Piaui em Pauta

Mensagem 2014: Confira na íntegra o discurso do governador Wilson Martins

Publicada em 03 de Fevereiro de 2014 às 11h03


  												Leitura da mensagem 2014 na Assembleia						 (Foto:Vanessa Mendonça)					Leitura da mensagem 2014 na Assembleia (Foto:Vanessa Mendonça)

Minhas Senhoras, Meus Senhores.

Queria come?ar esta minha ?ltima Mensagem ? Assembleia Legislativa recorrendo a uma imagem: a imagem da Rafaela, essa garotinha linda que estampa a capa desta mensagem. Esta garotinha linda que est? aqui, e traduz t?o bem a realidade que vivemos e a expectativa que o Piau? nos inspira para o futuro.

Quando olho para a Rafaela, n?o posso deixar de prestar aten??o em seu olhar firme, em seu sorriso confiante. Quando falo com a Rafaela, vejo que ? uma menina sintonizada no tempo, antenada com o que h? de novo e inovador, apesar da pouca idade. Creio que a Rafaela ? a cara do Piau? de hoje: firme, confiante, sintonizado com os novos tempos. Um Piau? risonho, porque sabe que pode mais. Bem mais.

O que me deixa mais feliz ? que esse Piau? confiante e transformado n?o ? um caso isolado. Est? a?, em toda parte.

H? uma hist?ria que posso contar para mostrar esse Novo Piau?.

Ao chegar em Concei??o do Canind?, no ano passado, tomei conhecimento da hist?ria do senhor Jo?o Alves de Sousa, um sertanejo de 40 anos e pele curtida pelo tempo e a labuta. Ele tinha o que contar de sua vida, que passava por modifica?es profundas. Anos a fio, “Seu” Jo?o viveu da ro?a. E, nos per?odos de seca, escapava vendendo os poucos peixes que pescava artesanalmente na barragem Pedra Redonda. Naquela situa??o, o dinheiro era curto e a dificuldade para manter a fam?lia era enorme.

O que Seu Jo?o Alves pode contar ? que sua vida mudou.

Hoje, ele ? um dos integrantes do projeto de piscicultura criado pelo Governo. O que pesca d? para comer e tamb?m para vender. E, mesmo com a seca brutal que assolou nosso estado nos ?ltimos anos, a cada final de m?s ele faz um sal?rio que permite comprar o que antes faltava na mesa.

A hist?ria de seu Jo?o ? apenas uma entre milhares de piauienses que mudaram de vida, conquistando um novo lugar na sociedade. S?o pessoas que traduzem o Novo Piau? que est? acontecendo: um estado que cresce acima da m?dia, que mais inclui pessoas, que ? o menos violento do pa?s, que tem as melhores estradas, que leva sa?de de qualidade para toda parte e melhora a educa??o como nenhum outro estado brasileiro.

Esse Novo Piau? n?o ? fruto do acaso: ? resultado do trabalho, o trabalho do Governo e de cada piauiense.

Nestes ?ltimos tr?s anos, o Piau? vem se destacando em praticamente todas as ?reas.

O crescimento econ?mico ? um importante indicador, porque sem ele n?o se pode alcan?ar o desenvolvimento social. O ?ltimo PIB, divulgado pelo IBGE em novembro, mostra que enquanto o Brasil cresceu apenas 2,7%, o Piau? cresceu 6,1% - quase duas vezes e meia a m?dia nacional. E as estimativas indicam que encerramos o ano de 2013 com um PIB de R$ 30 bilh?es. Isso quer dizer que crescemos R$ 8 bilh?es em apenas tr?s anos – uma evolu??o nominal de 36%.

H? um outro dado absolutamente revelador das transforma?es: a pobreza extrema, que no final de 2010 alcan?ava 22% dos piauienses, hoje est? abaixo de 5%. Ou seja, inclu?mos quase 600 mil pessoas em apenas tr?s anos.

Esta ? a ess?ncia do trabalho do Governo: fazer o Piau? crescer incluindo pessoas. Isto ?: crescer e permitir que o fruto desse desenvolvimento chegue ao maior n?mero poss?vel de piauienses, reduzindo as desigualdades e levando qualidade de vida, dignidade e cidadania a mais e mais pessoas. E por isso reafirmo, pleno de convic??o: um Novo Piau? est? acontecendo.

