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Justiça torna preventiva prisão de 2 suspeitos de integrar grupo que invadiu celulares de autoridade

Publicada em 28 de Setembro de 2019 às 21h00


A 10? Vara de Justi?a Federal converteu neste s?bado (28) de tempor?rias para preventivas as pris?es de dois dos seis suspeitos de participa??o no esquema de invas?o de celulares de autoridades. Thiago Eliezer Martins dos Santos e Luiz Moli??o, presos pela Pol?cia Federal no ?ltimo dia 19, estavam presos temporariamente.

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Segundo as investiga?es, os dois s?o integrantes do grupo que interceptou os celulares de procuradores da Lava Jato e autoridades como o ministro da Justi?a e Seguran?a P?blica, Sergio Moro. Os detalhes da investiga??o est?o sob sigilo e, por isso, n?o se sabe efetivamente o papel desempenhado pelos dois no esquema investigado.

A audi?ncia de cust?dia dos dois presos est? marcada para a pr?xima segunda-feira (30).

As pris?es tempor?rias t?m prazo de cinco dias, prorrog?veis por igual per?odo. Na ?ltima segunda-feira (23), a Justi?a j? havia atendido a pedido da Pol?cia Federal para renovar as pris?es tempor?rias dos suspeitos, que venceriam neste s?bado. J? a pris?o preventiva n?o tem prazo para ser encerrada.

Al?m das pris?es, a segunda fase da Opera??o Spoofing tamb?m cumpriu quatro mandados de busca e apreens?o em Bras?lia, Sert?ozinho (SP) e em S?o Paulo, com a participa??o de 30 policiais federais.

A primeira etapa da opera??o foi deflagrada em julho, ap?s o site The Intercept divulgar trocas de mensagens entre procuradores da Lava Jato e o ent?o juiz Sergio Moro. Na ocasi?o, quatro suspeitos foram presos.

Investigados mantidos na pris?o
Todos os quatro alvos da primeira etapa da opera??o continuam presos em Bras?lia, ap?s a pris?o tempor?ria ser convertida em preventiva, sem prazo para acabar.

Um dos presos, Walter Delgatti Neto, assumiu ter sido o respons?vel por interceptar o celular de Moro. Em depoimento, ele contou como acessou o Telegam — aplicativo de troca de mensagens —do procurador chefe da Lava Jato, Deltan Dallagnol, e de outros procuradores.

No depoimento, Delgatti Neto:

revelou que a ex-deputada federal Manuela D'?vila (PCdoB-RS) foi a intermedi?ria entre ele e o jornalista Glenn Greenwald, do Intercept, que come?ou a publicar o conte?do das mensagens em 9 de junho;
disse que n?o recebeu nenhum dinheiro em troca do di?logo;
disse que sempre se comunicou com Glenn Greenwald de maneira virtual, sem revelar a pr?pria identidade.
De acordo com o Juiz que autorizou a pris?o dos quatro suspeitos na primeira etapa da opera??o, Vallisney de Oliveira, da 10? Vara da Justi?a Federal de Bras?lia, as investiga?es apontaram que:

os supostos hackers tiveram acesso ao c?digo enviado pelos servidores do aplicativo Telegram para o celular de Moro e dos outros alvos para abrir a vers?o do aplicativo no navegador de um computador, e n?o no celular.
depois, fizeram liga?es para o n?mero de telefone da v?tima, "a fim de que a linha fique ocupada e a liga??o contendo o c?digo de ativa??o do servi?o Telegram Web seja direcionada para a caixa postal da v?tima”.

Tags: Justiça torna preven - A 10ª Vara de Justiç

Fonte: Globo  |  Publicado por: Da Redação
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