Publicada em 11 de Abril de 2016 às 10h27
HGV realiza Mutirão de Parkinson. (Foto:Divulgação)
O Hospital Get?lio Vargas (HGV) vai realizar o I Mutir?o de Doen?a de Parkinson, dia 16 de abril, no Ambulat?rio Integrado. As pessoas interessadas podem fazer o agendamento no pr?prio ambulat?rio no dia do mutir?o. A meta ? realizar 96 atendimentos durante a a??o. Para o coordenador do mutir?o, o neurologista Francisco Alencar, ser?o realizados diagn?sticos pela avalia??o cl?nica, baseado na hist?ria do paciente e nos sinais encontrados durante o exame neurol?gico.
Para Francisco Alencar, o Parkinson ? uma doen?a neurol?gica lentamente progressiva, que afeta os movimentos da pessoa. Causa tremores, lentid?o de movimentos, rigidez muscular, desequil?brio, al?m de altera?es na fala e na escrita. “A Doen?a de Parkinson ? devida ? degenera??o das c?lulas situadas numa regi?o do c?rebro chamada subst?ncia negra. Essas c?lulas produzem uma subst?ncia chamada dopamina, que conduz as correntes nervosas (neurotransmissores) ao corpo. A falta ou diminui??o da dopamina afeta os movimentos do paciente”, explica o neurologista.
Ele solicita que as pessoas que apresentarem alguns desses sintomas devem comparecer ao Ambulat?rio Integrado (Pr?dio Azul), no dia do mutir?o, com documentos de identifica??o (RG e/ou CPF) e cart?o do SUS.
Alencar explica que a doen?a de Parkinson ? a segunda doen?a neurol?gica cr?nica mais frequente, ficando atr?s apenas da famosa doen?a de Alzheimer. O n?mero de pessoas acometidas pela doen?a ? crescente com o envelhecimento da popula??o, podendo ocorrer em qualquer idade e em ambos os sexos, sendo mais frequentemente diagnosticada entre 50 e 70 anos e com ligeira predile??o para o sexo masculino (3 homens para cada 2 mulheres). “Estima-se ainda que cerca de 10% dos casos ocorram em pessoas abaixo dos 40 anos. Em torno de 1% da popula??o acima de 65 anos tem doen?a de Parkinson”, afirma o m?dico.?
Tratamento
Segundo o neurologista, n?o existe cura para a doen?a. “Trata-se de um transtorno cr?nico e lentamente progressivo. A evolu??o varia muito de caso a caso, existem alguns que evoluem em poucos anos e outros com evolu??o em d?cadas. Existem tratamentos, tanto medicamentoso como n?o medicamentoso, para conter os sintomas, sendo muito efetivos, principalmente nas fases iniciais da doen?a.
Atualmente, temos diversas op?es de medicamentos, que podem ser dados de forma isolada ou em associa?es. Eles aliviam bastante os sintomas, sem alterar diretamente a evolu??o (progress?o) da doen?a. A maioria ? fornecida gratuitamente pelo SUS”, explica Francisco Alencar.
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