Piaui em Pauta

PI está entre os 6 estados que contam com uma casa abrigo para mulheres.

Publicada em 03 de Maio de 2014 às 23h34


?Ap?s sete anos da aprova??o da Lei n? 11.340, conhecida como Lei Maria da Penha, a realidade nas cidades ainda ? preocupante com rela??o ? exist?ncia de casas-abrigo para mulheres em situa??o de viol?ncia. O Piau? ? um dos seis estados que contam com apenas um desses espa?os. Dados da Pesquisa de Informa?es B?sicas Municipais 2013 (Munic) realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat?stica (IBGE) revelam que apenas 2,5% das cidades disp?em de casas-abrigo prevista por Lei.

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Plano Nacional de Pol?ticas para as Mulheres, do governo federal, estabelece tamb?m como uma das prioridades a cria??o de estruturas e servi?os que atendam aos quatro eixos da Pol?tica Nacional de Enfrentamento da Viol?ncia contra a Mulher. Nesse caso, apenas Teresina ? contemplada com essas a?es.

Al?m dessas estruturas especializadas de gest?o municipal, a pesquisa identificou ainda a exist?ncia de outros servi?os ou estruturas nos munic?pios, tais como: servi?os de sa?de especializados para o atendimento dos casos de viol?ncia contra a mulher, Instituto M?dico Legal, creches e centro de parto normal. Os servi?os de sa?de especializados estavam presentes em somente 7,1% dos munic?pios brasileiros. No Piau?, novamente s? a capital era beneficiada.

O estado tamb?m n?o conta com nenhuma creche prevista dentro das mesmas a?es para o atendimento de mulheres v?timas de viol?ncia. Nos resultados da Munic 2013 ? poss?vel observar que ainda h? localidades no pa?s que n?o t?m sequer uma unidade dispon?vel. Nos munic?pios com at? 5 mil habitantes, 42,3% n?o possu?am uma creche.

Na contrapartida desses dados est? uma triste estat?stica. S? em Teresina, a Delegacia Especializada da Mulher registrou de janeiro a mar?o deste ano 409 boletins de ocorr?ncia. Pelo menos 61 inqu?ritos foram abertos para apurar crimes de viol?ncia contra a mulher. O n?mero de medidas protetivas tamb?m chamam aten??o: uma m?dia de 20 por m?s.

“O pedido de medidas protetivas constitui uma decis?o muito forte tomada pela mulher. Isso demonstra que quando elas procuram uma delegacia atr?s de prote??o ? porque est?o com medo e s?o amea?adas de morte pelo companheiro”, destacou a delegada da mulher, Vilma Alves.

Para a presidente da Uni?o das Mulheres de Teresina, T?nia Martins, a medida mais eficaz a ser adotada n?o seria a instala??o de mais casas abrigos, mas a for?a policial e cumprimento de decis?es judiciais. “O que a gente observa ? que os agressores est?o sendo soltos e as mulheres ficando presas. A casa abrigo seria para uma estadia tempor?ria, mas acaba n?o sendo porque as mulheres t?m medo de sair e encontrar os agressores. Ent?o o que falta ? uma a??o mais eficaz da justi?a”, disse.
Tags: PI está entre os 6 - Após sete anos da

Fonte: globo  |  Publicado por: Da Redação
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