Piaui em Pauta

Prisão na Agespisa foi ilegal e arbitrária, diz Joaquim Almeida.

Publicada em 31 de Outubro de 2013 às 17h34


?Em entrevista coletiva, concedida nesta quinta-feira (31) da sede da Agespisa, o advogado da Companhia de ?guas e Esgotos do Estado, Joaquim Almeida, declarou que a pris?o dos servidores na opera??o Rio Verde, da PF foi “arbitr?ria, ilegal e midi?tica”.

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O engenheiro civil e sanitarista Kleton Baratta e o diretor de opera?es da Agespisa Jos? Dias foram presos nesta quarta-feira (30). O sanitarista foi liberto por for?a de habeas corpus, j? o diretor teve que pagar finan?as de 20 sal?rios m?nimos (R$ 13.560).



De acordo com advogado, o pr?prio juiz federal, Flavio Maralo S?rgio Borges, no ato de relaxamento da pris?o argumentou no sentido de “abuso de poder”. “S? se prende uma pessoa em duas situa?es: para cercear o crime ou caso a liberdade prejudique as investiga?es. Nenhum dos casos ocorreu”, disse Joaquim Almeida.

No mesmo evento, o presidente da Agespisa, Antonio Filho, reafirmou que a ?gua ofertada pela Companhia ? de que qualidade e que a institui??o p?blica sempre colaborou com as investiga?es da Pol?cia Federal, cedendo documenta??o.

“A pol?cia utilizou excesso de rigor na opera??o. N?o houve atividade criminosa. Os gestores foram convidados a prestar esclarecimento e ouviram voz de pris?o. Foi uma ilegalidade, arb?trio e constrangimento desmedidos”, explica o assessor jur?dico.

Para Joaquim Almeida, a opera??o Rio Verde, que investiga a qualidade da ?gua distribu?da pela Agespisa e a polui??o nos rios Parna?ba e Poti, serviu apenas para “amedrontar” a popula??o. O processo que os servidores devem continuar respondendo ser? acompanhados pelo setor jur?dico da Agespisa.

“Todos os dados estavam sendo repassado. Qual a finalidade dessa pris?o? Ningu?m sabe. Vamos continuar dando apoio aos dois servidores no que for preciso”, destacou o bacharel em Direito.

Sindicato dos Engenheiros critica pris?es
O secret?rio Paulo Alexandrino conta que a categoria foi pega de surpresa com a not?cia das pris?es. Em entrevista no Jornal do Piau?, ele defendeu a postura profissional dos servidores e tamb?m defende a ideia de que as pris?es foram “ilegais”.

“A maior causa dos aguap?s ? de esgoto de origem pluvial, de responsabilidade da prefeitura, que n?o fiscaliza a introdu??o de esgoto com resto de comida, nem de animais mortos. N?o h? fiscaliza??o. A pris?o foi injusta, mas a PF sabe o que faz”, disse.


A Agespisa mede ?ndices e encaminha para o Ibama, Vigil?ncia Sanit?ria, Semam e Semar. Para o engenheiro, o conjunto de ?rg?os deve ser investigar e assumir as responsabilidades de cada um.

“Em um universo como a Agespisa, pin?ar 2 pessoas ? injusto. O Kleton tem mais de 30 anos de Casa, ? mestre em Meio Ambiente e doutor em Saneamento Ambiental. N?o temos not?cia de nenhum ato ilegais dele”, analisa Paulo Alexandrino.
Tags: Prisão na Agespisa - Em entrevista coleti

Fonte: cidade verde  |  Publicado por: Da Redação
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