Piaui em Pauta

Grupo de empresários e líderes indígenas é suspeito de grilagem de terras de comunidade no PI.

Publicada em 19 de Fevereiro de 2025 às 09h03


?Um grupo criminoso suspeito de realizar um esquema de grilagem de terras da comunidade ind?gena Akro?-Gamella, no Centro-Sul do Piau?, foi alvo da Opera??o Aldeia Verde, deflagrada nesta quarta-feira (19), pela Pol?cia Federal. Duas pessoas foram presas preventivamente.

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Segundo a PF, esse grupo era formado por lideran?as ind?genas, empres?rios, funcion?rios p?blicos, l?deres sindicais e corretores de im?veis. A pol?cia fez buscas e apreens?es em cinco endere?os nas cidades de Teresina (PI), Currais (PI), Bom Jesus (PI), Mambor? (PR) e Maring? (PR).


As investiga?es da Pol?cia Federal, que atuou em conjunto com o Minist?rio P?blico Federal (MPF), identificaram que o esquema, que culminou na venda ilegal de terras dos Akro?-Gamella, ocupava ?reas pass?veis de apropria??o e recorria ? viol?ncia e amea?as para expulsar os antigos ocupantes.


“Os documentos eram falsificados para a venda ilegal das terras da Uni?o, incluindo ?reas de prote??o ambiental e terras ind?genas tradicionalmente vinculadas ? etnia Akro?-Gamella, situadas na localidade Morro d’?gua e Barra do Correntinho, nos munic?pios de Baixa Grande do Ribeiro, Uru?u?, Bom Jesus e Currais”, informou a PF.
Conforme a pol?cia, os suspeitos s?o investigados pelos crimes de amea?a, inc?ndio, associa??o criminosa, falsidade ideol?gica, corrup??o ativa e invas?o de terras da Uni?o.

A??o civil p?blica

Em setembro de 2024, o MPF ajuizou uma a??o civil p?blica contra a Uni?o e a Funda??o Nacional dos Povos Ind?genas (Funai) para assegurar a delimita??o do territ?rio ind?gena do povo Akro?-Gamella no Piau?, localizado nos munic?pios de Baixa Grande do Ribeiro, Santa Filomena, Currais, Bom Jesus, Uru?u? e Gilbu?s.


Grupo de empres?rios e l?deres ind?genas ? suspeito de grilagem de terras de comunidade no PI; duas pessoas s?o presas
Segundo a Pol?cia Federal, esquema culminou na venda ilegal de terras da etnia Akro?-Gamella em quatro cidades do estado. Suspeitos s?o investigados pelos crimes de amea?a, inc?ndio, corrup??o ativa e invas?o de terras da Uni?o.

Um grupo criminoso suspeito de realizar um esquema de grilagem de terras da comunidade ind?gena Akro?-Gamella, no Centro-Sul do Piau?, foi alvo da Opera??o Aldeia Verde, deflagrada nesta quarta-feira (19), pela Pol?cia Federal. Duas pessoas foram presas preventivamente.

Segundo a PF, esse grupo era formado por lideran?as ind?genas, empres?rios, funcion?rios p?blicos, l?deres sindicais e corretores de im?veis. A pol?cia fez buscas e apreens?es em cinco endere?os nas cidades de Teresina (PI), Currais (PI), Bom Jesus (PI), Mambor? (PR) e Maring? (PR).


As investiga?es da Pol?cia Federal, que atuou em conjunto com o Minist?rio P?blico Federal (MPF), identificaram que o esquema, que culminou na venda ilegal de terras dos Akro?-Gamella, ocupava ?reas pass?veis de apropria??o e recorria ? viol?ncia e amea?as para expulsar os antigos ocupantes.


“Os documentos eram falsificados para a venda ilegal das terras da Uni?o, incluindo ?reas de prote??o ambiental e terras ind?genas tradicionalmente vinculadas ? etnia Akro?-Gamella, situadas na localidade Morro d’?gua e Barra do Correntinho, nos munic?pios de Baixa Grande do Ribeiro, Uru?u?, Bom Jesus e Currais”, informou a PF.
Conforme a pol?cia, os suspeitos s?o investigados pelos crimes de amea?a, inc?ndio, associa??o criminosa, falsidade ideol?gica, corrup??o ativa e invas?o de terras da Uni?o.


Em setembro de 2024, o MPF ajuizou uma a??o civil p?blica contra a Uni?o e a Funda??o Nacional dos Povos Ind?genas (Funai) para assegurar a delimita??o do territ?rio ind?gena do povo Akro?-Gamella no Piau?, localizado nos munic?pios de Baixa Grande do Ribeiro, Santa Filomena, Currais, Bom Jesus, Uru?u? e Gilbu?s.


Na a??o, o ?rg?o pediu que o processo de demarca??o do territ?rio ind?gena fosse conclu?do no prazo m?ximo de um ano, a partir da concess?o da liminar, sob pena de multa di?ria de R$ 10 mil.

Para o MPF, a injustific?vel demora por parte da Funai na conclus?o da demarca??o desse territ?rio tem servido para acirrar os conflitos entre ind?genas e n?o ind?genas na regi?o. Por isso, a a??o destaca que a comunidade tem sofrido sistem?ticas e reiteradas viola?es dos seus direitos fundamentais, em raz?o da instala??o de fazendas ou projetos do agroneg?cio instalados na regi?o.

Atentados e amea?as

Um ano antes da a??o do MPF, em julho de 2023, o l?der ind?gena Jos? Wylk Gamela contou que a comunidade tem sofrido atentados e amea?as em diversos epis?dios, nos ?ltimos anos. Eles j? tiveram casas invadidas e documentos roubados, foram for?ados a assinar pap?is e sofreram amea?as de morte.

"A gente est? sofrendo por conta da expans?o da fronteira agr?cola, que contamina nossos brejos, que est? associada ? minera??o, ? expans?o da soja. S?o situa?es graves que amedrontam nossas vidas, que poluem, provocam assoreamento e desmatamento", comentou Jos?.
Em 2022, o povo teve diversas ro?as e casas de trabalho incendiadas no povoado Barra do Correntinho, na regi?o rural de Bom Jesus. O caso foi investigado pela Pol?cia Civil de Bom Jesus, e culminou na pris?o de duas pessoas suspeitas de terem incendiado as casas.

Terras dos Akro?-Gamella
A regi?o povoada pela comunidade, formada por 78 fam?lias ind?genas, ? uma ?rea de 19.780 hectares que n?o foram demarcadas pela Uni?o.

Segundo o Instituto de Terras do Piau? (Interpi), as terras ind?genas est?o sobrepostas por regi?es privadas certificadas e a um assentamento de agricultores familiares reconhecido pelo estado, onde vivem cerca de 300 pessoas.


Tags: Grupo de empresários - Um grupo criminoso

Fonte: Globo  |  Publicado por: Da Redação
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