Publicada em 06 de Janeiro de 2016 às 09h59
Vacinação (Foto:Divulgação)
Em fun??o dos diferentes contextos e de mudan?as na situa??o epidemiol?gica do pa?s, o Minist?rio da Sa?de realizou mudan?as no calend?rio de vacina??o para 2016. Est?o sendo alteradas doses de refor?o para vacinas infantis contra meningite e pneumonia, al?m do esquema vacinal da poliomielite e o n?mero e doses da vacina de HPV, que n?o ser? mais necess?ria a terceira dose. Segundo a coordenadora estadual de Imuniza??o, Jurema Chaves, “os postos de sa?de de todo o Piau? j? foram comunicados dessa altera??o, ainda no passado, durante reuni?es peri?dicas de monitoramento r?pido de cobertura. Al?m disso, uma nota informativa foi encaminhado para as Secretarias Municipais refor?ando sobre as mudan?as”, disse. Um das principias mudan?as ? na vacina papiloma v?rus humano (HPV). O esquema vacinal passa para duas doses, sendo que a menina deve receber a segunda seis meses ap?s a primeira, deixando de ser necess?ria a administra??o da terceira dose. Os estudos recentes mostram que o esquema com duas doses apresenta uma resposta de anticorpos em meninas saud?veis de 9 a 14 anos n?o inferior quando comparada com ? resposta imune de mulheres de 15 a 25 anos que receberam tr?s doses. As mulheres vivendo com HIV entre 9 a 26 anos devem continuar recebendo o esquema de tr?s doses. Para os beb?s, a principal diferen?a ser? a redu??o de uma dose na vacina pneumoc?cica 10 valente para pneumonia, que a partir de agora ser? aplicada em duas doses, aos 2 e 4 meses, seguida de refor?o preferencialmente aos 12 meses, mas poder? ser tomado at? os 4 anos. Essa recomenda??o tamb?m foi tomada em virtude dos estudos mostrarem que o esquema de duas doses mais um refor?o tem a mesma efetividade do esquema, tr?s doses mais um refor?o. P?lio
J?, a terceira dose da vacina contra poliomielite, administrada aos seis meses, deixa de ser oral e passa a ser injet?vel. A mudan?a ? uma nova etapa para o uso exclusivo da vacina inativada (injet?vel) na preven??o contra a paralisia infantil, tendo em vista a proximidade da erradica??o mundial da doen?a. No Brasil, o ?ltimo caso foi em 1989. A partir de agora, a crian?a recebe as tr?s primeiras doses do esquema – aos dois, quatro e seis meses de vida – com a vacina inativada poliomielite (VIP), de forma injet?vel. J?, a vacina oral poliomielite (VOP) continua sendo administrada como refor?o aos 15 meses, quatro anos e anualmente durante a campanha nacional, para crian?as de um a quatro anos. Tamb?m haver? mudan?a da vacina meningoc?cica C (conjugada), que protege as crian?as contra? meningite causada pelo meningococo C. O refor?o, que anteriormente era aplicado aos 15 meses, passa a ser aplicada aos 12 meses, preferencialmente, podendo ser feito at? os 4 anos. As primeiras doses da meningoc?cica continuam sendo realizadas aos 3 e 5 meses. Vacinas
Atualmente, o Programa Nacional de Imuniza?es (PNI) distribui cerca de 300 milh?es de imunobiol?gicos anualmente, dentre vacinas e soros, al?m de oferecer ? popula??o todas as vacinas recomendadas pela Organiza??o Mundial da Sa?de (OMS) no Calend?rio Nacional de Vacina??o. ? importante destacar que, nos ?ltimos cinco anos, o or?amento do PNI cresceu mais de 140%, passando de R$ 1,2 bilh?o, em 2010, para R$ 2,9 bilh?es, em 2015. Al?m disso, os contratos do Minist?rio da Sa?de com os laborat?rios produtores de vacinas est?o em andamento e os pagamentos em dia.