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Idoso morto em agência bancária: defesa de sobrinha alega problemas de saúde de filha.

Publicada em 19 de Abril de 2024 às 14h19


?A defesa da dona de casa Erika de Souza Vieira Nunes, de 42 anos, presa em flagrante ao levar o tio morto para sacar R$ 17 mil de um empr?stimo em um banco (veja v?deo acima) na ?ltima ter?a-feira (16), entrou com um pedido de habeas corpus nesta quinta-feira (18), na 2? Vara Criminal de Bangu, solicitando a revoga??o da pris?o.

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Os advogados da mulher querem que ela responda em liberdade durante as investiga?es. O pedido ainda ser? analisado pela Justi?a.

O g1 apurou que a defesa alega que Erika tem uma filha de 14 anos que depende de cuidados especiais. “A ora acusada ? pessoa ?ntegra, id?nea de bons antecedentes, n?o pretende se furtar ? aplica??o da lei penal, nem atrapalhar as investiga?es, j? que possui resid?ncia fixa”, diz um trecho do documento.


Os advogados da mulher sustentam que “a pris?o preventiva n?o ? justa” porque Erika “sempre se pautou na honestidade e no trabalho”.

No pedido de habeas corpus, a defesa destacou ainda que “n?o existem mais fundamentos para a manuten??o da pris?o” da dona de casa, “uma vez que os ind?cios se baseiam apenas em um clamor p?blico de que Erika havia levado um cad?ver at? o banco para tentar aplicar um golpe do empr?stimo, o que n?o ? verdade”.

O g1 teve acesso a fotos em que Paulo Roberto Braga, de 68 anos, tio de Erika, aparece vivo internado com pneumonia na UPA de Bangu. Na ?ltima segunda-feira (15), ele recebeu alta da unidade. A partir de ent?o, a sobrinha peregrinou com ele por financeiras a fim de obter empr?stimos e sacar dinheiro.

Pris?o preventiva
No come?o da tarde desta quinta, a ju?za Rachel Assad da Cunha manteve na audi?ncia de cust?dia a pris?o de Erika, que disse ser sobrinha e cuidadora de Paulo Roberto Braga, de 68 anos. ?rika responde por vilip?ndio de cad?ver e por tentativa de furto, ap?s pedir para o tio morto assinar um documento na frente de atendentes do banco para que fosse poss?vel sacar dinheiro de um empr?stimo.

Em sua decis?o, a ju?za Rachel Assad da Cunha definiu a a??o como “repugnante e macabra”, e converteu a pris?o em flagrante em preventiva.

A magistrada sustentou que a situa??o n?o se resume a definir o exato momento da morte, mas, sim, pela situa??o vexat?ria ? qual o idoso estava sendo exposto.

“A quest?o ? definir se o idoso, naquelas condi?es, mesmo que vivo estivesse, poderia expressar a sua vontade. Se j? estava morto, por ?bvio, n?o seria poss?vel. Mas ainda que vivo estivesse, era not?rio que n?o tinha condi?es de expressar vontade alguma, estando em total estado de incapacidade.”

A defesa de ?rika diz que o idoso chegou vivo ao banco. O caso ? investigado pela 34? DP (Bangu).
Tags: A defesa da dona - Idoso morto

Fonte: globo  |  Publicado por: Da Redação
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