
?Um grupo criminoso suspeito de realizar um esquema de grilagem de terras da comunidade ind?gena Akro?-Gamella, no Centro-Sul do Piau?, foi alvo da Opera??o Aldeia Verde, deflagrada nesta quarta-feira (19), pela Pol?cia Federal. Duas pessoas foram presas preventivamente.
Segundo a PF, esse grupo era formado por lideran?as ind?genas, empres?rios, funcion?rios p?blicos, l?deres sindicais e corretores de im?veis. A pol?cia fez buscas e apreens?es em cinco endere?os nas cidades de Teresina (PI), Currais (PI), Bom Jesus (PI), Mambor? (PR) e Maring? (PR).
As investiga?es da Pol?cia Federal, que atuou em conjunto com o Minist?rio P?blico Federal (MPF), identificaram que o esquema, que culminou na venda ilegal de terras dos Akro?-Gamella, ocupava ?reas pass?veis de apropria??o e recorria ? viol?ncia e amea?as para expulsar os antigos ocupantes.
“Os documentos eram falsificados para a venda ilegal das terras da Uni?o, incluindo ?reas de prote??o ambiental e terras ind?genas tradicionalmente vinculadas ? etnia Akro?-Gamella, situadas na localidade Morro d’?gua e Barra do Correntinho, nos munic?pios de Baixa Grande do Ribeiro, Uru?u?, Bom Jesus e Currais”, informou a PF.
Conforme a pol?cia, os suspeitos s?o investigados pelos crimes de amea?a, inc?ndio, associa??o criminosa, falsidade ideol?gica, corrup??o ativa e invas?o de terras da Uni?o.
A??o civil p?blica
Em setembro de 2024, o MPF ajuizou uma a??o civil p?blica contra a Uni?o e a Funda??o Nacional dos Povos Ind?genas (Funai) para assegurar a delimita??o do territ?rio ind?gena do povo Akro?-Gamella no Piau?, localizado nos munic?pios de Baixa Grande do Ribeiro, Santa Filomena, Currais, Bom Jesus, Uru?u? e Gilbu?s.
Grupo de empres?rios e l?deres ind?genas ? suspeito de grilagem de terras de comunidade no PI; duas pessoas s?o presas
Segundo a Pol?cia Federal, esquema culminou na venda ilegal de terras da etnia Akro?-Gamella em quatro cidades do estado. Suspeitos s?o investigados pelos crimes de amea?a, inc?ndio, corrup??o ativa e invas?o de terras da Uni?o.
Um grupo criminoso suspeito de realizar um esquema de grilagem de terras da comunidade ind?gena Akro?-Gamella, no Centro-Sul do Piau?, foi alvo da Opera??o Aldeia Verde, deflagrada nesta quarta-feira (19), pela Pol?cia Federal. Duas pessoas foram presas preventivamente.
Segundo a PF, esse grupo era formado por lideran?as ind?genas, empres?rios, funcion?rios p?blicos, l?deres sindicais e corretores de im?veis. A pol?cia fez buscas e apreens?es em cinco endere?os nas cidades de Teresina (PI), Currais (PI), Bom Jesus (PI), Mambor? (PR) e Maring? (PR).
As investiga?es da Pol?cia Federal, que atuou em conjunto com o Minist?rio P?blico Federal (MPF), identificaram que o esquema, que culminou na venda ilegal de terras dos Akro?-Gamella, ocupava ?reas pass?veis de apropria??o e recorria ? viol?ncia e amea?as para expulsar os antigos ocupantes.
“Os documentos eram falsificados para a venda ilegal das terras da Uni?o, incluindo ?reas de prote??o ambiental e terras ind?genas tradicionalmente vinculadas ? etnia Akro?-Gamella, situadas na localidade Morro d’?gua e Barra do Correntinho, nos munic?pios de Baixa Grande do Ribeiro, Uru?u?, Bom Jesus e Currais”, informou a PF.
Conforme a pol?cia, os suspeitos s?o investigados pelos crimes de amea?a, inc?ndio, associa??o criminosa, falsidade ideol?gica, corrup??o ativa e invas?o de terras da Uni?o.
Em setembro de 2024, o MPF ajuizou uma a??o civil p?blica contra a Uni?o e a Funda??o Nacional dos Povos Ind?genas (Funai) para assegurar a delimita??o do territ?rio ind?gena do povo Akro?-Gamella no Piau?, localizado nos munic?pios de Baixa Grande do Ribeiro, Santa Filomena, Currais, Bom Jesus, Uru?u? e Gilbu?s.
Na a??o, o ?rg?o pediu que o processo de demarca??o do territ?rio ind?gena fosse conclu?do no prazo m?ximo de um ano, a partir da concess?o da liminar, sob pena de multa di?ria de R$ 10 mil.
Para o MPF, a injustific?vel demora por parte da Funai na conclus?o da demarca??o desse territ?rio tem servido para acirrar os conflitos entre ind?genas e n?o ind?genas na regi?o. Por isso, a a??o destaca que a comunidade tem sofrido sistem?ticas e reiteradas viola?es dos seus direitos fundamentais, em raz?o da instala??o de fazendas ou projetos do agroneg?cio instalados na regi?o.
Atentados e amea?as
Um ano antes da a??o do MPF, em julho de 2023, o l?der ind?gena Jos? Wylk Gamela contou que a comunidade tem sofrido atentados e amea?as em diversos epis?dios, nos ?ltimos anos. Eles j? tiveram casas invadidas e documentos roubados, foram for?ados a assinar pap?is e sofreram amea?as de morte.
"A gente est? sofrendo por conta da expans?o da fronteira agr?cola, que contamina nossos brejos, que est? associada ? minera??o, ? expans?o da soja. S?o situa?es graves que amedrontam nossas vidas, que poluem, provocam assoreamento e desmatamento", comentou Jos?.
Em 2022, o povo teve diversas ro?as e casas de trabalho incendiadas no povoado Barra do Correntinho, na regi?o rural de Bom Jesus. O caso foi investigado pela Pol?cia Civil de Bom Jesus, e culminou na pris?o de duas pessoas suspeitas de terem incendiado as casas.
Terras dos Akro?-Gamella
A regi?o povoada pela comunidade, formada por 78 fam?lias ind?genas, ? uma ?rea de 19.780 hectares que n?o foram demarcadas pela Uni?o.
Segundo o Instituto de Terras do Piau? (Interpi), as terras ind?genas est?o sobrepostas por regi?es privadas certificadas e a um assentamento de agricultores familiares reconhecido pelo estado, onde vivem cerca de 300 pessoas.