?O presidente do Sindicato do Policiais Civis de Carreira do Piau? (Sinpolpi), Cristiano Ribeiro, rebateu cr?ticas do promotor Ubiraci Rocha acusando a institui??o de ser “imprest?vel ? sociedade” e de ter trabalhado de forma “amadora” no caso Fernanda Lages.
A jovem foi encontrada morta no dia 25 de agosto de 2011 nas obras da nova sede do Minist?rio P?blico Federal em Teresina. Ap?s investiga??o da Pol?cia Civil do Estado, o caso passou para a Pol?cia Federal, que produz novo inqu?rito.
“As coloca?es que ele [promotor Ubiraci] fez s?o de forma gen?rica, atingido toda a institui??o Pol?cia Civil. Ele est? cometendo um ato de injusti?a porque ele est? maculando o nome de toda uma institui??o. Se ele quiser particularizar algum setor da Pol?cia que ele singularize e n?o use o todo”, disse Cristiano Ribeiro.
O promotor Ubiraci Rocha, em entrevista ao Jornal do Piau? desta sexta-feira (16) chegou a dizer que se a Pol?cia Federal n?o indiciasse algu?m pela morte da estudante Direito seria culpa da Pol?cia Civil j? que ela teria cometido “erros prim?rios”.
“Quero resaltar que a Pol?cia do Piau? tem bons servi?os prestados ? sociedade. As coloca?es do promotor s?o muito agressivas. Por enquanto vamos s? rebater, n?o podemos carregar um ?nus que n?o ? nosso. Mas estou sendo fulminado pela categoria e com raz?o”, informou o presidente do Sinpolpi.
O representante da classe afirmou que lamenta o fato da Pol?cia Civil n?o ter conseguido indiciar algu?m pela morte de Fernanda, mas relembra que o alvo do caso deve ser apontar os culpados, se existirem, pelo crime e n?o a briga entre entidades.
“O promotor teve uma atitude tresloucada”, criticou Crisitano Ribeiro.
O Cidadeverde.com procurou o secret?rio Estadual de Seguran?a, Robert Rios Magalh?es, para que ele pudesse se posicionar sobre a pol?mica. O gestor afirmou que n?o tem nada o que comentar sobre o assunto.
O Sindicato dos Delegados da Pol?cia Civil de Carreira (Sindepol) tamb?m se manifestou sobre o assunto e publicou nota ? imprensa. Confira:
Nota do Sindepol
O Sindicato dos Delegados de Pol?cia Civil de Carreira-SINDEPOL- em face das declara?es do promotor Ubiraci Rocha de que a pol?cia civil ? "amadora e imprest?vel para a sociedade" vem a p?blico tecer as seguintes considera?es.
O nefasto epis?dio da morte violenta de Fernanda Lages, fato que chocou toda a sociedade piauiense, vem sendo tratado pelos representantes do Minist?rio P?blico designados para acompanhar as investiga?es com excessivo emocionalismo, com declara?es desarrazoadas de quaisquer racionalidades. Imp?e-se um chamamento ? raz?o, aguardando o resultado final da pol?cia federal e contextualizando provas t?cnicas e testemunhais espec?ficas com o conjunto do caderno investigat?rio.
A Pol?cia Civil, enquanto institui??o incumbida das func?es de pol?cia judici?ria, padece de car?ncia e defici?ncias estruturais que criam embara?os para o ?xito do cumprimento de nossas func?es previstas constitucionalmente. Notadamente, pleiteamos a muito tempo a autonomia administrativa e financeira da pol?cia civil, profissionaliza??o e capacita??o dos policiais, investimentos maci?os em tecnologia, interc?mbio com outras policiais e cria??o de delegacias especializadas, inclusive a de hom?cidios. Todavia, esparramos na not?ria crise financeira que vive o Estado, incapaz de alocar a seus servi?os essenciais ? popula??o investimentos que possam traduzir-se em servi?o de qualidade e eficaz.
As defici?ncias que acometem a Pol?cia Civil n?o ? diferente das que emperram o trabalho eficiente do Minist?rio, tamb?m, desprovido de investimentos, car?ncia de pessoal e seus membros -Promotores de Justi?as- com arm?rios abarrotados de processos inertes,mofando, chegando o CNMP a constatar que um s? Promotor de Justi?a tinha mais de 800 processos paralizados em seu gabinete.
Por derradeiro, cabe restaurar a verdade e dizer que no caso Fernanda Lages a preserva??o do local do crime deveria ter sido feita pela Pol?cia Militar - primeiro representante estatal a chegar ao local do fato - e escoimar daquele local curiosos, jornalistas e at? outros policiais que n?o estivessem em servi?o. A per?cia cient?fica da pol?cia civil ao chegar naquele cen?rio j? encontrou altera?es que podem ter afetados a efic?cia do trabalho pericial.
? sociedade piauiense reiteramos o compromisso de continuar pautando a nossa conduta com seriedade, equil?brio, raz?o e superando as nossas car?ncias com destemor e apego destemido ao trabalho investigativo.
Dizem os s?bios que o tempo ? o senhor da raz?o.
Del. Sebasti?o Alves de Alencar Neto
Presidente do SINDEPOL