Esse inqu?rito apura den?ncias de forma??o de quadrilha, lavagem de dinheiro e corrup??o contra o que a PGR chama de "organiza??o criminosa" que atuava para desviar dinheiro da Petrobras.
Caber? ao ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF, autorizar a inclus?o dos novos suspeitos no inqu?rito, que j? conta com 39 investigados. Se for autorizada a inclus?o, a investiga??o passa a ter como alvo 69 pessoas – um dos novos investigados, o deputado e ex-ministro Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) j? era investigado no mesmo inqu?rito por outro motivo.
No documento, o procurador tamb?m pede investiga??o de nove parlamentares: do pr?prio Delc?dio e do senador Jader Barbalho (PMDB-PA), j? investigados em outros inqu?ritos; e tamb?m sobre o presidente da C?mara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e dos deputados federais Eduardo da Fonte (PP-PE), Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), Andr? Moura (PSC-SE), Arnaldo Faria de S? (PTB-SP) , Altineu Cortes (PMDB-RJ) e Manoel J?nior (PMDB-PB).
H? tamb?m pedido para investigar o ex-ministro e ex-deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN); os ex-ministros Erenice Guerra e Antonio Palocci (ambos ex-chefes da Casa Civil nos governos Lula e Dilma, respectivamente); o ex-ministro Silas Rondeau (que comandou Minas e Energia no governo Lula); e o ex-presidente da Petrobras Jos? S?rgio Gabrielli.
Outros suspeitos relacionados pela PGR no pedido s?o Giles Azevedo (assessor e ex-chefe de gabinete de Dilma); Jos? Carlos Bumlai (empres?rio e amigo pessoal de Lula); Paulo Okamotto (presidente do Instituto Lula); Andr? Esteves (controlador do banco BTG Pactual); e S?rgio Machado (ex-presidente da Transpetro).
H? tamb?m pedidos de investiga??o do empres?rio Milton Lyra; o lobista Jorge Luz; o doleiro L?cio Bolonha Funaro; os ex-deputados Alexandre Santos (PMDB-RJ), Carlos Willian (PTC-MG) e Jo?o Magalh?es (PMDB-MG); o prefeito de Nova Igua?u (RJ), Nelson Bournier, e a ex-prefeita da cidade, Solange Almeida, ambos do PMDB.
Amplia??o
Al?m dos novos nomes, Janot tamb?m pediu a prorroga??o da investiga??o por mais 150 dias (cinco meses).
Inicialmente, a investiga??o se voltava principalmente a parlamentares do PP. A inclus?o de mais pol?ticos se concentra sobretudo em pol?ticos do PT e do PMDB.
Janot explica que "novos elementos probat?rios" apontam para um "novo desenho, bem mais amplo e complexo do que aquele projetado no in?cio das investiga?es".
O procurador diz que as investiga?es pretendem avan?ar para um grupo de pol?ticos ligados a Eduardo Cunha, que compunham o PMDB na C?mara. Integrariam esse n?cleo Henrique Eduardo Alves, Alexandre Santos, Altineu Cortes, Andr? Moura, Arnaldo Faria de S?, Carlos Willian, Jo?o Magalh?es, Manoel J?nior, Nelson Bournier e Solange Almeida.
Al?m de atuarem na indica??o pol?tica em postos de comando da Petrobras e Caixa Econ?mica Federal, os parlamentares tamb?m ganhariam com a venda de requerimentos e emendas parlamentares para beneficiar empresas como OAS, Odebrecht e Banco BTG.
Segundo Janot, outro n?cleo era formado por parlamentares do PMDB do Senado. Al?m de Edison Lob?o (MA), Renan Calheiros (AL), Romero Juc? (RR) e Valdir Raupp (RO) – todos j? investigados na Lava Jato – Janot pediu a inclus?o de Jader Barbalho (PA), Silas Rondeau, al?m dos lobistas Milton Lyra e Jorge Luz e o ex-presidente da Transpetro S?rgio Machado.
O procurador diz que, conforme relatos de dela?es premiadas, participaram da negocia??o para manuten??o de dirigentes da Petrobras nos cargos e que tamb?m foram beneficiados com recursos desviados.
Na parte referente ao PT, Janot indica uma atua??o de “forma verticalizada, com um alcance bem mais amplo do que se imagina no in?cio e com uma enorme concentra??o de poder nos chefes da organiza??o”. Em seguida, menciona Edinho, Berzoini, Wagner, Delc?dio, Lula, Palocci, Giles Azevedo, Erenice, Bumlai, Okamotto e Gabrielli.
Os pedidos
S?o os seguintes os 31 cuja inclus?o no inqu?rito foi solicitada pelo procurador-geral (ao lado a vers?o de cada um deles, procurados pelo G1 ou pela TV Globo).
- Luiz In?cio Lula da Silva, ex-presidente da Rep?blica. A assessoria do Instituto Lula foi procurada e aguardava-se resposta at? a ?ltima atualiza??o desta reportagem.
- Jacques Wagner, ministro-chefe do Gabinete Pessoal da Presid?ncia. Resposta da assessoria do ministro: Sem conhecer o conte?do e as raz?es que levaram a inclus?o do seu nome nas investiga?es , o ministro Jaques Wagner, do gabinete pessoal da presid?ncia n?o poder? se posicionar sobre elas. O ministro est? seguro sobre suas atividades sempre motivadas pelo interesse p?blico. Ele est? tranquilo e n?o acredita na aceita??o definitiva do seu nome no processo. Wagner informou que est? ? disposi??o das autoridades e vai aguardar o resultado definitivo das investiga?es.
