Piaui em Pauta

Justiça do PI nega liberdade para três acusados pela morte de PM do Bope.

Publicada em 26 de Janeiro de 2017 às 16h51


A Justi?a do Piau? negou pedido de revoga??o de pris?o preventiva para tr?s, dos oito, acusados pela morte do policial militar Claudemir Sousa, assassinado com oito tiros quando saia de uma academia na Zona Sul de Teresina, crime ocorrido no dia 6 de dezembro do ano passado. A decis?o do juiz Thiago Aleluia Ferreira foi publicada no acompanhamento processual eletr?nico do dia 24 de janeiro.

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Nos autos, os advogados de Jos? Roberto Leal da Silva (apontado pela Pol?cia Civil como intermedi?rio para a contrata??o dos atiradores), Igor Andrade Sousa e Weslley Marlon Silva (ambos acusados de terem negociado o homic?dio) alegaram que seus clientes t?m bons antecedentes, resid?ncia fixa, ocupa??o l?cita, dentre outros argumentos, para pedir liberdade para os suspeitos.

Em sua decis?o, o juiz Thiago Aleluia foi de encontro aos argumentos dos defensores. “Existem s?rios ind?cios de que os autuados, caso postos em liberdade, possam voltar a cometer outros delitos, posto que, considerando a consulta no sistema themis web percebe-se que Igor Andrade de Sousa e Weslley Marlon Silva respondem a outros procedimentos criminais em Varas da Comarca de Teresina/PI, induzindo-se assim uma inclina??o dos autuados para o cometimento de crimes, bem como o desprezo ao estado de direito, a ensejar a ideia segundo a qual uma vez solto voltar? a delinquir”, escreveu em trecho do documento.
O G1 tentou contato com os advogados dos tr?s suspeitos, mas ningu?m foi encontrado para comentar a decis?o.

Em sua manifesta??o, o Minist?rio P?blico do Piau? deu parecer negativo para a revoga??o da pris?o de Jos? Roberto Leal da Silva. Para o MP, a liberdade para o indiciado representaria perigo para o transcorrer do processo.

Al?m dos tr?s citados, outras cinco pessoas foram denunciadas pelo MP pelo assassinato de Claudemir. Tanto a investiga??o da Pol?cia Civil, quanto o Minist?rio P?blico apontam que os acusados Leonardo Ferreira Lima e Maria Ocionira Barbosa de Sousa, que mantinham um relacionamento amoroso e eram parceiros em supostas fraudes ao INSS, encomendaram a morte da v?tima. A den?ncia aponta que Claudemir havia retornado h? menos de um m?s para Teresina, e tencionava reatar o namoro com Maria Ocionira, chegando, inclusive, a pedi-la em casamento.

A pe?a do MP defende que, temendo que a reaproxima??o prejudicasse sua rela??o amorosa e financeira, os acusados planejaram o homic?dio, ofereceram R$ 20 mil aos executores. A negocia??o foi intermediada pelo acusado Jos? Roberto Leal da Silva, conhecido como Beto Jamaica, que contatou Weslley Marlon Silva, Francisco Luan de Sena e Igor Andrade de Sousa para estabelecer os termos da contrata??o.
A investiga??o mostra tamb?m que coube a Weslley Marlon Silva e a outro acusado, Fl?vio Willame da Silva, a tarefa de executar a v?tima. A den?ncia aponta ainda Tha?s Monait Neris de Oliveira, que, junto com Francisco Luan de Sena, serviram como “olheiros”.
Tags: Justiça do PI nega - A Justiça do Piauí

Fonte: globo  |  Publicado por: Claudete Miranda
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