Tanto avan?o n?o acontece por acaso. E, dentro do Governo, come?a com um novo jeito de administrar, com planejamento, defini??o e controle de metas; com a qualifica??o dos servi?os p?blicos e investimento em a?es estrat?gicas.

No planejamento, desde cedo definimos prioridades, visando construir um Piau? economicamente mais forte e socialmente mais justo. Neste aspecto, n?o nos contentamos em fazer um plano para os quatro anos de Governo. Por isso estamos elaborando o Plano de Desenvolvimento Econ?mico, a ser conclu?do ainda neste semestre, e que desenha os passos fundamentais para o Piau? nos pr?ximos 40 anos. Este plano nasce da certeza de que um governante n?o pode enxergar apenas seu mandato, porque um Estado ? muito maior que um Governo.

Outro aspecto fundamental nesse jeito diferente de governar ? o aperfei?oamento e controle da gest?o: Elegemos metas, definimos as condi?es para que sejam realizadas e promovemos o monitoramento rigoroso na execu??o. Com isso, agilizamos a concretiza??o da meta e tamb?m otimizamos os recursos p?blicos. ? a ideia de fazer mais com menos, ? qual me referi no meu discurso de posse, em janeiro de 2011.

O cuidado com a gest?o vem da convic??o de que a administra??o ? uma atividade-meio absolutamente fundamental, condi??o necess?ria para que os fins planejados sejam alcan?ados com mais rapidez e efici?ncia. Da?, tivemos uma aten??o muito especial com a m?quina administrativa, e mais ainda com a figura central desse processo – o servidor.

Na administra??o privada, costuma-se dizer que “o valor das empresas se confunde com o valor das pessoas que as constituem”. Podemos dizer o mesmo de um governo, que ser? muito mais valioso, muito mais eficiente quanto mais valorizado e reconhecido seja o servidor que o faz funcionar. Por isso, desenvolvemos o maior programa de valoriza??o do funcionalismo, melhorando as condi?es de trabalho e garantindo remunera??o digna. Foram 17 atos normativos (entre leis e decretos) e 6 planos de cargos e sal?rios, cobrindo mais de 90% dos servidores estaduais.

Os setores de educa??o, sa?de e seguran?a s?o especialmente reveladores desse avan?o, ?nico na hist?ria do Piau?. Com os policiais militares, alcan?amos um acordo que assegura at? 111% de reajuste salarial em quatro anos. Os policiais civis ganharam aumento, um reconhecimento ao importante trabalho que realizam. Convocamos os aprovados e todos os classificados para a PM e tamb?m para delegado. Nunca em nossa hist?ria houve tantas promo?es: mais de mil soldados se capacitaram e viraram Cabo.

Na sa?de, realizamos o maior concurso p?blico de todos os tempos. E tornamos realidade um sonho acalentado h? muito por m?dicos e n?o-m?dicos, na mais ampla cobertura para a ?rea.

Na educa??o, o Piau? estabeleceu um piso salarial para os professores que ? quase16% acima do piso nacional: o Piso Nacional ? de R$ 1.697,37 e o nosso piso ? de R$ 1.965,99. Isto faz do Piau? o 4? maior sal?rio de professor da rede p?blica estadual no Brasil.

Tamb?m investimos na qualifica??o do servidor, oferecendo forma??o e aperfei?oamento. E investindo na meritocracia, onde o concurso ? o instrumento mais seguro e democr?tico. Em tr?s anos, foram nomeados 3.140 novos servidores concursados. Somente na sa?de e educa??o foram 1.261 - o maior n?mero em toda a hist?ria dessas duas secretarias.

Mas ? especialmente relevante o caso da Universidade Estadual do Piau?, a nossa Uespi, com a incorpora??o de mais de 650 servidores, entre professores e t?cnicos administrativos. A contrata??o de mais de 300 novos docentes para a Uespi produziu dois efeitos importantes. Primeiro, a Estadual passou a contar com mais professores efetivos que tempor?rios, marcando uma nova ?poca na institui??o. Al?m disso, as contrata?es resultaram em melhor titula??o docente, j? que levaram ? incorpora??o, logo na primeira convoca??o de concursados, de 35 doutores, 133 mestres e 31 especialistas. Na pr?tica, elevamos a qualidade do ensino e fortalecendo a voca??o para a pesquisa.

