Os policiais da Delegacia de Homic?dios conclu?ram e entregaram nesta sexta-feira (5) o inqu?rito sobre o caso dos policiais militares que atiraram contra o carro da fam?lia da menina Emilly Caetano, de 9 anos. 11 testemunhas foram ouvidas, al?m da m?e e do pai da menina.
O soldado Aldo Barbosa Dornel e o cabo Francisco Ven?cio Alves foram indiciados por homic?dio doloso, tentativa de homic?dio e fraude processual. No inqu?rito as condutas de cada policial s?o especificadas.
Segundo o delegado titular da Delegacia de Homic?dios, o delegado Francisco “Bar?tta” Costa, o documento foi encaminhado para a Vara de Inqu?ritos do Tribunal de Justi?a. O inqu?rito, presidido pelo delegado Higgo Martins, tem cerca de 230 p?ginas, e al?m dos depoimentos, conta com exames periciais do local do crime e de corpo de delito nas v?timas.
Segundo o delegado Bar?tta, todos os depoimentos e provas periciais “se harmonizam”, ou seja, n?o entram em contradi??o entre si. O inqu?rito foi conclu?do no final do prazo de 10 dias a partir do momento do crime.
O ?nico problema que a investiga??o enfrentou, segundo o delegado Bar?tta, foi a dificuldade da Pol?cia Militar em apresentar os dois policiais envolvidos. Dois inqu?ritos foram abertos, um na Delegacia de Homic?dios e outro na Corregedoria da Pol?cia Militar. O inqu?rito da Pol?cia Civil foi conclu?do sem o depoimento deles, que est?o presos no Pres?dio Militar.
“N?o existe investiga??o f?cil ou dif?cil, mas infelizmente no in?cio tivemos um problema, um obst?culo da nossa pr?pria coirm?, a Pol?cia Militar, em n?o apresentar os policiais e n?o oferecer a c?pia do auto de pris?o. O que ? por lei obrigada a fazer”, comentou o delegado.
Bar?tta questionou o porqu? de a Pol?cia Militar n?o ter apresentado os soldados. “Como ? que um agente da lei se furta em cumprir a lei? Quer dizer que a pol?cia tem for?a para intimar o ‘Jo?ozinho’ da Vila da Paz, mas n?o pode intimar um agente da lei?”, disse Bar?tta.