Piaui em Pauta

PT decide apoiar Dr. Pessoa no segundo turno em Teresina.

Publicada em 20 de Novembro de 2020 às 05h59


O Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu apoiar Dr. Pessoa (MDB) no segundo turno da elei??o em Teresina. O partido havia lan?ado o deputado estadual F?bio Novo para concorrer ? Prefeitura da capital, mas o candidato obteve 47.573 votos, ou seja, 11,5% dos votos v?lidos e ficou em quarto lugar na disputa.

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Em nota, o PT informou que a decis?o “se alinha ao sentimento de mudan?a, expressado no domingo passado, quando 71,11% dos teresinenses que foram ?s urnas, votaram contra o modelo administrativo da capital que perdura h? 34 anos”. Al?m disso, o partido destacou que ser? melhor para o munic?pio ter uma gest?o ‘sintonizada’ com o Governo do Piau?. Leia a nota ao fim da reportagem.

Na manh? desta quinta-feira (19), o ex-candidato F?bio Abreu (PL) tamb?m declarou apoio ao Dr. Pessoa.

“Chegamos ? conclus?o de que o nome que vamos apoiar ? do Dr. Pessoa. Tive a oportunidade de conversar com ele pela manh?, explicando o que quero da parte dele, que s?o as mudan?as que Teresina precisa. Foi o ?nico pedido ao Dr. Pessoa, que cuide de Teresina, que fa?a uma Teresina diferente, porque como deputado federal, eu estou ? disposi??o do munic?pio”, afirmou.

Apoio a Kleber Montezuma

O jornalista M?rio Rog?rio, que concorreu ? Prefeitura de Teresina pelo Partido Cidadania, declarou apoio ao candidato Kleber Montezuma (PSDB).

“O Cidadania, depois de analisar o quadro do segundo turno, decidiu apoiar o candidato Kleber Montezuma. Esse apoio se deu devido a alguns fatores que quero colocar para a cidade de Teresina. Em primeiro lugar, o PSDB nos procurou e se comprometeu a absorver alguns pontos do nosso programa de governo. A segunda quest?o ? Teresina. N?s entendemos que diante desse quadro que est? a?, a perman?ncia do PSDB com o candidato Kleber Montezuma ? o melhor para a cidade”, disse.

Partidos que n?o ir?o apoiar nenhum dos candidatos
O Partido Socialismo e Liberdade (Psol), Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) e Unidade Popular (UP) decidiram n?o apoiar nenhum dos candidatos ? Prefeitura de Teresina no segundo turno. O PSOL e PSTU sugeriram, aos seus eleitores, o voto nulo como alternativa para o pleito que ocorrer? no dia 29 de novembro. Leia as notas dos partidos na ?ntegra ao fim da reportagem.

Resultado da elei??o em Teresina:
Dr. Pessoa (MDB): 142.769 votos - 34,53% votos v?lidos
Kleber Montezuma (PSDB): 110.395 votos - 26,70% votos v?lidos
Gessy Fonseca (PSC): 50.221 votos - 12,14% votos v?lidos
F?bio Novo (PT): 47.573 votos - 11,50% votos v?lidos
Fabio Abreu (PL): 29.037 votos - 7,02% votos v?lidos
Major Diego Melo (PATRIOTA): 12.871 votos - 3,11% votos v?lidos
Simone Pereira (PSD): 8.787 votos - 2,12% votos v?lidos
Lucineide Barros (PSOL): 8.283 votos - 2,00% votos v?lidos
F?bio S?rvio (PROS): 1.944 votos - 0,47% votos v?lidos
Mario Rogerio (CIDADANIA): 775 votos - 0,19% votos v?lidos
Pedro Laurentino (UP): 457 votos - 0,11% votos v?lidos
Gerv?sio Santos (PSTU): 254 votos - 0,06% votos v?lidos
Lourdes Melo (PCO): 156 votos - 0,04% votos v?lidos
Nota do PT
As dire?es municipal e estadual do Partido dos Trabalhadores do Piau?, reunidas nesta quinta-feira (19/11), considerando o resultado do 1? turno das elei?es municipais em Teresina, materializado na candidatura do Deputado Estadual F?bio Novo, decidiu unanimemente apoiar a candidatura do Dr. Pessoa (MDB), no segundo turno da elei??o municipal.

Essa decis?o se alinha ao sentimento de mudan?a, expressado no domingo passado, quando 71,11% dos teresinenses que foram ?s urnas, votaram contra o modelo administrativo da capital que perdura h? 34 anos.

