O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Piau? (Hemopi) tem cobrado os hospitais particulares de Teresina. A d?vida seria originada pelo abastecimento de sangue nas unidades de sa?de privadas e que chega a mais de R$ 8 milh?es. Os empres?rios contra-atacam e alegam que o servi?o prestado pelo ?rg?o p?blico apresenta falhas.
As despesas seriam apenas operacionais e teriam gerado um preju?zo de R$ 8,5 milh?es. Cerca de 30% do sangue coletado no Hemopi ? destinado para a rede privada.
“Para a rede privada cobramos os gastos operacionais que s?o decorrentes da produ??o do hemocomponentes, que vai desde a bolsa de sangue, os gastos com kits e materiais sorol?gico e a manuten??o preventiva e protetiva dos equipamentos. Fizemos essa instru??o normativa no ano passado e estamos dando um prazo para que os hospitais privados e planos de sa?de podem se atualizar”, disse o diretor do Centro, Jurandir Martins.
O Hemopi deu um prazo de 15 dias para se adequar, caso contr?rio os hospitais ser?o lavados para a d?vida ativa do Estado. A dire??o do Centro tamb?m quer a atualiza??o dos valores cobrados que est?o defasados desde 2006.
O presidente do Sindicato dos Hospitais Particulares do Piau?, Jeferson Campelo, defendeu afirmando que as operadoras de plano de sa?de s?o as respons?veis pelo pagamento.
“O hospital ? apenas um facilitador desse processo. Acho que essa solu??o passa por outro processo. N?s cobramos, mas o pagamento ? feito pela operadora diretamente na conta do Hemopi”, disse Jeferson Campelo.
Falhas no servi?o
A entidade solicita ainda a adequa??o ?s normas t?cnicas vigentes, visto que uma auditoria do Minist?rio da Sa?de identificou falhas na presta??o do servi?o do Hemopi, utiliza??o de bolsas de sangue vencidas e sem passar por todos os procedimentos de seguran?a.
“Solicitamos que o Hemopi venha a cumprir tudo o que foi identificado de irregularidades da auditoria externa”, reafirmou Jeferson Campelo.