Piaui em Pauta

Operação da PF mira esquema de desvio de recursos do Fundeb que contava com coveiro laranja.

Publicada em 13 de Março de 2025 às 23h52


?Um esquema criminoso de desvio de recursos p?blicos do Fundo de Manuten??o e Desenvolvimento da Educa??o B?sica (Fundeb) em Fartura do Piau? (PI) foi alvo da Opera??o Shallow Grave (cova rasa, em tradu??o literal), deflagrada na manh? desta quinta-feira (13) pela Pol?cia Federal com o aux?lio da Controladoria-Geral da Uni?o (CGU).

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Segundo a PF, os investigados usaram um coveiro como “laranja” para esconder a origem dos recursos. O g1 entrou em contato com as prefeituras de Fartura do Piau? e S?o Raimundo Nonato (PI), onde o coveiro atua, mas n?o teve retorno at? a ?ltima atualiza??o desta reportagem.

A investiga??o come?ou depois que a pol?cia detectou movimenta?es financeiras suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o n?cleo empresarial e pol?tico de Fartura do Piau?.

Os policiais suspeitam de que esses recursos tenham sido usados para pagamentos de vantagens indevidas a agentes p?blicos e pol?ticos.

“As irregularidades investigadas envolvem crimes de fraude em licita?es, desvio de recursos p?blicos, corrup??o ativa e passiva, lavagem de dinheiro e associa??o criminosa, cometidos entre 2021 e 2024, com o uso de recursos federais destinados ? educa??o no munic?pio”, afirmou a PF.

De acordo com a CGU, o coveiro utilizado como “laranja” recebeu altas quantias de uma empresa, contratada pela Prefeitura de Fartura do Piau? para a execu??o de obras na cidade, e repassou parte dos valores para servidores do munic?pio.

Em an?lises feitas pela Controladoria-Geral, duas licita?es feitas pelo munic?pio em 2022 e 2023, que resultaram na contrata??o da empresa investigada, estavam “repletos de irregularidades, com evid?ncias concretas de fraude”. Para a PF, a empresa tem caracter?sticas de opera??o de fachada.

"A empresa investigada recebeu pagamentos do munic?pio, entre 2021 e 2024, que totalizaram, aproximadamente, R$ 4,2 milh?es. Nesses tipos de crimes, as obras contratadas, quando executadas, s?o feitas de maneira prec?ria, em qualidade e quantidade inferiores ? devida, justamente para possibilitar os desvios de recursos p?blicos”, informou a CGU.
Uma fiscaliza??o feita pelo ?rg?o apontou que os servi?os de reforma em escolas de Fartura do Piau?, por exemplo, tiveram um custo superfaturado de R$ 237 mil.

Sequestro de bens e valores

Ao todo, seis equipes da PF fizeram, acompanhadas de auditores da CGU, buscas e apreens?es em sete endere?os nas cidades de Teresina (PI), S?o Raimundo Nonato e Cama?ari (BA).

Conforme a pol?cia, a 3? Vara Federal de Teresina tamb?m determinou o sequestro de bens e valores, na quantia aproximada de R$ 715 mil, para garantir o ressarcimento dos poss?veis danos aos cofres p?blicos.

“As a?es de hoje visam interromper a pr?tica criminosa, reunir provas para fortalecer a investiga??o e identificar outros envolvidos, tanto agentes p?blicos quanto particulares, al?m de recuperar bens e ativos adquiridos com os recursos desviados da educa??o”, completou a PF.
Tags: Operação da PF mira - Um esquema criminoso

Fonte: Globo  |  Publicado por: Da Redação
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