Compreendemos que a candidatura do Dr. Pessoa cristalizou o sentimento de oxigena??o e mudan?a, devendo ser consolidada no 2? turno, atrav?s do apoio dos demais candidatos de oposi??o e for?as progressistas.

O PT fez uma campanha bonita e educativa! A presen?a do deputado F?bio Novo enriqueceu o debate com boas ideias e muita criatividade! Foi primordial no combate ao antipetismo e importante instrumento para rememorar que “Teresina tem muito do PT”. Com quase 12% dos votos, F?bio Novo se consolidou como lideran?a teresinense, levando o PT a conquistar 3 cadeiras e aumentar em 50% sua representatividade na C?mara Municipal.

? preciso avan?ar! E compreendemos que Teresina Pode Mais, caso tenha uma gest?o municipal sintonizada com o Governo Estadual! Esse esp?rito de colabora??o faz a cidade ganhar, pois a jun??o de esfor?os contribuir? na melhoria do sistema de transporte – hoje completamente falido - fazendo a integra??o do metr? com o modal rodovi?rio e reduzindo impostos para um menor pre?o do bilhete. Um pacto pela sa?de, envolvendo hospitais estaduais, municipais e cl?nicas particulares reduzir? a fila de consultas e cirurgias que hoje atinge 80 mil teresinenses. A parceria entre os dois entes pode fazer avan?ar a Teresina conectada, atrav?s do projeto Piau? Conectado e uma capital com mais saneamento, atrav?s da PPP ?guas de Teresina e ainda um grande pacto pela seguran?a, que envolva a parceria e colabora??o entre munic?pio e estado, atrav?s da Guarda Municipal, pol?cias civil e militar e um moderno sistema de monitoramento eletr?nico.

Nota do PSTU
Enfrentando a regra eleitoral antidemocr?tica e o poder econ?mico, o PSTU apresentou uma alternativa socialista para Teresina. Fizemos uma campanha sem tempo de TV e r?dio, e exclu?dos dos debates. As elei?es funcionam como uma esp?cie de espelho distorcido da realidade e da luta de classes. S?o um terreno no qual a for?a real e coletiva da classe trabalhadora e dos setores populares e oprimidos organizados e mobilizados contra o capital ? menor. Reduz-se ou se dissolve na a??o individual do voto, ? merc? do poder econ?mico, da manipula??o da m?dia e do controle bilion?rio dos capitalistas. Isso n?o significa que os resultados n?o sejam importantes, porque, mesmo que de forma distorcida, as elei?es refletem a realidade, de certa maneira, e incidem sobre ela. Contudo, n?o t?m dez por cento da import?ncia da luta e da a??o direta da nossa classe, ?nico caminho que pode levar a mudan?as profundas e ? esperan?a de uma nova sociedade.


Embora as elei?es sejam um terreno antidemocr?tico e que o poder econ?mico predomina, o PSTU, de maneira geral, n?o pode furtar-se a participar delas ou abster-se de intervir no processo eleitoral para apresentar um projeto socialista, revolucion?rio e de independ?ncia de classe, buscando construir essa alternativa. Mesmo nas condi?es mais adversas poss?veis como ocorreu em 2020.

Em Teresina, o PSTU apresentou uma candidatura defendendo uma alternativa da classe trabalhadora, oper?ria socialista e revolucion?ria diante da crise do capitalismo. Voltado para os trabalhadores e setores marginalizados e oprimidos a nossa classe na periferia. Dialogamos com a pauta das mulheres, dos negros e do movimento LGBT. Foi uma campanha realizada na periferia, nas f?bricas e nas ocupa?es urbanas, bem como junto os servidores p?blicos da sa?de e educa??o, aos transportes coletivos dentre outros.

Agradecemos os votos na nossa candidatura que foram postas no nosso programa socialista e revolucion?rio. O PSTU sai dessa campanha mais convicto de que a democracia dos ricos n?o serve ? classe trabalhadora e da necessidade de defesa do socialismo num momento em que o sistema capitalista oferece apenas a barb?rie aos trabalhadores e ao povo pobre.

Terminado o primeiro turno das elei?es, em Teresina, as op?es que sa?ram para o segundo turno n?o representam e, nem tampouco, ajudam a nossa classe numa sa?da para a crise econ?mica capitalista e a crise sanit?ria que vivemos com consequ?ncias graves para a classe trabalhadora e o povo pobre.

