Piaui em Pauta

José Maria Marin é banido por toda vida pela Fifa após ser culpado por suborno.

Publicada em 15 de Abril de 2019 às 12h54


Uma decis?o em segunda inst?ncia no Comit? de ?tica da Fifa confirmou o banimento do ex-presidente da CBF Jos? Maria Marin de todas as atividades relacionadas ao futebol. A entidade informou sobre a sua decis?o em um comunicado nesta segunda-feira.

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O ex-dirigente foi banido toda a vida do de todas as atividades relacionadas ao futebol (administrativas, esportivas ou qualquer outra) em n?vel nacional e internacional. Al?m disso, a Fifa ainda aplicou uma multa no valor de 1 milh?o de francos su??os (o equivalente a R$ 3.855.471 milh?es).


Em 2015, Marin tinha sido banido de forma provis?ria, mas agora o Comit? julgou o m?rito da causa. A decis?o cabe recurso ? corte de apela?es da Fifa.

"A investiga??o sobre o senhor Marin revelou v?rios esquemas de suborno, em particular entre 2012 e 2015, na rela??o com seu papel em conceder contratos a empresas de m?dia e direitos de marketing de competi?es da Conmebol, Concacaf e CBF", diz parte do comunicado da Fifa.

Jos? Maria Marin foi condenado a quatro anos de pris?o em agosto de 2018 por crimes decorrentes do esc?ndalo de suborno que envolveu o esporte h? tr?s anos. A senten?a foi dada pela ju?za Pamela Chen, da Corte Federal do Brooklyn, em Nova York, EUA. Ele ter? ainda que pagar uma multa de U$ 1,2 milh?es e devolver U$ 3,3 milh?es.

Marin, de 86 anos, foi considerado culpado pelos crimes de organiza??o criminosa, fraude banc?ria e lavagem de dinheiro no per?odo em que foi presidente da Confedera??o Brasileira de Futebol, de 2012 a 2015.

Entenda o caso

A Promotoria, que o acusou de receber US$ 6,55 milh?es em subornos das empresas Torneos y Competencias, Full Play e Traffic em troca da concess?o de contratos para a transmiss?o por TV e marketing de competi?es como a Copa Am?rica e a Libertadores, havia solicitado uma pena de 10 anos de pris?o e o pagamento de multa de US$ 6,6 milh?es.

Envolvido no caso conhecido como 'Fifagate', Marin foi um dos dirigentes da Fifa detidos no dia 27 de maio de 2015 em um hotel de luxo de Zurique pela pol?cia da Su??a, a pedido da justi?a dos Estados Unidos.

Depois de passar cinco meses em uma pris?o su??a e ser extraditado aos Estados Unidos, pagou uma fian?a de US$ 15 milh?es e passou dois anos em pris?o domiciliar, em seu apartamento na luxuosa Trump Tower na Quinta Avenida de Nova York, de onde sa?a apenas duas vezes por semana para assistir a missa.

Dirigente preso em NY

Marin foi preso imediatamente em Nova York ap?s sua condena??o, anunciada em 22 de dezembro de 2017. Ap?s sete semanas de julgamento no tribunal do Brooklyn, um j?ri popular o considerou culpado de seis das sete acusa?es de associa??o criminosa, lavagem de dinheiro e fraude banc?ria por aceitar subornos ligados a contratos da Copa Libertadores e da Copa Am?rica.

Durante o julgamento, a defesa o apresentou como um idoso sem poderes, a quem a presid?ncia da Confedera??o Brasileira de Futebol (CBF) caiu no colo de surpresa em 2012, para preencher o espa?o deixado pela inesperada ren?ncia do at? ent?o poderoso Ricardo Teixeira.

E insistiu que, embora Marin fosse o presidente, n?o fazia nada sem Marco Polo Del Nero, com quem compartilhava os subornos.

Durante um jantar em 2014, Marin foi gravado falando sobre propinas por Jos? Hawilla, empres?rio tamb?m acusado que colaborava com a justi?a americana e que faleceu em maio deste ano.

No esc?ndalo conhecido como Fifagate, a justi?a americana acusou 42 pessoas e empresas de 92 crimes e de aceita??o de mais de 200 milh?es de d?lares em subornos.


Tags: José Maria Marin - Uma decisão em segun

Fonte: globo  |  Publicado por: Da Redação
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