
Manifestantes e integrantes de movimentos sociais fizeram um ato contra o impeachment e de apoio ? presidente Dilma Rousseff (PT), desde a tarde at? o fim da noite desta quinta-feira (31), no Largo da Carioca, no Centro do Rio de Janeiro (veja a cobertura dos protestos pelo Brasil)
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O artista Chico Buarque surpreendeu ao subir ao palco, ganhou uma rosa vermelha do p?blico e foi muito aplaudido ap?s um curto discurso, em que pediu a "defesa intransigente da democracia".
“No palanque e na pra?a tem gente da minha gera??o, que viveu o 31 de mar?o de 1964 [data do Golpe Militar]. Mas, tem sobretudo uma imensa juventude que n?o era nem nascida, mas conhece a hist?ria do Brasil. Estou aqui para agradecer a voc?s que me animam a acreditar que n?o, de novo, n?o, n?o vai ter golpe”, disse o cantor, compositor e escritor, sendo ovacionado (veja no v?deo abaixo).
A atriz Luisa Arraes e o m?sico Arthur Maia, entre outros artistas, tamb?m foram ao Largo da Carioca. Segundo os organizadores, 80 mil pessoas acompanharam. A Pol?cia Militar n?o divulga estimativa de p?blico.
A concentra??o come?ou por volta das 15h30 e os shows foram iniciados por volta das 18h30. Os discursos acabaram pouco antes das 22h – as apresenta?es musicais continuaram, para um p?blico j? bem menor.
Os manifestantes diziam que a cassa??o do mandato de Dilma configura um ataque ? democracia. Faixas tamb?m manifestaram apoio ao ex-presidente Lula e criticaram o presidente da C?mara, Eduardo Cunha, e o juiz da Lava Jato, S?rgio Moro.
Convocado pela Frente Brasil Popular, o ato teve a presen?a de centrais sindicais como a Central ?nica dos Trabalhadores (CUT), movimentos estudantis, sociais e de minorias, como negros e LGBT. Partidos como PT, PC do B, PCO, PSTU e PSOL tamb?m est?o representados.
Com batucadas e coros no ritmo do funk, os manifestantes pediram a sa?da de Cunha da presid?ncia da C?mara e festejaram o desembarque do PMDB do governo.
Moro foi acusado por alguns de provocar recess?o e desemprego ao punir empresas envolvidas no esquema da Lava Jato. As conquistas sociais dos governos petistas tamb?m foram ressaltadas pelos manifestantes.
Um minuto de sil?ncio foi respeitado, segundo os oradores, "em mem?ria dos companheiros mortos pela ditadura", que iniciada exatos 52 anos atr?s, em 31 de mar?o de 1964.
Presente ao protesto, o petista Godofredo Pinto, ex-prefeito de Niter?i, disse que o impeachment ? imprevis?vel.
"Quem disser que sabe o que vem por a? est? chutando. Ningu?m sabe o que ainda vir? da Lava Jato. Certamente muitos ainda ser?o citados em dela?es, inclusive gente da oposi??o", afirmou ele, que presidiu o PT no Rio por 12 anos e hoje, aos 72, diz n?o querer saber mais de disputar elei?es: "Agora s? quero cuidar d?s netos".