Estamos fazendo o Estado mais eficiente, o que se reflete na vida de todos. Por isso pudemos enfrentar quedas nos repasses constitucionais, em especial do Fundo de Participa??o dos Estados. Em 2013, pela primeira vez na hist?ria, as receitas pr?prias do Estado foram maiores que os repasses do FPE: nossas receitas somaram R$ 2,97 bilh?es, contra R$ 2,87 bilh?es do FPE. Isto ? poss?vel porque temos uma gest?o fiscal mais eficiente, que permitiu que em tr?s anos elev?ssemos nossa Receita Corrente L?quida em quase 1,3 bilh?o.Em 2013, nossa Receita Corrente chegou a R$ 5,8 bilh?es. ? uma mudan?a com implica?es importantes, porque nos d? mais autonomia para planejar e realizar obras fundamentais para o crescimento de nosso estado.

Outro dado revelador: o Piau? foi destaque na m?dia nacional como um dos poucos estados em situa??o financeira equilibrada. Esta ? tamb?m uma situa??o nova em nossa hist?ria, deixando no passado aqueles rankings em que o Piau? sempre figurava na parte negativa das estat?sticas.

Com tudo isso, passamos a ter maiores possibilidades de planejar investimentos estrat?gicos sem depender do pires na m?o. Ano passado, aumentamos em mais de 60% os investimentos realizados pelo Estado. ? simb?lico lembrar que conseguimos superar a barreira de R$ 1 bilh?o em investimentos. O valor exato: R$ 1,123 bilh?o em investimentos, em boa medida recursos do Tesouro Estadual.

As obras de mobilidade urbana em Teresina, por exemplo, s?o basicamente com recursos pr?prios – excluindo-se a expans?o do metr?. Foi com recursos pr?prios que fizemos a ponte do Mocambinho, assim como estamos fazendo a Ponte do Meio na Frei Serafim e uma nova no Ilhotas, ao lado da Wall Ferraz. Da mesma forma acontece com o nosso Rodoanel, a duplica??o das BRs 343 e 316, o viaduto da Miguel Rosana sa?da Sul, e o prolongamento da Av. Bar?o de Castelo Branco at? a BR 343, ? altura do bal?o de acesso ao Morada Nova.

Com recursos do estado vamos fazer o asfaltamento do Mocambinho, e continuar o asfaltamento da Vila Irm? Dulce, Dirceu e a Santa B?rbara.

Quero dizer que esse trabalho se espalha por todo o Estado.

As obras de mobilidade urbana, sempre com recursos do Tesouro Estadual, est?o chegando a quase 100 cidades do interior, modificando e modernizando o perfil urbano de nossas cidades. Ilustram bem esse trabalho as diversas interven?es em Picos, e os rodoan?is de Parna?ba, Canto do Buriti, Jos? de Freitas, Barras, Esperantina, Monsenhor Gil, Regenera??o, Bom Jesus, Uni?o, Inhuma e Uru?u? (estes quatro ?ltimos j? entregues ? popula??o). Tamb?m estamos fazendo a pavimenta??o asf?ltica em mais 31 zonas urbanas do interior. Com isso, estamos resgatando d?cadas de descuido nesse campo da mobilidade urbana, e fazendo os munic?pios piauienses se reencontrarem com os novos tempos e com o potencial que cada um tem a desenvolver.

S?o muitas a?es que estamos realizando, fortalecendo as voca?es do Piau? para que as potencialidades que sempre estiveram a? se transformem em realidade palp?vel, ao alcance de todos. Para isso, investimos fortemente na amplia??o da infraestrutura produtiva, onde o setor rodovi?rio ? especialmente destacado. At? o fim de 2014 teremos mais de 4.000 quil?metros de estradas asfaltadas, sempre com a determina??o de optar por revestimento duplo ou superior (do tipo CBUQ ou AAUQ). Essa op??o ? a garantia de mais seguran?a para quem trafega e mais durabilidade para nossas rodovias.

