Desde o m?s de fevereiro deste ano que exames de DNA requisitados para investiga?es da Pol?cia Civil do Piau? n?o s?o feitos. Segundo a diretora do Instituto de Criminal?stica do estado, Julieta Castelo Branco, n?o h? dinheiro para aquisi??o dos kits de realiza??o dos exames e nem para o envio de equipes para o estado do Pernambuco, onde fica o laborat?rio em que s?o feitos os procedimentos.
“N?o temos laborat?rio para fazer esses exames. Fizemos um acordo t?cnico com o estado do Pernambuco para a utiliza??o do laborat?rio, mas o material e o corpo t?cnico ? nosso. N?o h? dinheiro para a compra dos kits para a realiza??o dos exames e nem para pagamentos de di?rias e envio das peritas para l?. N?o h? previs?o para que esses exames sejam feitos”, disse Julieta Castelo Branco.
Nessa segunda-feira (7), o G1 mostrou o caso do julgamento de quatro adolescentes acusados de participa??o em um estupro coletivo em Bom Jesus, em que o juiz Eliomar Rios Ferreira aguarda h? quase quatro meses o resultado dos laudos de DNA para dar a senten?a sobre o processo.
Julieta Castelo Branco n?o soube precisar a quantidade de pedidos realizados pelos delegados da Pol?cia Civil do Piau?, mas afirmou que s?o muitos. “N?o apenas esse caso do estupro em Bom Jesus como muitos outros pedidos para exame de DNA est?o parados. As amostras dessa investiga??o est?o a espera. Existem tamb?m pend?ncias de pagamentos de kits”, contou informando ainda que as duas peritas especialistas da ?rea est?o de licen?a maternidade e m?dica.
De acordo com a presidente do Sindicato dos Delegados de Pol?cia Civil do Piau? (Sindepol), exames de DNA s?o mais requisitados em investiga?es de homic?dios e estupro, mas podem ser realizados para elucidar outros crimes. Ela disse ainda que falta desse recurso dificulta o trabalho policial.
“O trabalho do delegado fica prejudicado de sobremaneira, j? que muitos casos dependem de uma conclus?o definitiva do DNA., que pode apontar a autoria de crime. Sem o exame, pessoas podem ser deixadas de ser indiciadas. O pedido ? comum para estupros e homic?dios, mas serve tamb?m em outros casos. Um arrombamento em que o suspeito deixou um vest?gio de cabelo, esse material pode ser utilizado para apontar quem ? o criminoso”, disse Andrea Magalh?es.