Pela segunda vez em menos de uma semana, m?dicos servidores do estado voltaram a paralisar as atividades em seus consult?rios na manh? desta ter?a-feira (5) em todo o Piau?. Os trabalhos ficam suspensos por tr?s dias tanto na capital quanto no interior do estado. A categoria continua reivindica o cumprimento do acordo salarial firmado com o governo ainda no ano passado, que n?o foi atendido.
A ?ltima paraliza??o aconteceu na ter?a-feira (28) e chegou a voltar ao normal ainda na sexta-feira, dia 30. Quem esteve no Hospital Get?lio Vargas (HGV) e no Hospital Luc?dio Portela, afirmou que n?o sabia da paralisa??o dos profissionais, deixou pacientes com atendimento marcado, ficaram surpresos.
Segundo o Sindicato dos M?dicos do Piau? (Simepi), a paraliza??o suspende pelo menos mil consultas no HGV, 230 no hospital infantil e inviabiliza 230 cirurgias. Pacientes que viajaram horas at? a capital. Quem precisou de atendimento teve que dar meia volta e voltar para casa.
"O pior ? que nenhum m?dico d? alguma satisfa??o. N?s dever?amos ser pelo menos avisados porque quem vem procurar aqui atendimento ? carente. Eu passei foi mais de 4h viajando de S?o Pedro do Piau? para c? e quando chego o m?dico diz para esperar at? 9h30. E um cartaz na porta dizendo que ? s? para vir no fim do m?s", disse a dona de casa Francimeire Ferreira.
Profissionais m?dicos se reuniram nesta ter?a-feira (5) na porta da Maternidade Dona Evangelina Rosa. Segundo a presidente do Simepi, L?cia Santos, s?o melhorias salariais, a principal reivindica??o da categoria s?o condi?es de trabalho al?m de reajuste no piso dos profissionais.
"O governo, atrav?s das reivindica?es da classe e dos seus sindicatos, que ele resolvesse o problema que se perpetua h? muito tempo. E com a nossa surpresa, mesmo que a classe m?dica fazendo esse esfor?o a gente ainda ? pego com essa not?cia de cumprir esse aumento ?nfimo de remunera??o", contou.
Uma reuni?o realizada ainda na semana passada entre as Secretarias de Sa?de, Administra??o, Secretaria de Governo e o Minist?rio P?blico do Piau? tratou sobre o assunto. Segundo o diretor da Secretaria de Sa?de (Sesapi), Ivo Lima, o reajuste n?o pode ser feito porque o estado atingiu o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal.
"Depois que sair o novo relat?rio em setembro a promessa de novas conversas. A gente vive em um momento de crise e esperamos que isso se resolva para que a popula??o seja atendida em sua sa?de plena", contou.