Hoje, o Piau? inteiro conta com boas estradas, acabando com imagens tristes como a chamada “estrada da lama”, como ficou conhecido o trecho Sebasti?o Leal-Bertol?nia, tantos e tantos anos entregue ? falta de a??o governamental. Pois hoje a “estrada da lama” ? um tapete. Mas o que est? ficando definitivamente no passado ? o lamento – mais que justificado, diga-se – dos moradores e produtores dos Cerrados.

A raz?o ? simples: estamos fazendo os dois trechos mais esperados pelos moradores dos Cerrados piauienses – a Transcerrados e a liga??o Gilbu?s-Santa Filomena. Com essas rodovias, a regi?o estar? atendida em todas as suas demandas de transportes necess?rias para que o desenvolvimento do Extremo Sul piauiense se d? em ritmo mais intenso. E que com isso possa atrair novos empreendimentos que tragam mais resultados para o Piau? e nossa gente.

Os Cerrados ganham outros acessos. O acesso em Uru?u?, atrav?s da Perimetral Sul, com 135 quil?metros, rompendo a Ladeira da Pratinha. O asfaltamento do acesso ? Serra do Quilombo, em Bom Jesus, rumo ? Transcerrados; .E ainda as liga?es constru?das em Ribeiro Gon?alves e em Col?nia do Gurgu?ia.

Com todas essas a?es, os novos empreendimentos est?o chegando.

No entorno dos Cerrados estamos viabilizando um polo produtor de prote?na animal, que se vale do pr?prio plantio de gr?os para verticalizar a produ??o, incluindo a cria??o de frangos e a instala??o de frigor?ficos. Ali, est?o se instalando empresas como Terracal, Tomazzini e a unidade industrial da Canel, num investimento de R$ 2,5 bilh?es. Ind?strias de transforma??o buscam especialmente a grande Teresina. Na ?rea mineral, a Bemisa vai investir R$ 3,4 bilh?es na explora??o do ferro. O setor de g?s e petr?leo projeta um investimento superior a R$ 8 bilh?es. E n?o ? coisa para um futuro a perder de vista. ? para agora, como mostram as m?quinas que come?am a funcionar na regi?o de Floriano.

Tem mais investimento, como na ?rea de energia limpa, com grandes projetos no litoral e na regi?o da Chapada do Araripe, nas cidades de Caldeir?o Grande, Marcol?ndia, Padre Marcos, Sim?es, Curral Novo, Bet?nia, Queimada Nova, Lagoa do Barro e S?o Jo?o. At? 2016, esses projetos v?o incrementar mais de 2.000 MW de energia limpa, em um investimento de R$ 8,5 bilh?es.

A ZPE se torna realidade e atrai o interesse de investidores vocacionados para a exporta??o. O porto de Lu?s Correia, fundamental para a ZPE, ganhou um novo projeto, totalmente redimensionado, ampliado e capaz de atender ?s ambi?es que alimentamos para o futuro. O setor de turismo atrai novos investimentos, bem como a ?rea de servi?os especializados como sa?de, educa??o e eventos. No ano passado, foram criadas mais de 15 mil novas empresas no estado, um ?ndice que revela a vontade do piauiense de crescer e aproveitar as oportunidades cada vez mais amplas.

Como instrumento de transforma??o, apostamos no empreendedorismo, e n?o apenas para segmentos de m?dio ou grande porte. Desenvolvemos a vis?o empreendedora tamb?m junto aos pequenos produtores, at? por entender que a inclus?o produtiva ? o caminho mais consistente e duradouro para transforma??o da vida das pessoas. Nesse sentido, tivemos especial aten??o com o desenvolvimento rural, tanto nessa vertente da inclus?o produtiva como para dar condi?es aos piauienses no enfrentamento ? seca e suas consequ?ncias.

Em tr?s anos, j? entregamos 185 barragens de acumula??o, que se somam a outras 135 em execu??o. Tamb?m constru?mos cerca de 2.500 quil?metros de adutoras. Vale ressaltar Po?os de Marru?, Piaus I e II, Nova Variante do Garrincho, Adutora do Sudeste e Padre Lira, que se somam ?s pequenas adutoras distribu?das em v?rios munic?pios do Semi?rido. Em a??o com a Codevasf, inclu?mos o Piau? no projeto de Transposi??o do Rio S?o Francisco.fundamental para assegur ?gua para nosso povo.

