
?O tenente coronel da Pol?cia Militar Erotildes Messias de Sousa Filho foi indiciado pela morte de Admyston Rodrigues Alves, gerente de banco morto durante um tiroteio entre assaltantes e a PM em Miguel Alves, em abril de 2013. Durante a divulga??o do inqu?rito que apura as circunst?ncias do ocorrido, realizada nesta ter?a-feira (29), a Pol?cia Civil afirmou que o militar tem responsabilidade penal, j? que foi dele a decis?o de manter as barreiras que incitaram a troca de tiros entre os criminosos e a PM, que culminou com morte de Admyston.
No dia 30 de abril de 2013, um grupo invadiu a ag?ncia do Banco do Brasil de Miguel Alves, a 113 km de Teresina. Os assaltantes levaram ref?ns e durante a fuga deram de frente com uma barreira da PM, onde houve o confronto.
Segundo o delegado Higgo Martins, o gerente foi usado como escudo por um dos assaltantes que estava no banco dianteiro do passageiro. "A v?tima foi colocada sobre as pernas do criminoso e levou dois tiros. Nenhum tiro foi efetivado na traseira do ve?culo pois os policiais sabiam que havia um ref?m dentro dele", disse.
O inqu?rito responsabilizou o coronel Sousa Filho, comandante da opera??o, pelo ocorrido. "Embora no primeiro momento as barreiras tenham sido dispostas para conter os assaltantes do banco, a decis?o de mant?-las nos mesmos pontos estabelecidas pelo comandante contribuiu para que houvesse o confronto que teve como desfecho a morte de um dos ref?ns”, afirmou o documento. Eroltildes foi indiciado por homic?dio culposo, quando n?o h? inten??o de matar.
A coletiva confirmou o que o ex-secret?rio de seguran?a Robert Rios j? havia revelado em agosto de 2013, que os tiros que mataram o gerente foram feitos por armas da PM. Entretanto, o relat?rio n?o diz a quem pertencia a arma que disparou os tiros fatais. “O objetivo principal n?o era saber quem de fato realizou os disparos, mas a sim a responsabilidade pela morte”, apontou o delegado geral da Pol?cia Civil, James Guerra.
O delegado Robert Bezerra Lavor afirmou que a conclus?o do inqu?rito ser? enviada para a Justi?a, em Miguel Alves. “Eles ter?o 15 dias para oferecer den?ncia e decidir se o crime ? comum ou militar”, disse.
O inqu?rito de 965 p?ginas e sete volumes ? composto pelo material colhido durante o depoimento de 32 militares, 24 testemunhas, laudos periciais, fotografias, exuma??o do corpo e simula??o do crime.
Sandra Maria Lima, mulher do gerente, que tamb?m acompanhou a apresenta??o, disse que a conclus?o do trabalho policial n?o trouxe nada de novo. “N?o foi nenhuma surpresa esse resultado, agora eu quero que seja feita justi?a, que os culpados pela morte do meu marido paguem e que essa morte n?o seja mais uma em v?o”, afirmou.
O advogado Roger Gurgel, que representa a fam?lia da v?tima, disse que o estado ser? processado. “Como foi culpa do estado, a fam?lia vai pedir indeniza??o”, finalizou.