Publicada em 23 de Abril de 2016 às 08h56
Campanha Anjo da Guarda (Foto:Divulgação)
O projeto Piloto no Piau?, “Anjo da Guarda”, que visa desenvolver solu?es de controle e monitoramento do uso do capacete, busca investidores, interessados em apoiar pesquisa e desenvolvimento do prot?tipo e intermedia??o do estado para conclus?o dos estudos de viabilidade t?cnica, legal, sa?de p?blica, seguran?a, sustentabilidade econ?mica e responsabilidade social de empreendimento de parceria com a iniciativa privada.
Com isso, a Secretaria de Governo (Segov), por meio da Superintend?ncia de parcerias e Concess?es (Suparc), em conjunto com o Fundo de Amparo ? Pesquisa do Piau? - Fapepi e Ag?ncia de Tecnologia do Estado do Piau? (ATI), lan?ou o edital de chamamento p?blico que envolva os parceiros privados com as condi?es necess?rias e o devido comprometimento para apoiar o projeto de maneira eficiente, assegurando viabilidade t?cnico-econ?mica. De acordo com edital, a iniciativa privada dever? oferecer investimento m?nimo de R$ 2.090.000,00 em pesquisa e desenvolvimento.
A solu??o tecnol?gica Anjo da Guarda, genuinamente piauiense,apresentada pela empresa Infatec Com?rcio e Servi?os Tecnol?gicos Ltda, ? um bloqueador eletr?nico com extensivas capacidades para medi??o de sensores instalados nos itens de seguran?a: viseira, sistema de reten??o (jugular) e presen?a da cabe?a, vinculados ao capacete para condutor e passageiro. A tecnologia poder? ser usada tamb?m como alarme veicular e bloqueador nas mais diversas motocicletas, motonetas, ciclomotores, triciclos motorizados e quadr?culos motorizados, novas, usadas, nacionais e importadas para monitoramento e controle de capacete.
O prot?tipo funciona como um equipamento de seguran?a org?nica, por meio de um conjunto de sensores biom?tricos que identificam o capacete, coloca??o correta na cabe?a, afivelamento da jugular e outros dispositivos de seguran?a. Com isso, a motocicleta s? funcionar? com o uso correto de um capacete. A solu??o por si s?, j? ? um produto que pode ser colocado no mercado, pois impede o furto da motocicleta sem o respectivo capacete habilitado. Dessa forma, a tecnologia adotada levanta outra vertente que ? a de evitar o roubo da moto, pois o capacete funcionar? como uma barreira. Qualquer tentativa de uso inadequado pode ser caracterizada como uma tentativa de furto e a sirene ir? disparar como um alarme.
Atualmente, o projeto est? em fase de pesquisa e ajustes para produ??o em larga escala. J? foram desenvolvidos e testados v?rios prot?tipos com diferentes funcionalidades e alcan?adas algumas combina?es ideais em termos de seguran?a, conforto, ergonomia, praticidade e custo de produ??o. O objetivo ? garantir funcionalidade com seguran?a, conforto e custo acess?vel.
Ve?culo em tr?nsito
Se o ve?culo estiver ligado e o usu?rio se afastar com o chaveiro de presen?a, ele ir? temporizar 60 segundos e acionar? o alarme, as setas e o LED; avisando que, em aproximadamente 15 segundos, ir? imobilizar o motor. Para liberar a partida e desligar a sirene, basta se aproximar com o chaveiro a qualquer momento. Esse sistema tem prote??o inteligente, monitorando as portas e o sistema do neutro em caso de motos, evitando o bloqueio acidental, quando o usu?rio permanecer com o chaveiro pr?ximo ao ve?culo.