Tamb?m investimos em programas de fortalecimento dos arranjos produtivos, em especial piscicultura, apicultura e a cajucultura – setor que estamos revitalizando e fazendo que retome o lugar de destaque no cen?rio nacional. Hoje, somente na piscicultura temos 10 projetos em andamento, beneficiando a centenas de fam?lias. S?o a?es que se valem de apoio financeiro e t?cnico, garantindo melhores resultados.

Dentro dessa preocupa??o, a educa??o orientada para a produ??o tem papel importante: hoje s?o 29 escolas agrot?cnicas, levando conhecimento e multiplicando a capacidade do pequeno produtor sem tir?-lo do campo.

Outra a??o importante no campo foi o Seguro Garantia Safra, no qual o Estado participou com R$ 10 milh?es de recursos do Tesouro. Esse aporte foi fundamental para o pequeno agricultor enfrentar as perdas provocadas pela seca.

O desenvolvimento rural inclui tamb?m a preocupa??o com a constru??o de moradias. Hoje, somos o primeiro da regi?o na aprova??o de contratos no programa habitacional rural. Isto completa o feito desses ?ltimos tr?s no setor de habitacional, onde o Piau? tamb?m se destaca. Foram mais de 40 mil novas moradias em todo o Estado, entre realiza?es diretas ou financiamentos atrav?s de programas espec?ficos. Repito: s?o mais de 40 mil novas moradias em tr?s anos, antecipando em um ano a meta programada para o fim de 2014.

Minha Senhoras, Meus Senhores.

Nelson Mandela dizia que “a educa??o ? a arma mais poderosa para voc? mudar o mundo”. Temos a mesma convic??o, apostando no conhecimento como a mola transformadora imprescind?vel para todas as ?reas.

Por isso mesmo, a educa??o recebeu aten??o indiscutivelmente priorit?ria, com resultados muito concretos que colocam o Piau? como um modelo para o Brasil. Melhoramos a estrutura f?sica da rede escolar, qualificamos professores, melhoramos o transporte, com aquisi??o de novos ?nibus e criando o Pedala Piau?, que j? distribuiu mais de 36 mil bicicletas para alunos que moram at? 4 quil?metros do local de estudo.

Os resultados logo aparecem.

Somos destaque no Ideb, ficando entre os dois melhores desempenhos do pa?s, alcan?ando no fim de 2012, metas projetadas apenas para 2016. No Enade, a Uespi se mostrou uma grata revela??o, avan?ando muito mais que a m?dia nacional e colocando cursos como Direito, Medicina, Odontologia, Fisioterapia e Psicologia entre os melhores do pa?s.

A avalia??o do combate ao analfabetismo trouxe o Piau? como o estado que mais reduziu esse perverso ?ndice, baixando de 23 para 18%. As olimp?adas de matem?tica, f?sica e literatura outra vez colocaram nosso estado como conquistador de medalhas de ouro. Mas se ganhar medalhas n?o chega a ser novidade, h? algo novo:? as medalhas j? n?o s?o conquistadas apenas pelos alunos de Cocal dos Alves. Isso mostra que o bom exemplo da cidade do Norte do estado se multiplica a partir de uma deliberada a??o do Governo do Estado. No fim do ano tivemos a consagra??o, com a divulga??o do resultado do PISA, Programa Internacional de avalia??o estudantil.? No ranking nacional, saltamos dez posi?es, saindo dos 21? lugar que t?nhamos em 2010, para 11? colocado. ? o atestado de que estamos melhorando (e melhorando muito) a nossa educa??o.

E n?o tenho d?vidas que a aposta que fizemos na escola de tempo integral e no Mais Educa??o – as escolas com jornada ampliada – ? grandemente respons?vel por esta transforma??o. Os avan?os s?o dignos de comemora??o, porque mostram que estamos fazendo uma revolu??o nesta ?rea.

Hoje sabemos que podemos (e devemos) fazer mais. Vamos ampliar o Mais Educa??o/Escola de Tempo Integral, onde j? temos mais de 350 unidades educacionais. Tamb?m vamos fortalecer o ensino profissionalizante, ampliar a educa??o com media??o tecnol?gica e consolidar a Universidade Aberta, possibilitando que os piauienses possam fazer curso superior de qualidade em qualquer parte do estado.

