
A ju?za da 2? Vara da Inf?ncia e da Juventude de Teresina, Maria Luiza de Moura Melo, enviou nesta quarta-feira (25) ? Defensoria P?blica o processo relacionado ao beb? de um m?s agredido a mordidas pelo pr?prio pai. A magistrada aguarda resposta do ?rg?o, que deve ocorrer em 24h, para decidir sobre a guarda da crian?a.
"O relat?rio do Conselho Tutelar n?o indica a necessidade da crian?a ir para um abrigo, mas deixa subjetivo que a m?e teria condi?es de cuidar do filho desde que n?o estaria mais com o companheiro [acusado pela agress?o] e mudou para casa dos av?s maternos do beb?. A entidade tamb?m aponta n?o ter ind?cios da participa??o da m?e no crime", revelou a ju?za.
Para a magistrada, o caso continua em aberto e por este motivo enviou o processo para Defensoria, que deve adicionar mais informa?es. Ela n?o descartou analisar se a m?e foi negligente ao afirmar, em depoimento, ter passado a noite bebendo com o companheiro at? apagar.
"Nesse apagou, quem cuidou da crian?a? Surgiu a vers?o da m?e ter sido dopada, mas quem confirma isso? Vamos aguardar a Defensoria para saber se outras informa?es ser?o acrescentadas ao processo. At? a alta da crian?a precisamos definir a quest?o da guarda", frisou Maria Lu?za.
Pai foi indiciado
A Pol?cia Civil concluiu na segunda-feira (23) o inqu?rito que investigou as agress?es a um beb?, que apresenta les?es por mordidas e teve o l?bio inferior completamente arrancado. O pai do beb? foi indiciado por quatro crimes: tentativa de homic?dio, amea?a, les?o corporal e difama??o. A crian?a permanece internada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital de Urg?ncia de Teresina (HUT), sem previs?o de alta.
Para a delegada Anamelka Cadena, titular do N?cleo de Feminic?dio do Piau?, n?o houve ind?cios, nas investiga?es, de que a m?e tenha sido conivente ou mesmo negligente com o filho. A pol?cia ainda aguarda resultado de um exame toxicol?gico que pode constatar se a m?e foi dopada pelo suspeito no dia do crime, o que refor?a a tese de que a m?e n?o tinha como ter impedido as agress?es.
A delegada destacou ainda que a mulher, em depoimento, informou sofrer agress?es e amea?as por parte do marido no dia do crime e, antes disso, durante anos. Ela n?o havia denunciado, segundo Anamelka, por medo do companheiro.
O principal suspeito est? preso preventivamente desde o dia 15, data em que as agress?es aconteceram, e quando a m?e levou o beb? ferido para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Promorar, Zona Sul de Teresina. O crime foi percebido por um policial militar, que fazia a seguran?a na unidade e desconfiou das les?es no corpo da v?tima.