Piaui em Pauta

Histórias de superação marcam oito anos do Ceir

Publicada em 06 de Maio de 2016 às 12h13


  												Walyson está desafiando os  próprios limites e descobrindo um novo hobbie: a pintura.						 (Foto:Ascom Ceir)					Walyson está desafiando os próprios limites e descobrindo um novo hobbie: a pintura. (Foto:Ascom Ceir)

Al?m de ser um ponto de visita??o tur?stica, o Encontro dos Rios, localizado na zona Norte de Teresina, ? um dos locais prediletos de Walyson Silva.?Quase todos os dias o garoto tomava banho no local, onde n?o hesitava os seus mortais ao pular na ?gua. Certo dia, o impulso para o salto n?o foi suficiente e Walyson lesionou a coluna. O acidente o deixou sem movimento do ombro para baixo e Walyson deixou tamb?m de fazer outra atividade que gostava muito: desenhar.?Mas ? na sala de arteterapia do Centro Integrado de Reabilita??o (Ceir), onde faz tratamento desde 2012, que Walyson est? desafiando os seus pr?prios limites e descobrindo um novo hobbie: a pintura. "O Walyson tinha um enorme desejo de voltar a desenhar e acabou se encontrando na pintura. Ent?o, desenvolvemos um trabalho em conjunto com a terapia ocupacional, adaptando um pincel com mordedor para que ele possa pintar com a boca", explica a arteterapeuta do Ceir, Manu Sato. A arteterapia de 40 minutos inicia com o jovem, de 19 anos, escolhendo as cores com que deseja pintar. "Eu n?o penso no que vou fazer. S? vou criando. E at? que ? bonito!", exclama Walyson, que afirma nunca ter imaginado que seria capaz de pintar ap?s o acidente.? Para a arteterapeuta Manu Sato, a experi?ncia ? nova e tamb?m um desafio. "? a primeira vez que trabalho com um paciente tetrapl?gico. A cada terapia ? uma surpresa e vibramos juntos", comenta.? Quando o Ceir foi inaugurado, no dia 5 de maio de 2008, h? oito anos, Walyson ainda arriscava os seus mortais no Encontro dos Rios. E o Centro come?ava a fazer a diferen?a na vida de milhares de pessoas com defici?ncia do Piau? e tornar realidade o que muitos certamente duvidaram ser poss?vel um dia.? Atendimento humanizado? Os servi?os de reabilita??o f?sico-motora, auditiva e intelectual do Centro Integrado de Reabilita??o (Ceir) s?o prestados por meio do Sistema ?nico de Sa?de (SUS) e possuem como marca o atendimento humanizado.? Pessoas com defici?ncia t?m acesso a terapias como fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, psicologia, pedagogia, musicoterapia, hidroterapia, hidrogin?stica e reabilita??o desportiva. Al?m de atendimentos em v?rias ?reas m?dicas, como cardiologia, neurologia, neuropediatria, ortopedia, e n?o m?dicas, como enfermagem, nutri??o e odontologia. "Cada paciente possui um atendimento personalizado e pensado de acordo com as suas necessidades e potencialidades. E tem uma equipe multiprofissional voltada para a sua melhor evolu??o no tratamento", destaca Francisco Jos? Alencar, superintendente executivo do Ceir. Aos 21 anos, Ana Maria n?o anda, n?o fala e n?o enxerga. Ela perdeu todos os seus sentidos depois de sofrer uma inflama??o do c?rebro, chamada encefalite. Ana est? acamada h? um ano e cinco meses, per?odo em que ? acompanhada pelo Ceir.? "Devido ao seu estado, ela n?o foi enquadrada nas terapias de reabilita??o. Mas faz consultas peri?dicas com o neurologista, onde ? avaliada e eu recebo orienta?es", comenta a professora Maria J?lia, que n?o mede esfor?os ajudar a filha.? Maria e Ana moram em Miguel Alves, a 110 quil?metros de Teresina, mas, mesmo enfrentando dificuldades, n?o faltam uma consulta no Ceir. Nos corredores da institui??o, elas cruzam com a aposentada Ivanilde Mendes, 62 anos.? Ap?s sofrer um derrame cerebral, Ivanilde passou por cinco anos de reabilita??o no centro. H? tr?s meses ela recebeu alta de suas terapias, mas toda semana est? no Ceir - ou fazendo consultas peri?dicas ou revendo os amigos que fez no local. "Estou sempre por aqui, contando minhas hist?rias e fazendo os outros rirem", brinca a paciente.?? Walyson, Ana, Maria e Ivanilde t?m em comum hist?rias de supera??o que marcam os oito anos de atendimentos do Ceir. "Reabilitando vidas e realizando sonhos, ? assim que a hist?ria do centro se mistura ? hist?ria de cada paciente", finaliza Benjamim Pessoa Vale, presidente volunt?rio da Associa??o Reabilitar, organiza??o social que administra o Ceir em parceria p?blico-privada com o Governo do Estado. ?



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Fonte: Governo do Estado  |  Publicado por:
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