O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Estado do Piau? (Hemopi) sofre diariamente com o estoque de sangue que quase sempre est? em baixa. Menos de 1% da popula??o piauiense doa sangue com regularidade, mesmo com as in?meras campanhas que s?o realizadas de Hemopi. Por dia o Hemopi recebe cerca de 160 doadores quando o ideal seria o dobro, al?m disso, ele ? o respons?vel pelo atendimento em todos os munic?pios do Piau?.
A maior demanda do estoque de sangue ? para pacientes oncol?gicos que precisam de plaquetas, um componente do sangue, o tempo todo. “No estoque di?rio n?s temos a informa??o da necessidade dos pacientes oncol?gico, que geralmente precisam das plaquetas, que ? um hemocomponente do sangue, que s? dura de tr?s a cinco dias. Ent?o, por isso, precisamos de doadores fidelizados que doem no m?nimo duas vezes por ano”, explicou Hort?ncia Rocha, Supervisora de Coleta Externa do Hemopi.
A pedagoga Josineide Carvalho cuida de uma amiga que faz tratamento contra leucemia, por conta da quimioterapia ela precisa de no m?nimo seis bolsa de plaquetas por dia. “Normalmente tem que ser 150 mil plaquetas e a dela est? em 3 mil e o por isso ela tem sangramento e precisa muito dessas doa?es. O sangue dele ? o O negativo um tipo raro que geralmente ? fornecido pelo Hemopi atrav?s do banco de doadores”, contou Josineide.
A falta de sangue nos bancos p?blicos ? uma das principais preocupa?es da Rede Feminina de Combate ao C?ncer. A institui??o oferece ajuda no tratamento da doen?a para crian?as e adultos recorre a campanhas volunt?rias quando h? necessidade. “Pedimos que as pessoas de boa vontade que estejam em condi?es de doa??o se encaminhem at? o Hemopi para fazer a doa??o, pois a nossas crian?as precisam muito dessa ajuda, temos crian?as que precisam todos os dias”, relatou a volunt?ria Ros?lia Sousa.
A vida de pacientes que precisam de sangue vai se mantendo atrav?s da solidariedade do outro. “Todo mundo pode precisar de sangue, eu mesmo j? precisei, e agora eu estou ajudando outras pessoas. A f? sem a??o ela ? morta, por isso precisamos de atitude”, desabafou a fisioterapeuta Rafaela Luchese.