?Quando tr?s integrantes da Comiss?o de Processo Administrativo criada pelo MEC chegaram a Teresina - para apurar den?ncias de irregularidades de licita??o, persegui??o a professores e servidores que fizeram den?ncias ou contrariaram decis?es da atual dire??o, fraudes em concurso p?blico e ind?cios de enriquecimento il?cito -, inauguraram uma pr?tica nos 40 anos de Universidade Federal do Piau? (UFPI): uma devassa nos gastos e procedimentos da institui??o.
As investiga?es apuram irregularidades na aplica??o de cerca de R$ 100 milh?es na UFPI, uma institui??o com 22.024 alunos (21.638 de gradua??o e 1.386 de p?s-gradua??o), 1.468 professores e 1.141 t?cnicos.
Uma das principais investiga?es ? sobre fracionamento e direcionamento das licita?es. Empresas que deveriam realizar obras informaram, durante inqu?rito aberto na Pol?cia Federal, que n?o tinham sido contratadas, indicando que as notas fiscais e os processos de presta??o de contas foram fraudados.
O MEC est? investigando o mau uso da funda??o de apoio ? UFPI, a Fadex (Funda??o de Apoio a Pesquisa, Ensino e Extens?o), para contra??o e realiza??o de obras de engenharia, o que ? ilegal. A contrata??o da Fadex para a realiza??o de obras e outros servi?os se estendeu tanto, que o juiz da 2? Vara Federal no Piau?, M?rcio Braga, determinou que a UFPI n?o assinasse mais conv?nios com a funda??o de apoio, no que ainda n?o foi obedecido.
- ? um verdadeiro caos institucional. A atual administra??o da universidade n?o tem cumprido a lei - diz o presidente da Associa??o dos Docentes da Universidade Federal do Piau? (Adufpi), M?rio ?ngelo.
Reitor da UFPI nega irregularidades em sua gest?o
O reitor da Universidade Federal do Piau? (UFPI), Luiz de Sousa Santos J?nior, negou irregularidades em sua gest?o e disse que as den?ncias s?o ila?es dos opositores, com motiva?es pol?ticas: "A ?nica pretens?o dos denunciantes ? criar embara?os para a administra??o, quando apresentam diversas den?ncias motivadas exclusivamente por sentimento pol?tico", afirmou, em nota.
Segundo o reitor, que estava em viagem na quinta e na sexta-feira e n?o respondeu a todos os questionamentos do GLOBO, a universidade cumpre determina??o judicial de n?o celebrar acordos com a Fadex, sua funda??o de apoio, em algumas hip?teses. Por?m, a senten?a n?o impede "a celebra??o em outros casos, legalmente permitidos". N?o h? ainda, conforme Santos J?nior, posicionamento na Justi?a sobre suposto descumprimento da ordem, alegado pelo Minist?rio P?blico Federal.
O reitor explicou que o processo no qual ? acusado de abuso de cart?es corporativos est? em fase de "ju?zo de admissibilidade". "N?o houve desvio de valores nem m?-f?, atestado pela pr?pria Controladoria Geral da Uni?o (CGU)", sustentou.
A nota diz que a investiga??o sobre a participa??o de empresa do ex-coordenador de Comunica??o da UFPI em licita??o da universidade est? sendo apurada pela universidade, por meio de processo disciplinar, e pela Pol?cia Federal, sendo necess?rio aguardar resultados para eventuais medidas judiciais e administrativas. E que, seguindo recomenda??o da Procuradoria da UFPI, ser? nomeada comiss?o para tocar tamb?m processo disciplinar sobre condutas do pr?-reitor de Pesquisa, Saulo Brand?o, acusado de favorecimento ? frente da comiss?o que cuidava do vestibular.
Santos J?nior ressaltou que a Fadex tem personalidade jur?dica pr?pria e presta relevantes servi?os ? comunidade universit?ria. Ele negou acusa?es de favorecimento a uma de suas filhas com bolsas, exigindo "apresenta??o de provas que confirmem a leviana acusa??o". O reitor disse que a iniciativa de homenagear uma professora viva, dando seu nome a um pr?dio, foi da coordenadora do curso de Farm?cia, que justificou sua atitude num memorando.