Tanto Bolsonaro como os demais governos (inclusive os eleitos agora nos munic?pios) e o Congresso Nacional vir?o para cima da nossa classe, dando continuidade ? guerra social contra os direitos, impondo a semiescravid?o e a entrega do pa?s. Reforma administrativa, privatiza?es, despejos nas ocupa?es, continuidade da alta dos pre?os dos alimentos e g?s de cozinha, aumento das taxas de ?gua e energia, dos combust?veis s?o alguns dos ataques que vir?o em breve. O fim do aux?lio emergencial, por sua vez, vai aprofundar a pobreza e a mis?ria. E o pa?s continuar? a ser recolonizado ? custa do rebaixamento da condi??o de vida da classe trabalhadora e da maioria do povo. Com isso aumentar? a superexplora??o dos trabalhadores e jovens, sobretudo das mulheres e da popula??o Negra.

Kleber (PSDB) E Dr. Pessoa (MDB) s?o farinha do mesmo saco e representam esse projeto de ataque aos trabalhadores. S?o candidaturas aliadas ao governo Bolsonaro e ir?o reproduzir, caso eleitos, esses mesmos ataques ? nossa classe em ?mbito municipal. Por isso, o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado, PSTU, em Teresina, chama o VOTO NULO no segundo turno das elei?es. Nem Kleber Nem Dr. Pessoa. Vote nulo!

A tarefa imediata e fundamental colocada para a classe neste momento ? fortalecer sua organiza??o e construir a resist?ncia aos ataques, assim como lutar para colocar para fora Bolsonaro e Mour?o, defender a Amaz?nia e os nossos direitos. Lutamos pela perspectiva de supera??o do capitalismo para a qual levamos ? frente a constru??o de uma alternativa revolucion?ria e socialista. Uma alternativa que n?o repita a velha concilia??o de classes do PT, de governo em alian?a com a burguesia, mas que coloque a necessidade de que os trabalhadores e o povo pobre, negro e oprimido governem com os Conselhos Populares.

Nota do PSOL
O PSOL ? um partido forjado nas lutas, sua trajet?ria tem sido de uma atua??o destacada, em defesa dos direitos sociais, por uma educa??o p?blica, gratuita e de qualidade, por Sa?de garantida universalmente, pelos direitos das trabalhadoras e trabalhadores, no enfrentamento ?s opress?es, na luta contra as privatiza?es, entre outras lutas que marcaram os ?ltimos 16 anos de nossa exist?ncia, e que atravessam o nosso dia a dia de constru??o de um projeto Socialista e para o Bem Viver no Brasil, no Piau?, e em Teresina.

Seguindo esses princ?pios, apresentamos uma proposta para Teresina no intuito de superar o atual modelo de cidade - governada para os mais ricos desde sempre, que nega o direito ? Teresina para a maioria da popula??o. Nosso projeto pol?tico objetiva uma gest?o democr?tica, compartilhada, participativa, que inverte as prioridades da cidade. Representado por Lucineide e Cyntia nas urnas, foi aprovado por 8.283 eleitores no dia 15 de novembro, expressando um crescimento de 62% da vota??o do PSOL em rela??o ao ?ltimo pleito, um resultado que muito nos orgulha, e que mostra que h? um caminho para o crescimento do nosso partido enquanto alternativa de esquerda na capital.

Em Agosto, o PSOL Teresina afirmou em nota: “Estamos diante de uma dupla tarefa nas elei?es de 2020: primeiro, apresentar no ?mbito local uma sa?da ? esquerda para a crise que vivemos; segundo, conter o avan?o das for?as de extrema-direita e seus aliados em Teresina. Para isso, colocamos o fortalecimento do PSOL como uma das tarefas priorit?rias a serem cumpridas. Sem um instrumento partid?rio capaz de manter vivas as bandeiras da transforma??o radical da sociedade, o apelo pela unidade torna-se irrelevante. Nesse sentido, optamos por lan?ar uma pr?-candidatura pr?pria, com Lucineide Barros, apresentando um projeto coletivo para Teresina [...] que expresse a resist?ncia popular ? pol?tica neoliberal e anti-povo de Firmino e dos 30 anos de PSDB ? frente da prefeitura.”