- Ricardo Berzoini, ministro da Secretaria de Governo. O ministro Ricardo Berzoini n?o vai se manifestar.
- Edinho Silva, ministro da Comunica??o Social. Resposta do ministro: A campanha presidencial de Dilma Rousseff em 2014 foi conduzida de maneira ?tica e dentro da legalidade. Todas as doa?es foram devidamente registradas na presta??o de contas, aprovada por unanimidade pelo Tribunal Superior Eleitoral.
- Jader Barbalho, senador (PMDB-PA)
- Delc?dio do Amaral, senador (sem partido-MS). A defesa de Delc?dio do Amaral informou que a inclus?o do nome do senador no inqu?rito ? na condi??o de coloborador porque ele auxiliou na investiga??o e continuar? auxiliando no que for necess?rio.
- Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da C?mara dos Deputados. Resposta por meio da assessoria do deputado: O Procurador Geral da Rep?blica, desde a vota??o do processo de impeachment, tem procurado me incluir em qualquer inqu?rito existente. A a??o persecut?ria n?o vai deixar escapar nem multa de tr?nsito. O instituto legal do inqu?rito est? sendo desmoralizado pelo uso das prerrogativas da fun??o numa persegui??o sem limites contra mim.
- Eduardo da Fonte, deputado (PP-PE)
- Aguinaldo Ribeiro, deputado (PP-PB)
- Andr? Moura, deputado (PSC-SE). O deputado afirmou, por telefone, que respeita a PGR, mas que n?o tem envolvimento com o grupo Schahin. Declarou que n?o foi autor de requerimento para convocar dirigentes do grupo, nem pediu o indiciamento de nenhum deles, como sub-relator.
- Arnaldo Faria de S?, deputado (PTB-SP). Declarou que n?o se preocupa, que vai aguardar os desdobramentos. E que a ?nica coisa que o PGR pode falar ? sobre o trabalho dele na CPI. Lembrou as explica?es que forneceu ontem, a respeito de outro inqu?rito: argumentou que era sub-relator da ?rea de superfaturamento e gest?o temer?ria na constru??o e afretamento de navios de transporte e navios-plataforma e navios-sonda da CPI da Petrobras. Portanto, seu requerimento foi por conta de sua fun??o na CPI.
- Altineu Cortes, deputado (PMDB-RJ). Recebo com surpresa a not?cia da investiga??o.
Em meus 13 anos de vida p?blica, me relacionei com a Petrobras apenas no per?odo da CPI que investigou a corrup??o na empresa, na C?mara dos Deputados. Como sub-relator, propus 47 dos 77 indiciamentos da CPI, confirmando as investiga?es da Opera??o Lava-Jato.
- Manoel Junior, deputado (PMDB-PB). Informou que n?o vai comentar o pedido do PGR.
- Henrique Eduardo Alves, ex-ministro e ex-presidente da C?mara (PMDB-RN)
- Giles de Azevedo, assessor especial da Presid?ncia da Rep?blica
- Erenice Guerra, ex-ministra. A assessoria de imprensa de Erenice Guerra informou n?o ter conhecimento do teor da acusa??o contra ela. De acordo com a assessoria, a ex-chefe da Casa Civil s? dever? se manifestar ap?s saber sobre o que trata a investiga??o.
- Antonio Palocci, ex-ministro
- Jose Carlos Bumlai, empres?rio
- Paulo Okamoto, presidente do Instituto Lula. A defesa de Paulo Okamotto, representada pelo criminalista Fernando Augusto Fernandes, s?cio do Fernando Fernandes Advogados, afirma: Ainda n?o tivemos acesso a integralidade do pedido do Procurador Geral para verificar a legalidade. Quanto a seus fundamentos, o Supremo dever? impedir investiga?es sem justa causa e fora dos contornos legais. No entanto, respeitados o juiz natural e a Constitui??o, n?o se receia qualquer investiga??o.
- Andr? Esteves, banqueiro, s?cio do banco BTG Pactual
- Silas Rondeau, ex-ministro
- Milton Lyra, lobista
- Jorge Luz, lobista
- S?rgio Machado, ex-presidente da Transpetro
- Jos? S?rgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras. Resposta de Jos? S?rgio Gabrielli: ? muito dif?cil defender-se, sem saber de que se ? acusado. O Direito Democr?tico ? claro de quem tem que provar a culpa ? o acusador. Agora, inverte-se este principio e quem tem que provar a inoc?ncia ? o acusado. Sempre estive e estarei a disposi??o da Justi?a para os esclarecimentos necess?rios e na busca de encontrar a verdade dos fatos. Acusa?es gen?ricas, disse que me disse, dizer que ouvi falar e outras formas de ila??o devem ser repudiadas.
- L?cio Bolonha Funaro, doleiro. O G1 entrou em contato e aguardava resposta at? a ?ltima atualiza??o desta reportagem.
- Alexandre Santos, ex-deputado (PMDB-RJ)
- Carlos Willian, ex-deputado (PTC-MG)
- Jo?o Magalh?es, ex-deputado (PMDB-MG)
- Nelson Bornier, prefeito de Nova Igua?u e ex-deputado (PMDB-RJ)
- Solange Almeida, ex-deputada (PMDB-RJ)