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Operação prende suspeitos de falsificar documentos e fraudar exames da OAB no Piauí e outros estados

Publicada em 14 de Agosto de 2024 às 16h02


?Suspeitos de falsificar documentos p?blicos e privados, desde carteiras de identidade at? o exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), foram alvo da Opera??o Paralelo II, deflagrada nesta quarta-feira (14) pelo Grupo de Atua??o Especial de Combate ?s Organiza?es Criminosas (Gaeco) do Minist?rio P?blico do Maranh?o (MPMA).

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At? o momento, sete pessoas foram presas: quatro em Timon (MA) – incluindo um soldado lotado no 11? Batalh?o de Pol?cia Militar (BPM) –, duas em Teresina (PI) e uma em Aragua?na (TO). Ao todo, dez mandados de pris?o e 27 de busca e apreens?o s?o cumpridos no Maranh?o, Piau? e Tocantins.


De acordo com o MPMA, a investiga??o ? um desdobramento da Opera??o Paralelo I, realizada em dezembro de 2023, que apura um esquema de falsifica??o de RGs, CPFs, CNHs, certid?es de cart?rio, certid?es de cursos superiores, boletos de impostos, atestados m?dicos e exames da OAB. Os documentos eram utilizados para a pr?tica de outros crimes.

Um dos investigados em Teresina, preso em um condom?nio da capital, procurava o l?der do esquema em busca de escrituras de cart?rio com assinatura digital falsa do Instituto de Terras do Piau? (Interpi). O outro foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.

Como funcionava o esquema?
? TV Clube, o promotor de Justi?a Fernando Berniz explicou que os investigados n?o fazem parte de uma organiza??o criminosa, mas integravam ou recorriam a uma esp?cie de “escrit?rio paralelo”, que tinha acesso a um cart?rio de Timon por meio de um ex-funcion?rio do local.

“O cart?rio foi utilizado para falsificar diversos documentos e legalizar glebas de terra no munic?pio. Esse ex-funcion?rio recebia dinheiro para fraudar assinaturas e autentica?es”, afirmou o promotor.

Do cart?rio, o funcion?rio encaminhava a documenta??o para a Secretaria Municipal de Finan?as de Timon (Semuf), onde tamb?m havia um servidor que participava do esquema.

Quem era o l?der do esquema?
O esquema era liderado pelo empres?rio Erlino Mendes de Oliveira, alvo principal da Opera??o Paralelo I. Ele era o respons?vel por receber as solicita?es de falsifica??o de documentos e providenci?-las junto ao ent?o empregado do cart?rio.

Em dezembro de 2023, o Gaeco apreendeu carimbos f?sicos e assinaturas digitais falsas ligadas a diversos ?rg?os p?blicos em uma imobili?ria pertencente ao investigado.

Erlino foi condenado a 18 anos de pris?o pelo crime de estelionato. As evid?ncias recolhidas em sua imobili?ria ajudaram a desenvolver a investiga??o que culminou na Opera??o Paralelo II. Na segunda etapa, o filho do empres?rio tamb?m foi preso.

“Ele atuava como um ‘freelancer do crime’, respons?vel pelo ‘escrit?rio paralelo’, e confeccionava documentos t?o sofisticados que eram reconhecidos como aut?nticos pelo cart?rio. Ele chegava a prometer dinheiro de volta caso os clientes n?o estivessem satisfeitos”, apontou ao g1 o promotor de Justi?a Francisco Fernando.

Algumas das negocia?es feitas entre Erlino e seus clientes duravam dez anos, outras eram mais recentes. A investiga??o come?ou quando ele convidou outro suspeito de estelionato para se passar pelo propriet?rio de um im?vel no cart?rio, com documenta??o falsificada, e lesar o dono leg?timo.


Segundo o MPMA, todo o material apreendido pelo Gaeco na a??o desta quarta ser? extra?do e analisado pela per?cia para embasar uma futura investiga??o de outros e envolvidos com o esquema de fraudes e falsifica?es.





Tags: Operação prende - Suspeitos

Fonte: globo  |  Publicado por: Da Redação
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