
O Minist?rio P?blico do Piau? apresentou den?ncia por feminic?dio contra o tenente do Ex?rcito Brasileiro, Jos? Ricardo da Silva Neto, pelo assassinato da estudante Iarla Lima Barbosa. O promotor Ubiraci Rocha apresentou a den?ncia como homic?dio triplamente qualificado. O tenente ainda foi denunciado por tentativa de homic?dio contra a irm? de Iarla, Ilana Lima Barbosa e a outra mulher que estava no carro.
Ubiraci Rocha elaborou a den?ncia considerando que houve um feminic?dio por parte do tenente contra a estudante. “Entendemos na den?ncia que o tenente foi o autor da morte da namorada por homic?dio triplamente qualificado com a conota??o de feminic?dio, que ? uma qualificadora”, afirmou o promotor. Desde 2015 o feminic?dio est? inclu?do no C?digo Penal como agravante do crime de homic?dio, classificado como crime hediondo.
Jos? Ricardo da Silva Neto tamb?m vai enfrentar uma den?ncia por dupla tentativa de homic?dio contra as duas mulheres que estavam no banco traseiro do carro. “? (tentativa de homic?dio) duplamente qualificado contra a irm? e uma colega”, disse Ubiraci Rocha. Uma pistola calibre 380 foi apreendida ap?s o crime com o tenente do Ex?rcito, no condom?nio em que ele morava e para onde levou o corpo de Iarla.
O homic?dio aconteceu no dia 19 de junho, no bairro Santa Isabel, zona Leste de Teresina. A morte aconteceu ap?s uma discuss?o em que o tenente sacou a arma e matado a namorada, que estava no banco do passageiro. Ap?s o assassinato o tenente disparou contra as mulheres que estavam no banco traseiro. Durante a situa??o, ele disparou acidentalmente contra si e foi ferido na perna.
'N?o faz isso, por favor', foram as ?ltimas palavras de Iarla
Uma semana ap?s o crime, Ilana Lima Barbosa, falou ao G1 contando em detalhes os ?ltimos momentos da irm? com vida. "Foi tudo muito r?pido, ela nunca imaginava passar por aquilo. Tanto que ela se assustou quando ele apontou a arma para ela e pediu, 'N?o faz isso, por favor. N?o faz isso Silva Neto", contou Ilana ? ?poca acrescentando que no momento dos tiros j? havia entendido que a irm? estava sem vida.
Tamb?m em entrevista ao G1, a m?e de Iarla, Dulcineia Lima, disse que imaginava como a m?e do tenente estaria se sentindo. "A dor dela nunca ser? como a minha. Eu perdi a minha filha e nada vai trazer ela de volta. Mas fico imaginando como ela deve estar se sentindo. T?o decepcionada, t?o preocupada. Sou m?e tamb?m, sei que qualquer coisa que aconte?a com um filho ? uma dor muito grande", afirmou uma semana ap?s o crime.
TERESINA