Piaui em Pauta

Justiça concede prisão domiciliar a dono de pet shop suspeito de traficar sedativo usado como droga

Publicada em 28 de Novembro de 2023 às 09h39


?A 2? Vara de Entorpecentes do Distrito Federal converteu em domiciliar a pris?o preventiva do empres?rio Jos? Raimundo de Oliveira. Ele foi preso suspeito de traficar o sedativo Cetamina, usado para fabricar a droga conhecida como Keyla, para traficantes em Bras?lia.

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Na decis?o do dia 17 de novembro, o juiz Tiago Pinto de Oliveira acatou o pedido da defesa do empres?rio, que comprovou que ele ? portador de doen?a grave consistente em aneurisma e segmento descendente da aorta tor?cica, o que demanda cuidados especiais.

O magistrado aplicou ao investigado a medida cautelar de comparecimento peri?dico em ju?zo, mensalmente, para informar e justificar atividades, bem como para atualizar seu endere?o.

No dia 8 de novembro, a Pol?cia Civil do Distrito Federal deflagrou uma opera??o contra um grupo suspeito de traficar cetamina entre o Distrito Federal e o Piau?. Duas pessoas em Teresina e Bras?lia foram presas.

Um dos presos foi o empres?rio Jos? Raimundo de Oliveira, dono de um pet shop e loja de produtos agro-veterin?rios em Teresina, que atuava com os dois filhos.

Como parte da investiga??o, a Pol?cia Civil apreendeu uma carga de sedativos na casa dos filhos do empres?rio. Foram cumpridos na capital piauiense quatro mandados de busca e apreens?o.

A droga apreendida foi a cetamina, quetamina ou ketamina, tamb?m conhecida como Special K, que ? utilizada para al?vio da dor e seda??o em cirurgias - de humanos e, mais comumente, de animais -, mas algumas pessoas utilizam como droga recreativa porque a medica??o tem poder alucin?geno. O medicamento ? comumente utilizado em raves.


Rota da droga
Conforme as investiga?es, a obten??o da droga acontecia por meio de compra realizada pelo pet shop em Teresina, sob a justificativa de uso do medicamento para animais. Ele usava os CNPJs para adquirir a subst?ncia na ind?stria.

O empres?rio administrava a empresa com a ajuda dos dois filhos, os quais tamb?m eram respons?veis pela empresa, sendo um deles veterin?rio e o outro gerente. Ambos os filhos tamb?m s?o investigados pela PCDF.

Segundo a Pol?cia Civil do Piau?, o fornecimento da empresa teresinense j? estava conhecido entre outros traficantes compradores.

A empresa da fam?lia, segundo a pol?cia, enviava a droga para o DF por meio de empresas interestaduais de ?nibus que fazem esse trajeto que leva, em m?dia, um dia e meio para o desembarque na rodovi?ria interestadual do Plano Piloto.

“Quando a carga chegava, um funcion?rio da empresa de ?nibus comunicava o l?der do grupo que mandava um outro comparsa pegar a encomenda, que sempre era acompanhada de nota fiscal falsa que indicava a remessa de outros produtos para ludibriar uma eventual fiscaliza??o”, explicou o delegado da PCDF, Erick Sallum.

Fornecedor substituto
As investiga?es confirmaram que al?m do fornecedor de Teresina, o l?der possu?a um substituto em Alex?nia, tamb?m propriet?rio de loja de produtos veterin?rios. Quando havia dificuldade de remessas de Teresina, a solu??o era adquirir com o fornecedor mais pr?ximo. J? no DF, a droga era estocada no flat do l?der, em ?guas Claras, para a revenda a usu?rios finais e diversos outros pequenos traficantes.


Segundo o delegado, o l?der do esquema criminoso j? possu?a extensa ficha criminal, por?m n?o havia sido preso nos ?ltimos dez anos por conta de arquivamentos, prescri?es e extin?es de punibilidade.

“Esse criminoso possu?a um ve?culo Mercedes Benz, modelo C 180, bem como im?veis em nomes de terceiros para ocultar seu patrim?nio. Tamb?m gostava de ostentar nas redes sociais, onde se apresentava em baladas e viagens ao exterior, sendo bastante conhecido pelo seu pseud?nimo”, contou Sallum.
Tags: Justiça concede - A 2ª Vara

Fonte: globo  |  Publicado por: Da Redação
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