faturamentos eram leg?timos.

No entanto, essas medidas ou n?o eram adotadas, ou s? aconteciam depois que o dinheiro era creditado. Ap?s os dep?sitos, os valores eram distribu?dos em contas de "laranjas" para dificultar o rastreio.

"Nosso trabalho hoje foi sufocar o n?cleo que estava dentro das ag?ncias facilitando esses empr?stimos, para estancar logo. Agora a gente vai catalogar e se debru?ar sobre essas empresas que tiveram benef?cios concedidos", completou o delegado Ferdinando Martins.
Ao todo, a pol?cia fez buscas e apreens?es em nove endere?os em Teresina e Timon. Uma quantia de R$ 8,7 milh?es em bens e contas banc?rias dos envolvidos foi sequestrada ap?s decis?o da Justi?a.


Os suspeitos podem responder pelos crimes de corrup??o, fraude documental, associa??o criminosa e lavagem de dinheiro.
Tags: Ex-servidor - Banco

Fonte: GLOBO  |  Publicado por: Da Redação
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