Piaui em Pauta

Petrobras devolve pela primeira vez uma área do pré-sal

Publicada em 22 de Abril de 2014 às 21h40


Sofrendo grande press?o sobre sua gest?o, entre den?ncias de irregularidades e alto endividamento, e com prazo apertado para ampliar a produ??o, a Petrobras optou por devolver a ?rea em que realizou a primeira perfura??o do pr?-sal. O bloco BM-S-10, na Bacia de Santos, foi entregue no ?ltimo m?s ? Ag?ncia Nacional do Petr?leo, G?s Natural e Biocombust?vel (ANP), ap?s a estatal n?o ter cumprido os prazos para declara??o de comercialidade da ?rea. ? a primeira vez que a companhia devolve uma ?rea de pr?-sal. A decis?o foi vista pelo mercado como um sinal de que a estatal est? revendo suas prioridades de explora??o para cumprir os investimentos previstos. A meta ? dobrar sua produ??o at? 2020, atingindo quatro bilh?es de barris de ?leo por dia. Para tanto, a companhia j? rev? a pol?tica de conte?do local com objetivo de acelerar a entrega de embarca?es para a campanha explorat?ria. Em nota, a estatal informou que seus estudos indicaram a "inviabilidade" do desenvolvimento econ?mico do bloco. A descoberta do ?leo no bloco foi anunciada em 2005, na ?rea chamada de Parati, pr?xima aos campos de Lula e Sapinho?. Na ?poca, a Petrobras havia avaliado o ?leo como de boa qualidade, leve e de maior valor comercial. A descoberta foi feita por amostragem em po?os com profundidade de mais de 5 mil metros. Pelo cronograma, ela deveria apresentar at? 2012 os estudos sobre dimens?o e caracter?sticas do reservat?rio para, em seguida, declarar a comercialidade. Segundo a ANP, isto n?o foi feito e o bloco retomou ao portf?lio da ag?ncia reguladora, podendo ser concedido a outro cons?rcio interessado. "Nesse momento, a Petrobras tem muita coisa para fazer, o que demanda muito investimento e tamb?m m?o de obra e equipamentos. Ent?o ela pode estar tra?ando prioridades para as ?reas onde considera mais interessante", avalia o consultor Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura (Cbie). "A sua situa??o econ?mica gera uma press?o para refinar essas prioridades", completa. O consultor tamb?m destaca que as parceiras tamb?m enfrentam situa?es econ?micas dif?ceis no mercado internacional. O cons?rcio era formado pela Petrobras (65%) com as empresas portuguesas BG (25% ) e Partex (10%). O contrato para explora??o da ?rea foi assinado com a ANP em 2001, na segunda rodada de licita?es da ag?ncia. "A perfura??o dos po?os levou um ano em fun??o das dificuldades da ?rea, que tem uma camada muito espessa de sal", avalia o ge?logo Carlos Jorge Abreu, professor da UNB especialista em petr?leo. "Houve tempo suficiente para ter uma solu??o para a ?rea. Tudo indica que n?o era interessante, para a empresa, desenvolver esse bloco, talvez por raz?es econ?micas", completa. Em nota, a estatal informou que analisou as informa?es sobre a ?rea em conjunto com as empresas parceiras. A avalia??o era que os reservat?rios tinham natureza "heterog?nea e desconectada" o que "inviabilizava a implanta??o de projeto para o desenvolvimento econ?mico dessa descoberta".

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Fonte: Vooz  |  Publicado por:
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