?A rea??o dos torcedores diante da televis?o ou no Mineir?o, a cada gol sofrido na derrota do Brasil por 7 a 1 para a Alemanha, na semifinal da Copa do Mundo de 2014, foi a mesma da comiss?o t?cnica, formada por Luiz Felipe Scolari, Fl?vio Murtosa e Carlos Alberto Parreira.
– U?, foi gol? – relatou Parreira.
No "Sele??o SporTV" desta quarta-feira, o ex-coordenador t?cnico da sele??o brasileira comparou os gols sofridos por Julio Cesar como o efeito de um tsunami: r?pido e destruidor.
– ? muito r?pido, quando vem um tsunami...Tenho uma hist?ria de um finland?s amigo que conheci quando ele tinha 10 anos e que me acompanhava em Copas do Mundo. Quando jogamos contra a Fran?a, em Paris, no ano do tsunami, ele me apresentou o irm?o dele, que era comandante do ex?rcito. Em dezembro, me escreveu uma carta. O irm?o, a esposa e os filhos estavam l?, s? sobreviveu a menina, que contou a hist?ria. Estavam no hotel pr?ximo da praia, viram uma manchinha branca no mar e arrebentou, foram 300 mil pessoas que morreram. N?o d? tempo de fazer nada. Foi muito r?pido (o 7 a 1). Cheguei a perguntar a dois jogadores: "Por que voc? n?o caiu, para entrar o m?dico e conversar?" N?o deu tempo para nada. Era muito r?pido. N?s, no banco, ficamos surpresos, est?vamos conversando e, u? foi gol? Como voc?s. Ningu?m acreditava, isso nunca havia acontecido isso – relatou.
– Foi uma tarde dif?cil de explicar – completou.
Parreira acredita que vencer a Copa das Confedera?es em 2013, um ano antes da trag?dia, acabou causando um efeito ilus?rio na equipe, que se apresentou para a Copa do Mundo no ano seguinte em um est?gio bem menor do que poderia.
– Para n?s, felizmente, houve a Copa das Confedera?es, sen?o ?amos chegar na Copa sem disputar nenhuma competi??o oficial. Aquilo criou uma expectativa muito boa de que, se repet?ssemos aquela atua??o contra a Espanha, poder?amos ganhar a Copa do Mundo, ainda mais em casa, com a camisa brasileira. Embora a gente achasse que n?o era a melhor sele??o do mundo, mas era uma boa equipe. Mas um ano depois a situa??o n?o se repetiu, como aconteceu comigo quando ganhamos a Copa das Confedera?es de 2005, na Alemanha. Um ano depois os jogadores vieram alguns fora de forma, o esp?rito n?o era o mesmo. Ent?o n?o conseguimos repetir na Copa do Mundo o mesmo esp?rito, a combatividade e intensidade de jogo da Copa das Confedera?es. Isso para mim foi fundamental. Tanto que n?o fizemos nenhuma partida como aquela da Espanha (vit?ria por 3 a 0, no Maracan?) – admitiu ele.