Ainda neste in?cio de 2014, estamos coroando um programa absolutamente inovador e revolucion?rio: o Aprender ? Uma Viagem, programa de interc?mbio internacional para alunos da rede p?blica. S?o 120 alunos selecionados, que v?o passar este semestre em pa?ses de l?ngua inglesa (como Estados Unidos, Canad? e Nova Zel?ndia) ou de l?ngua espanhola (como Argentina, Chile e Espanha). Esse programa gera oportunidade e transforma imediatamente a vida desses alunos, que por sua vez impactam na vida das comunidades, ajudando a construir esse Novo Piau? que est? em todos os setores.

Em 2013, investimos em educa??o mais do que a lei exige. Tamb?m na sa?de incrementamos os investimentos, cerca de R$ 150 milh?es a mais que em 2012. Assim como na educa??o, n?o se pode falar em estado eficiente sem um decisivo investimento na sa?de. Hoje, fazemos o cofinanciamento da sa?de com os munic?pios, implicando em repasse de R$ 40 milh?es. S? em Teresina, s?o R$ 6 milh?es a mais, o que torna mais eficaz o atendimento ao cidad?o. Melhoramos a rede estadual no interior, dando mais resolutividade e aperfei?oando a aten??o ? sa?de. Para se ter uma ideia do resultado, no carnaval passado, apenas 1% dos atendimentos realizados no interior precisou ser transferido para Teresina. Essa redu??o desafoga o atendimento na capital, em especial no HUT.

A?es em Teresina tamb?m contribuem com esse ganho. No HGV, melhoramos a capacidade de atendimento e consolidamos o hospital como unidade de alta complexidade. No Hospital da Pol?cia Militar, h? uma nova capacidade de atendimento: foram mais de 129 mil procedimentos em 2013, sendo quase 7 mil cirurgias, a maioria de pacientes do HUT. O Hospital Infantil se modernizou e praticamente zerou a fila de espera por cirurgias, que passava de mil pacientes.

As transforma?es se completam com a cria??o do Samu A?reo, que desde junho faz uma m?dia de 10 atendimentos por m?s, com 85% de salvamentos. Outra inova??o ? a For?a Estadual de Sa?de, que leva grupos de especialistas para o interior, reduzindo a demanda reprimida por cirurgias espec?ficas. J? na primeira a??o, em Floriano, foram 70 cirurgias.

A rede estadual de sa?de se integra ainda em uma tarefa mais que urgente e necess?ria: o enfrentamento ?s drogas. O Hospital do Mocambinho conta com uma ala para dependentes qu?micos. Esse atendimento se amplia agora com as Casas de Acolhimento, como as dos bairros Matadouro e Cidade Jardim (em Teresina), onde dependentes s?o amparados e recebem tratamento adequado, visando sua recupera??o e reinser??o social.

O enfrentamento ?s drogas se faz especialmente com um trabalho educativo, unindo Coordenadoria de Enfrentamento ?s Drogas, Secretaria da Educa??o, Coordenadoria da Juventude e Pol?cia Militar. Um bom exemplo ? o Pelot?o Mirim, que est? presente em 30 munic?pios, levando para crian?as de 6 a 16 anos orienta??o educativa, disciplina e no??o de socializa??o, importantes para formar cidad?os mais convictos de seu papel na sociedade. O combate ?s drogas tem contribui??o fundamental da ?rea de seguran?a, com o imprescind?vel trabalho de impedir a a??o do narcotr?fico, com a apreens?o de drogas e pris?o de traficantes.

Neste campo, batemos recorde: em 2013, as pris?es por envolvimento com a droga representaram a maioria das 6.600 deten?es realizadas. As apreens?es de entorpecentes somaram 5,4 toneladas, superando os anos de 2011 e 2012, juntos. Esses n?meros s?o resultado de uma nova diretriz na seguran?a p?blica, que come?ou com a cria??o do Ronda Cidad?o, introduzindo o policiamento comunit?rio, que aproxima pol?cia e cidad?o. Tamb?m ? importante uma pol?cia mais aparelhada e mais qualificada, possibilitando uma a??o pautada pela intelig?ncia, em que se busca antecipar e impedir a a??o dos bandidos.