Ve?culo desligado
Com o ve?culo estacionado e a igni??o desligada, o sistema ser? ativado automaticamente em 20 segundos ap?s o afastamento do capacete. Ele ir? monitorar e proteger quando a moto for movimentada, acionando a sirene e ligando as setas do ve?culo em 15 segundos. As setas permanecem acionadas por um minuto e a sirene tocando por tempo indeterminado ou at? que o usu?rio se aproxime com o capacete e afivele a jugular. Se a causa do disparo for removida, a sirene permanecer? tocando por 2 minutos.
Estat?sticas de acidentes
Em 2011, o Estado do Piau? registrou 2.967 interna?es de motociclistas acidentados, sendo 588 fatalidades (Associa??o Brasileira de Preven??o dos Acidentes de Tr?nsito, 2015). A quantidade de ?bitos de motociclista representa mais de 50% do total de mortes causadas por acidentes de tr?nsito, incluindo todas as demais modalidades.
Os n?meros dos acidentes de tr?nsito envolvendo motocicleta indicam que entre os anos de 2011 e 2013 foram gastos em torno de R$12 milh?es, com a previd?ncia social no Brasil, havendo um aumento de 53,84%agravado pela regi?o nordeste.
Uma pesquisa feita em 2013, pelo Dr Daniel Fran?a, apontou que de 361 pacientes que deram entrada no Hospital de Urg?ncia de Teresina (HUT), com traumatismo cr?nio-encef?lico (TCE), 289 n?o faziam uso do capacete, correspondendo a 80% dos pacientes. Com o uso do dispositivo, haveria uma redu??o estimada em 80%, ou seja, R$ 9 milh?es em redu??o de custo. “Atualmente, at? 84% dos pacientes que chegam ao HUT, s?o por acidente de moto, desses, cerca de 80% n?o est?o usando o capacete, o que significa um n?mero elevad?ssimo de traumatismo craniano, de les?es cerebrais irrevers?veis e de neurocirurgias de reabilita??o, representando um custo muito grande para a sociedade e para o estado”, afirmou Daniel Fran?a.
Rela??o custo x benef?cio
Esta rela??o pode ser verificada sob duas perspectivas:
1-Para o condutor de motocicleta: o custo previsto para instala??o do dispositivo e adequa??o do capacete ? de R$ 250,00 (duzentos e cinquenta reais) por unidade. Um ?nico acidente que tenha sua gravidade reduzida em fun??o do uso correto do capacete pode retornar em custo em at? milhares de vezes.
2- Para o Estado: a redu??o de despesas para o tratamento e problemas de sa?de resultantes de acidentes com traumatismo craniano, bem como dos danos decorrentes desses acidentes, faz do projeto Anjo da Guarda um importante aliado na redu??o de despesas p?blicas e na melhoria da qualidade de vida dos condutores e demais envolvidos em acidentes.
A superintendente de Parcerias e Concess?es, Viviane Moura informou que o estado atua como parceiro na inten??o de reverter o crescente n?mero de acidentes envolvendo os condutores de motocicletas no Piau? e os custos sociais e financeiros implicados.
“Por esses motivos, o Governo, buscando solu?es que diminuam esses indicadores, autorizou a participa??o de diversos ?rg?os da administra??o p?blica estadual como integrantes do processo de busca de novas tecnologias em benef?cio de sua popula??o”, ressaltou Viviane Moura.
“Assinamos um termo entre a empresa Infatec e o Governo de repasse de todos os royalties advindos do lucro l?quido, onde 10% ser? repassado ao estado a ser investido na ?rea de sa?de e educa??o”, explicou Agamenon Santa Cruz, diretor da Infatec.
O prazo de pesquisa e desenvolvimento do projeto piloto ser? de 12 meses, a contar da formaliza??o do contrato de investimento entre a executora e o investidor, sendo6meses destinados para conclus?o da pesquisa e desenvolvimento do projeto e os 6 meses subsequentes destinados para implementa??o do Projeto Piloto no Estado. O edital e seus anexos j? est?o dispon?veis no site da Suparc www.ppp.pi.gov.br.