Partindo dessa leitura sobre o contexto pol?tico local, ? poss?vel afirmar que demos passos importantes para o fortalecimento do PSOL, mas uma reorganiza??o da esquerda ainda n?o se consolidou, e portanto o resultado das elei?es foi favor?vel a um setor da direita tradicional, que levou a maioria da popula??o teresinense a votar, seja pelo abuso do poder econ?mico contra os eleitores, agravado pelo contexto de mis?ria gerado pela pandemia, seja pelo aparelhamento da prefeitura. Pelos mesmos motivos, praticamente n?o houve renova??o para a C?mara Municipal, apesar de 41% dos(as) eleitos(as) serem vereadores(as) novos(as), fazem parte de velhos esquemas. Os tr?s negros n?o somam para as lutas antirracistas e tampouco as cinco mulheres somam para a luta antimachista e feminista. O cen?rio ? bastante desfavor?vel ? constru??o de um projeto de esquerda Socialista e para o Bem Viver.

O setor vitorioso ? conhecido como “Centr?o”, representado tanto na coliga??o de Dr. Pessoa (MDB / PSB / PRTB) quanto na de Kleber Montezuma (PSDB / PP / PSL / AVANTE / PDT / DEM / PMB / PV / PODE). S?o agrupamentos conservadores que se movem principalmente por pr?ticas clientelistas e fisiol?gicas, trocam interesses a partir do que gera mais apoios pol?ticos e inser??o na m?quina p?blica para beneficiar interesses particulares, e por isso j? vimos se aliarem a setores que v?o da extrema direita ? centro esquerda. Hoje, o Centr?o ? o principal aliado do Governo Bolsonaro no Congresso Nacional. Apesar disso, nenhuma dessas duas candidaturas fez uma campanha a partir de uma linguagem muito direta de aproxima??o com o fen?meno do Bolsonarismo (provavelmente por medo de associar a impopularidade de Bolsonaro em Teresina a si), o que reflete a din?mica nacional de fortalecimento do Centr?o nas elei?es de 2020, e de depend?ncia cada vez maior por parte do Governo Federal a esse campo da pol?tica.


O segundo turno dessas elei?es ? um verdadeiro circo de horrores. H? hoje, por parte de muitos dos eleitores que votaram em outras candidaturas no primeiro turno, uma preocupa??o em analisar essas duas candidaturas que v?o ao segundo turno a partir de alguns crit?rios: qual delas ? a “menos pior”, qual delas ? “menos bolsonarista”, qual delas ? “mais preparada para organizar a gest?o do executivo municipal”. Buscar identificar o que diferencia politicamente duas candidaturas ? importante, mas acreditamos que essa busca n?o est? sendo pautada pelo que de fato impulsiona essas campanhas.

Para tirar do caminho um dos primeiros pontos que gera d?vida no eleitorado: tanto o PSDB de Montezuma, atrav?s do seu ex-candidato a governador, quanto o Dr. Pessoa, em 2018, apoiaram a candidatura de Bolsonaro no segundo turno. Dito isso, a maior representa??o de alian?a com Bolsonaro atualmente no Piau? ? Ciro Nogueira, do Progressistas, ex-aliado de Wellington Dias, e hoje o principal articulador da alian?a entre Bolsonaro e o Centr?o, que j? pediu para ser chamado de “05”, em refer?ncia aos filhos do Presidente. O Progressistas foi respons?vel por financiar 27% dos recursos de campanha de Kleber (890.000,00 reais, segundo o TSE).

Enquanto isso, Dr. Pessoa, m?dico que afirma que n?o “fechar?” Teresina em poss?vel segunda onda da COVID-19, e que vestiu camiseta do Bolsonaro em 2018, recebeu nos ?ltimos dias o apoio de figuras p?blicas do PT, em especial de Wellington Dias. As negociatas da velha pol?tica do Piau? escancaram o ?bvio: o segundo turno em Teresina se tornou uma disputa para definir que rumos tomar? a elei??o para Governador em 2022.

Nenhuma das duas candidaturas que disputam o segundo turno s?o alternativas, sequer do ponto de vista t?tico, pois as duas se encontram no horizonte pr?ximo, seja na base bolsonarista, seja na l?gica ultra neoliberal da retirada de direitos e de implementa??o da reforma administrativa que j? deve ser aprovada.


