
Foi adiado pela segunda vez nesta sexta-feira (28) o julgamento, no Tribunal do J?ri, de Igor Andrade de Sousa. O adiamento aconteceu porque um novo advogado assumiu a defesa de Igor. Ele ? acusado de homic?dio qualificado por participa??o na morte do cabo do BOPE Claudemir de Paula Sousa, assassinado no dia 6 de dezembro de 2016 quando sa?a de uma academia no bairro Saci, Zona Sul de Teresina.
De acordo com o advogado J?lio C?sar Magalh?es, os familiares de Igor decidiram mudar de advogado ap?s desentendimentos com o advogado anterior. Diante da mudan?a de ?ltima hora, ele disse n?o ter tido tempo de analisar o processo.
“A defesa foi solicitada pelos familiares no dia 26 [quarta-feira], infelizmente n?o houve tempo h?bil para a defesa elaborar uma defesa t?cnica especializada, para proteger o direito constitucional dele. S? sei o que os portais mostram, n?o tive sequer ainda acesso aos autos do processo”, declarou.
Diante disso, o juiz que presidia a audi?ncia, Ant?nio Reis Nolleto, decidiu adiar a audi?ncia pela segunda vez. Marcada inicialmente para o dia 17 de junho, o julgamento foi suspenso naquele dia porque o advogado de defesa apresentou atestado m?dico alegando problemas de sa?de.
O crime
Tanto a investiga??o da Pol?cia Civil, quanto o Minist?rio P?blico, apontam que os acusados Leonardo Ferreira Lima e Maria Ocionira Barbosa de Sousa encomendaram a morte da v?tima. A pol?cia disse ainda que os dois mantinham um relacionamento amoroso e eram parceiros em supostas fraudes ao INSS. A den?ncia aponta que Claudemir havia retornado havia menos de um m?s para Teresina, e pretendia reatar o namoro com Maria Ocionira, chegando, inclusive, a pedi-la em casamento.
A pe?a do MP defendeu que, temendo que a reaproxima??o de Claudemir prejudicasse sua rela??o amorosa e financeira, os acusados planejaram o homic?dio, ofereceram R$ 20 mil aos executores. A negocia??o foi intermediada pelo acusado Jos? Roberto Leal da Silva, conhecido como Beto Jamaica, que contatou Weslley Marlon Silva, Francisco Luan de Sena e Igor Andrade de Sousa para estabelecer os termos da contrata??o.
A investiga??o mostra que coube a Weslley Marlon Silva e a outro acusado, Fl?vio Willame da Silva, a tarefa de executar a v?tima. A den?ncia aponta ainda Tha?s Monait Neris de Oliveira, que, junto com Francisco Luan de Sena, serviram como “olheiros”, sendo que o segundo ficou respons?vel por transmitir um aviso aos dois atiradores quando a v?tima sa?sse da academia.
O MP afirma ainda que o casal acusado tinha marcado duas viagens, sendo uma para Natal (RN) no final de 2016 e outra para a Europa em janeiro de 2017. No mesmo dia do homic?dio, Maria Ocionira trocou mensagens com a m?e da v?tima, informando que se casaria com Claudemir em fevereiro deste ano. O representante do Minist?rio P?blico ressalta que tal atitude demonstra a frieza da acusada, que agiu de forma calculada.