A juventude vem recebendo especial aten??o de nosso Governo, em ?reas t?o diversas como a educa??o, a sa?de, a seguran?a, o esporte, a cultura e o lazer.

Um marco nessa rela??o ? a Nova Potycabana, que criou novas alternativas de lazer, esporte e cultura. Desde que foi inaugurada, em maio, a Nova Potycabana se converteu no novo ponto de encontro dos teresinenses, com as mais diversas possibilidades: da simples caminhada ? pr?tica do skate, do passeio cicl?stico ao v?lei, badminton ou um descontra?do piquenique. Hoje, a Potycabana ? uma refer?ncia como espa?o p?blico de viv?ncia que cria uma nova rela??o entre o cidad?o e sua cidade.

Na ?rea cultural, apoiamos com firmeza as atividades que fortalecem a piauiensidade, movimentam a economia e oferecem entretenimento para as pessoas. Nesse leque est?o eventos como a Semana Santa (em Oeiras, Floriano e Bom Jesus), Festival de Folguedos, Sal?o Internacional de Humor, Festival da Rabeca, Festa do Bode, Festival da Cacha?a e Festival de Inverno de Pedro II.

Caras deputadas, Caros deputados.

Einstein dizia que “Nem tudo que se enfrenta pode ser modificado, mas nada pode ser modificado at? que seja enfrentado”. Desde que assumi o Governo, enfrentei muitos desafios, sempre com o prop?sito de construir uma nova realidade, melhor para os piauienses. Certamente n?o conseguimos tudo o que quer?amos. Mas as mudan?as est?o a? ? vista de todos, seguramente importantes na constru??o desse Novo Piau?.

Assim, ao trazer esse balan?o de 2013, n?o posso deixar de externar minha enorme satisfa??o. Sabemos que ainda h? muito por ser feito. Mas ? ineg?vel o tamanho do trabalho que conseguimos empreender. O olhar para o que foi realizado ? extremamente positivo, com uma listagem de obras que talvez seja ?nica na hist?ria deste estado, ainda mais para um per?odo inferior a quatro anos.

? mais positivo ainda quando percebemos que as realiza?es aconteceram sem o comprometimento das finan?as, tampouco sem sacrificar a qualidade de vida das pessoas. Muito pelo contr?rio: o Piau? ? hoje um dos poucos estados financeiramente equilibrados.

Isso ? novo em nossa hist?ria; e isso ? fruto da organiza??o administrativa que nos fez avan?ar e realizar muito mais. Inegavelmente, conseguimos avan?ar em todas as ?reas. Fizemos obras ao mesmo tempo em que promovemos o equil?brio financeiro; realizamos projetos sem deixar de valorizar o servidor e aperfei?oar o funcionamento administrativo; realizamos obras, e obras de todo tipo: umas na infraestrutura produtiva, outras no campo da infraestrutura social, buscando levar mais ganhos para os piauienses.

Tudo o que fizemos foi norteado por uma convic??o inarred?vel:? o que importa mesmo ? melhorar a vida das pessoas. E aqui quero me reportar ?queles dois personagens que citei l? no in?cio. Primeiro, o Seu Jo?o Alves, l? de Concei??o do Canind?, que pode vivenciar agora as mudan?as que alcan?am milhares de piauienses. Seu Jo?o ? exemplo da transforma??o que estamos conseguindo no presente.

Tamb?m queria me reportar ? Rafaela, essa garota linda que nos inspira a acreditar no futuro com mais confian?a. Nosso trabalho ? para que nosso Estado tenha centenas de milhares de Rafaelas. Cada uma com esse olhar firme e decidido, e um sorriso iluminado a apontar para um futuro seguramente melhor. Um futuro em que cada piauiense possa ter mais tranquilidade, maiores oportunidades, horizonte largo e muito mais dignidade.

Isso, sim, ? fazer um Novo Piau?. E esse Novo Piau? j? est? a?. Em todos os setores. Em toda parte.

Muito Obrigado.



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Fonte: Governo do Estado  |  Publicado por:
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