Piaui em Pauta

Hospital oferece tratamento psicológico e psiquiátrico gratuito

Publicada em 20 de Março de 2016 às 08h19


Segundo a Organiza??o Mundial de Sa?de (OMS), as perturba?es de natureza mental crescem acentuadamente e os dist?rbios mentais, independentemente da sua gravidade, s?o uma das principais doen?as incapacitantes do s?culo XXI.

Como ajuda ?s pessoas portadoras de transtornos mentais, o Hospital Areolino de Abreu disp?e, gratuitamente, de tratamento psicol?gico e psiqui?trico ? popula??o do estado. ?Por meio de equipe multidisciplinar, o hospital oferece dois tipos de tratamentos: ambulatorial, para casos leves, e o intensivo, para interna??o integral.

O ambulatorial, que s?o as consultas, ? oferecido a todas as pessoas que necessitem desse tipo de treinamento, com psiquiatras que fazem o primeiro atendimento; as enfermeiras dando suporte t?cnico; assistente social, encaminhando para o recebimento de benef?cios, aux?lio doen?a; e a equipe da odontologia, que presta esse servi?o ambulatorial.

A marca??o da consulta ? feita como em qualquer outro hospital da rede hospitalar de sa?de. “A pessoa deve ir at? o posto de sa?de mais pr?ximo da sua resid?ncia, pega o encaminhamento, vem at? o Areolino e marca a consulta no ambulat?rio”, explica a psiquiatra e diretora cl?nica do Hospital Areolino de Abreu, Krieger Olinda.

De acordo com a diretora, atualmente, s?o realizadas 90 consultas diariamente por 6 psiquiatras no ambulat?rio. “A demanda ? toda atendida, nenhum paciente fica sem atendimento. Depois que a pessoa chega aqui, ela consegue marcar o atendimento para no m?ximo tr?s dias. Ent?o, o acesso ? f?cil”, completa a diretora.

Enfermaria de Assist?ncia ? Crise

Quanto ao tratamento intensivo, Krieger Olinda informa um processo de mudan?a no atendimento, a implanta??o da Enfermaria de Assist?ncia ? Crise. Dispondo de 20 leitos (10 masculinos e 10 femininos), essa interna??o d? direito a acompanhante. “A diferen?a ? significativa porque ? uma interna??o mais breve que visa controlar o surto no menor tempo poss?vel”, disse a diretora.

Para esse atendimento, n?o h? necessidade de marca??o, funciona em regime de plant?o m?dico 24 horas. “Ao chegar, o acompanhante preenche a ficha de admiss?o e o paciente imediatamente ? atendido por um psiquiatra. Caso seja encaminhado para interna??o, passa por uma avalia??o inicial, realizado por enfermeira, que verifica todos os sinais cl?nicos vitais, como press?o e batimentos card?acos”, informa a psiquiatra. Depois de controlado o surto, o paciente ? encaminhado para o Caps da regi?o em que reside.

Continuidade do tratamento

Segundo a diretora cl?nica do Hospital Areolino de Abreu, a maioria dos pacientes psiqui?tricos tem dificuldade para aderirem ao tratamento psiqui?trico. “Porque quando ele fica est?vel e sai, acaba abandonando o tratamento por achar que n?o precisa dar continuidade a essa rotina, mesmo o m?dico esclarecendo como ? o mecanismo do tratamento de controle do seu transtorno”, comenta Krieger Olinda.

Ela cita os efeitos colaterais dos medicamentos, por exemplo, ganho ou perda de peso e efeitos sexuais indesejados, como fatores de desist?ncia do tratamento e chama aten??o para o papel da fam?lia no processo de tratamento e controle dos transtornos mentais. “Quando esse paciente tem uma fam?lia coesa, que acompanha o tratamento, geralmente isso n?o acontece. Mas a realidade dessas pessoas ? que elas j? s?o v?timas de algum tipo de neglig?ncia familiar, ent?o, n?o tem esse apoio e acabam entrando novamente em crise”, explica a m?dica.

Quanto aos fatores que levam aos dist?rbios mentais, a psiquiatra atribue, principalmente, ? forma como levamos a vida. “S?o v?rios os fatores estressantes que podem desencadear transtornos, como a sobrecarga de trabalho, a press?o social por desempenho e o uso de drogas e ?lcool, s?o os que mais colaboram com esse quadro”, acrescenta Krieger.



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Fonte: Governo do Estado  |  Publicado por:
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