N?o compraremos a narrativa do “menos pior” influenciada pela propaganda eleitoral de um candidato “experiente, preparado, respons?vel, atencioso aos problemas da cidade, gestor da educa??o”, pois do ponto de vista de quem foi expulso pelo PSDB de sua moradia na Avenida Boa Esperan?a por causa das obras do programa Lagoas do Norte, dos professores da rede municipal que est?o em greve h? 253 dias e sofrem persegui??o com os contracheques zerados, da juventude negra que sofre com a repress?o da Guarda Municipal, de quem sofre esperando nas paradas de ?nibus e quando se manifesta ? recebido com portas fechadas e policiais armados, e tantos outros Teresinenses, ouvir que esse ? o “menos pior” ser? algo absurdo. Tamb?m n?o compraremos a narrativa de um candidato “preocupado com o que o povo sente, que se parece com o povo, que t? a? pra mudar” porque conhecemos o projeto e as figuras que est?o por tr?s do perfil populista, porque vivemos e lutamos contra os governos do MDB/PSB no Piau?.

Como partido, o PSOL afirma aqui o nosso lado, o lado que proclamamos o tempo todo durante a campanha. N?o podemos nos confundir, nem colaborar para que haja ainda mais despolitiza??o. Devemos votar nulo. Esse posicionamento vem junto com um plano de trabalho para retornarmos a todos os lugares por onde andamos, onde conversamos durante a campanha. Nosso convite ? para que as pessoas se organizem politicamente, e oferecemos o nosso apoio, considerando os dias dif?ceis que ser?o enfrentados, porque n?o podemos resolver nossos problemas apenas num dia de elei??o a cada quatro anos, escolhendo um “mal menor” ou “mal necess?rio”.

Deixemos o personalismo da figuras que se apresentam como candidatas e fa?amos a leitura do projeto: ? o mesmo. Entre duas direitas iguais, podemos dizer n?o, e optar pela constru??o e fortalecimento de uma alternativa de esquerda nos nossos bairros, nos locais de trabalho ou de estudo. Nossa base program?tica n?o pode deixar de se pautar em um princ?pio: o resgate da independ?ncia pol?tica dos trabalhadores e exclu?dos. Nossas alian?as para construir um projeto alternativo buscar?o a unidade entre todos os setores do povo trabalhador, e isso s? pode ser feito se nos dispusermos ao trabalho de base, com a juventude, mulheres, negros e negras, LGBTQIA , enfim, n?o se trata de sairmos de onde estamos, mas de ir al?m de onde estamos para dialogar com quem ainda n?o dialogamos. A tarefa de um partido pol?tico e de sua milit?ncia organizada n?o se encerra nas urnas.


Quem escolhe votar nulo, escolhe com a raz?o do seu convencimento. Nosso voto nulo n?o ? o voto do lugar confort?vel da hist?ria, pelo contr?rio. ? o voto de quem sofre a repress?o e as viol?ncias causadas pelo poder p?blico municipal aos que lutam, e que vai continuar na luta independente de quem tomar posse em 1? de Janeiro de 2021. Enquanto partido, nossa tarefa ser? construir alternativa para essa falsa polariza??o e luta social contra os desmantelos feitos por quem for eleito - e esse sim, o eleito, ? que ser? o pior.

Nota do UP
N?s que constru?mos a Unidade Popular agradecemos pelos votos que os Teresinense deram aos nossos candidatos.

As elei?es no Brasil n?o s?o, de fato, democr?ticas. Afirmamos isso durante todo o processo de pr?-campanha e campanha, que durou um total de quatro meses e meio.

A Unidade Popular, por ser o partido mais recente do Brasil, com apenas 11 meses de registro, teve negado o tempo de propaganda eleitoral na TV e no r?dio, assim como a participa??o nos debates nos grandes ve?culos de comunica??o, o que faz muita falta a qualquer candidatura a prefeito.

Mesmo assim, com o megafone e um caixote realizamos uma combativa campanha de rua, nas pra?as, nos bairros populares e no meio da classe trabalhadora. Fazendo as den?ncias dos graves problemas da cidade e apresentando as propostas da UP.

A Unidade Popular sai destas elei?es como um partido conhecido e respeitado por uma parcela significativa da popula??o de Teresina, um partido feito por militantes que n?o abrem m?o de seus princ?pios e que lutam pelo poder popular e pelo socialismo.

Convidamos a voc? para conhecer a Unidade Popular – UP, filie-se e venha lutar junto conosco.

Tome partido! Filie-se a UP!
Tags: PT decide apoiar - PT decide apoiar Dr.

Fonte: globo  |  Publicado por: Da Redação
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